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WhatsApp Image 2020 12 18 at 10.29.35O Museu Nacional realizou uma coletiva de imprensa virtual no dia 17 para apresentar o balanço das obras de reconstrução em 2020 e as perspectivas para 2021. O evento contou com a participação de representantes do BNDES, da Vale, da Unesco e da Associação Amigos do Museu Nacional, parceiros no projeto de reconstrução. O prédio em que funciona o museu, na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio, foi consumido por um incêndio em 2 de setembro de 2018.
Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional, ressaltou o início das obras na biblioteca e a conclusão do novo prédio administrativo, apesar do ano atípico. “É um projeto que está caminhando muito bem, e que pode trazer um resgate do orgulho para a população de todo o país”, comentou. A reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, também se mostrou otimista: “A perspectiva é que, em 2021, possamos inaugurar o Campus de Pesquisa e Ensino do Museu Nacional e que, em 2022, reinauguremos pelo menos uma parte do nosso palácio, na comemoração de 200 anos da Independência do Brasil”, disse a reitora.

WhatsApp Image 2020 12 18 at 10.49.28Detalhe da capa da edição que homenageou os cientistas da UFRJ O centenário da UFRJ foi encerrado em grande estilo: homenageando seus cientistas. A reitoria realizou uma sessão especial do Conselho Universitário, dia 17, em tributo aos 63 docentes citados entre os pesquisadores mais influentes do mundo. A lista já havia sido divulgada pelo Jornal da AdUFRJ no início do mês.
A professora Ana Célia Catro, diretora do Colégio Brasileiro de Altos Estudos, apresentou mensagens que os homenageados dedicaram aos jovens cientistas. E destacou três palavras: sempre, ciência e pesquisa. “E por que sempre? Sempre é ‘na totalidade do tempo’, continuamente. Essa dimensão do tempo atemporal, que não distingue passado, presente e futuro, é algo que todos compartilham. O trabalho dos cientistas é sempre”, disse.
Luiz Davidovich, do Instituto de Física e presidente da Academia Brasileira de Ciências, um dos citados, destacou a interação abalada pela pandemia e tão necessária à ciência. “Sentimos muita falta das reuniões presenciais, das conversas que geram ideias. Esse afastamento dificulta a pesquisa científica, que se faz também com aquela conversa divertida, escrevendo no quadro, cometendo erros que muitas vezes nos levam às respostas certas”.
Eleonora Ziller, presidente da AdUFRJ, também participou da homenagem. “Esta lista implica na expressão da universidade em manter seu papel de excelência na produção de conhecimento. Que a UFRJ e a AdUFRJ sejam sempre espaços de produção de conhecimento, de luta contra a desigualdade e de busca por um país melhor”

WhatsApp Image 2020 12 12 at 14.49.04Os assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes completaram mil dias na terça-feira (8). Acusados como executores, o policial militar da reserva Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz aguardam julgamento em um presídio em Rondônia. Seguem sem resposta duas perguntas. Quem mandou matar Marielle? E por quê? Uma coisa é certa: a morte da vereadora amplificou a luta pelos direitos humanos no Brasil.
E isso os algozes de Marielle não poderão calar.

WhatsApp Image 2020 12 12 at 14.49.03 2A cena de uma senhorinha de 90 anos recebendo a primeira dose da vacina contra o coronavírus em um hospital de Coventry, região central da Inglaterra, na terça-feira (8), encheu o mundo de esperança. Margaret Keenan, que fará 91 anos na próxima semana, foi a primeira cidadã do Reino Unido a ser imunizada, e expressou um desejo tão simples quanto sublime:  “Sinto-me muito privilegiada por ser a primeira pessoa vacinada contra a covid-19. É o melhor presente de aniversário antecipado que eu poderia desejar”.

WhatsApp Image 2020 12 12 at 14.49.03No Tamo Junto que encerrou o ciclo 2020, o professor Josué Medeiros, cientista político e diretor da AdUFRJ, puxou a conversa para falar de eleições. Coordenador do Núcleo de Estudos Sobre a Democracia Brasileira, Josué analisou o cenário político nacional, a partir não só do resultado das urnas no último dia 29, mas projetando as eleições de 2022. E não foi bom o cenário desenhado pelo professor. “Eu não queria, mas estou pessimista”, disse Josué no começo da conversa.
Segundo ele, o resultado das eleições municipais não foi uma derrota de Bolsonaro, porque o presidente não entrou efetivamente na disputa. O voto de direita continua forte, embora tenha se dispersado para 2020. Contudo, Bolsonaro, com máquina federal, tem todas as condições de manter a sua base para 2022. As disputas deste ano servem de alerta para a esquerda, que em muitas cidades ficou disputando entre si, enquanto viu candidatos da direita tradicional irem ao segundo turno. Para Josué, a esquerda tem uma base de 40% dos votos, patamar histórico, e não consegue ir além disso atualmente. “As pessoas perderam a crença de que o campo progressista pode governar”, disse.
Dentro desse cenário, é possível até que a esquerda se una em 2022, e chegue ao segundo turno, mas, se não expandir sua base de eleitores, provavelmente vai ser derrotada por Bolsonaro, que agregará os votos da direita moderada. “As eleições confirmaram esse quadro”, resumiu.
E o cenário pode piorar. “O esgarçamento do nosso tecido social continua. A inflação dos alimentos é muito forte na base, e o fim do auxílio emergencial vai piorar a situação do ponto de vista social”, falou. A saída não parece tão simples. Josué usou como exemplo as eleições norte-americanas. “O que venceu Trump não foi só o Biden, mas também um enorme movimento civil, que começou com o Black Lives Matter”, explicou. “Precisamos produzir algo de baixo pra cima se quisermos mesmo derrotar o bolsonarismo.”
Antes de começar a conversa, a simples presença da professora Ligia Bahia foi o suficiente para um papo sobre as possíveis vacinas contra a covid-19. Especialista em saúde pública, Ligia explicou que a vacina é muito importante, mas a erradicação de algumas doenças depende de uma mudança social. “A sociedade tem que mudar. Erradicamos a varíola, mas foi necessário um enorme esforço para isso”, disse a professora. “Doenças como a tuberculose e o sarampo foram combatidas também com combate à pobreza”.

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