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Imagem de: Steve Buissinne por PixabayAlém da pandemia e das ameaças do governo para reduzir os salários dos servidores, 67 professores aposentados foram surpreendidos com mais uma má notícia, nos últimos dias: ficaram sem a Retribuição por Titulação nos contracheques. A Pró-reitoria de Pessoal (PR-4) disse que o problema foi causado pela falta de informações relativas aos diplomas do grupo no cadastramento do Sistema de Gestão de Pessoas do governo (Sigepe). A situação deve ser corrigida na próxima folha. A AdUFRJ está atenta ao problema dos docentes e na busca de soluções.
De acordo com a PR-4, o sistema do governo passou a exigir a inclusão de alguns dados para manutenção dos pagamentos, o que não ocorria antes. “Este processo de cadastramento deveria ter começado na gestão anterior, o que não ocorreu”, afirmou a superintendente administrativa, Maria Tereza Ramos.
No final do ano passado, a reitoria verificou que existiam aproximadamente 1,8 mil docentes aposentados sem os dados do doutorado incluídos no sistema. “Conseguimos resgatar os diplomas através de processos arquivados da grande maioria, restando apenas 67 docentes”. A supressão neste mês também surpreendeu a pró-reitoria. “Enviamos e-mails aos afetados, explicando o ocorrido e solicitando o envio do diploma de doutorado para o cadastramento. Vamos tentar, também, outros meios de contato como telegrama e telefone”, disse Maria Tereza.
Assim que soube da supressão da RT, a assessoria jurídica da AdUFRJ entrou em contato com a Ouvidoria-Geral da UFRJ e a pró-reitoria de Pessoal. O objetivo era conseguir a restituição dos valores já no pagamento de fevereiro, mesmo sem a apresentação dos documentos. “Em razão da pandemia de coronavírus, que impôs diversas restrições à circulação de toda a população, a AdUFRJ teme que nem todos os docentes possam ter acesso a seus diplomas de titulação”, argumentou a advogada Ana Luísa Palmisciano. “Lembramos que o corte atingiu docentes aposentados, grupo de risco da pandemia, cujos diplomas podem ter sido obtidos há décadas”.
Mas a reitoria informou que o sistema que roda a folha já estava fechado. “Para aqueles que não possuem o diploma, estamos tentando obter as informações a partir do Lattes”, afirmou Maria Tereza. “Lamentamos muitíssimo o ocorrido e faremos o possível para restabelecer todos os pagamentos para a próxima folha”, completou.

O infectologista Roberto Medronho, professor da Faculdade de Medicina e coordenador do GT Coronavírus da UFRJ, dá um recado importante no programa "Pílulas Antimonotonia": permaneçam em casa!

As medidas não surtiram o efeito esperado na redução da curva’

“Considero uma irresponsabilidade, do ponto de vista epidemiológico, a suspensão das medidas restritivas, porque nós estamos há duas semanas da instalação dessas medidas e elas ainda não surtiram o efeito esperado na redução da curva [de contágio].

Reconhecemos o impacto econômico que isso traz, mas agora temos que salvar vidas. Precisamos que os governantes, em especial o governo federal, junto com os governantes estaduais invistam em  medidas políticas e econômicas para mitigar o efeito econômico, especialmente nas classes menos favorecidas.

Mas suspender as medidas restritivas agora será pior, porque teremos, mais à frente, uma epidemia com várias mortes e, também, uma grave crise econômica.”

Pílulas antimonotonia

Diante da necessária quarentena para minimizar os efeitos da pandemia no Brasil, a AdUFRJ lançou as “Pílulas antimonotonia”. Trata-se de uma nova forma digital de comunicação entre professores da UFRJ e a sociedade.

São vídeos curtos, publicados nas redes sociais da AdUFRJ, sobre variados temas, em que os especialistas da universidade vão nos ajudar a superar o afastamento social oferecendo debate sobre temas atuais, com conteúdo qualificado à luz de suas áreas de especialização. Uma forma de colaborar com o debate sério e responsável. Ao mesmo tempo em que leva a ciência, a cultura e os conhecimentos produzidos pela universidade para a população. 

Confira a participação do professor Medronho em:


Antes do coordenador do GT Coronavírus da UFRJ, participaram do programa as professoras Esther Dweck (veja AQUI) e Ligia Bahia (veja AQUI)

WEB menor p.7Foto: Elisa Monteiro/Arquivo AdUFRJEm meio à pandemia do coronavírus, o Ministério da Educação editou uma portaria que autoriza as universidades federais a oferecerem ensino a distância para os alunos. Publicada no último dia 18, a portaria permite a substituição das aulas presenciais por 30 dias. O período pode ser prorrogado. 
    A reitoria da UFRJ publicou uma nota no domingo, 22, afirmando que “a utilização de plataformas virtuais é permitida naquelas turmas que já faziam uso dessa tecnologia anteriormente e nos casos em que já esteja pactuada entre os estudantes e seus respectivos professores”. 
     A administração central reiterou que as atividades em ambiente digital não devem substituir as aulas presenciais, e que o calendário acadêmico será reajustado tão logo a situação se normalize. Na noite de segunda-feira, 23, a reitoria suspendeu as aulas por tempo indeterminado e não mais por 15 dias, como havia feito no início da pandemia.
A nota da UFRJ elenca as dificuldades para a adoção da metodologia, como a necessidade de que todos os professores tenham recursos materiais, a inclusão de alunos com deficiência e até a operacionalização do EaD. O fato é que a portaria do MEC abriu um debate na comunidade acadêmica da universidade. A diretoria da AdUFRJ preparou uma nota sobre o tema (box ao lado), ressaltando que o Ensino a Distância não deve ser institucionalizado durante a quarentena. Argumenta que os cursos foram planejados presencialmente e que as enormes diferenças entre as unidades da universidade inviabilizam uma mudança no atual cenário de incerteza. A nota destaca, no entanto, a importância de os professores preservarem os vínculos com os alunos.  
Para o professor e diretor da AdUFRJ Jackson Menezes, a portaria é cruel, porque empurra a responsabilidade pela suspensão das aulas para as universidades. “O governo se comporta como se estivesse oferecendo uma solução, e caso as universidades não aceitem, há chance de serem tratadas como arcaicas”, defendeu. “É como se o MEC lavasse as mãos, e deixasse para as universidades essa responsabilidade, o que gera uma insegurança jurídica e acadêmica para os reitores”.
Outro problema apontado por Jackson é o curto prazo para a adaptação de um modelo que se propõe como temporário. “É praticamente impossível que a UFRJ tenha, em 15 dias, um sistema que todos os professores possam utilizar. Vamos gastar energia para fazer uma coisa que é temporária, quando já tivemos experiências anteriores de readequação do calendário?”, questionou.

ADAPTAÇÃO NÃO É SIMPLES
A adaptação de uma disciplina para o EaD não é um processo simples, explica o professor Leandro de Paula. Coordenador do curso de Licenciatura em Física a distância da UFRJ desde 2003, ele lembrou que um curso nesse modelo não é apenas um professor falando através de monitores, mas toda uma nova maneira pedagógica de pensar, e que exige planejamento. “O ensino a distância tem essa maneira diferente de organizar. É preciso repensar as aulas, o material didático e o contato entre os alunos e o professor”, explicou.
O professor Olavo Amaral, do Instituto de Bioquímica Médica, está conseguindo manter o contato com os alunos. Ele entrou em acordo com sua turma de Estatística e Reprodutibilidade em Ciências da Vida e começou a dar aulas online durante a quarentena. “Tem aparecido mais gente nas aulas online do que nas aulas presenciais, inclusive alguns alunos que não estão matriculados”, contou. “A interação com a turma está muito boa.”
Ele reconhece que há problemas específicos no modelo online. “Às vezes, tenho alunos com problemas na conexão ou outro tipo de dificuldade para acessar a aula. Por outro lado, alguns alunos tiveram que voltar para as suas cidades de origem com a suspensão das aulas, e estão conseguindo fazer a disciplina assim mesmo”, relatou o professor, que assinou um serviço de web conferências e paga US$ 15 por mês do próprio bolso para manter o curso a distância.
Diferente da empreitada do professor do IBqM, a Faculdade de Letras tem o programa Letras 2.0, projeto que oferece recursos e condições para professores da universidade usarem recursos digitais em turmas de graduação, pós-graduação e cursos de extensão. Criado em 2009, o programa é vinculado ao Núcleo de Pesquisa em Linguagem, Educação e Tecnologia – LingNet, e já atendeu mais de 6,5 mil usuários, com algo entre 25 e 30 professores utilizando a plataforma por semestre. “O Letras 2.0 não é só um serviço, mas uma fonte de pesquisa sobre como as novas tecnologias podem ser melhor aproveitadas para objetivos pedagógicos”, explicou a professora Kátia Tavares, coordenadora do Núcleo. “Nós avaliamos o uso desses recursos na prática, quais funcionam, o que os alunos pensam e o desenvolvimento dos alunos e dos docentes, e apresentamos os resultados”.
O Letras 2.0 não substitui as aulas presenciais. Mesmo assim, a procura pela iniciativa aumentou este período. “Não tivemos professores novos, mas alguns professores que já haviam usado o programa em outras ocasiões nos procuraram manifestando interesse”, contou a coordenadora.

 
ENSINO A DISTÂNCIA NÃO FAZ MILAGRE
 
Diretoria da AdUFRJ 

n Em meio à comoção social causada pela COVID-19, o Ministério da Educação anunciou, em portaria publicada na quarta-feira (18/03), que as universidades poderiam “em caráter excepcional, substituir as disciplinas presenciais, em andamento, por aulas que utilizem meios e tecnologias de informação e comunicação, nos limites da legislação em vigor”.
Nessa grave crise de caráter inédito no Brasil, não queremos alienar as universidades das necessidades de seus alunos e da população em geral. Nesse sentido, acreditamos que há, sim, recursos presentes na “tecnologia da informação e comunicação” aos quais podemos e devemos recorrer para manter nossos discentes ativos em suas quarentenas produtivas, e para que técnicos e docentes possam realizar quaisquer atividades que forem possíveis a distância.
No entanto, é necessário dizer com toda a ênfase que é simplesmente impossível que uma instituição baseada no ensino presencial se converta em uma de educação a  distância (EaD), mesmo que temporariamente. A EaD possui uma dinâmica, infraestrutura e desafios próprios, que não se resolvem apenas com boa vontade e um celular na mão. Algumas disciplinas requerem anos de planejamento e comprometimento humano e financeiro, e tentar vencer isso em 15 dias (prazo dado para as instituições se manifestarem sobre a possibilidade) comprometerá drasticamente a qualidade da maioria das disciplinas.
Em suma: instamos nossos e nossas docentes a buscarem toda a forma de manter o contato com seus alunos, se valendo das mais variadas tecnologias disponíveis. Mas que isso sirva apenas de complemento e jamais como substituição dos nossos cursos regulares. Estes terão que esperar o fim da epidemia para continuarem.

hands 1167619 1280A versão impressa do Jornal da AdUFRJ está suspensa durante a quarentena. Para receber a versão digital por correio eletrônico mantenha seus dados atualizados. Para isso, basta enviar um email  para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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financial 4560047 1280Na linha de frente do combate ao coronavírus, a UFRJ solicitou R$ 20,7 milhões ao Ministério da Educação para a compra de insumos e equipamentos. A boa notícia é que a demanda deve ser integralmente atendida nos próximos dias.
O plano de trabalho foi enviado na quinta-feira (19), após uma consulta do MEC às universidades sobre o custo de ações em andamento ou em estudo para ajudar no enfrentamento da pandemia.
O primeiro ponto do documento da universidade é a aquisição de material de consumo para diagnóstico molecular, ao custo de R$ 1 milhão. O valor será aplicado no Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia e na Faculdade de Medicina, que estão atuando na triagem de pacientes e nos testes da doença.
Os demais itens são voltados para o atendimento nas unidades hospitalares da UFRJ: aquisição de equipamentos de proteção individual (R$ 4,1 milhões); adequação de leitos de UTI no Instituto de Neurologia Deolindo Couto, no campus da Praia Vermelha (R$ 391 mil); e compra de equipamentos para 150 leitos de UTI (R$ 14,6 milhões).
A universidade também solicita R$ 600 mil para a compra de insumos necessários à produção de álcool glicerinado, álcool em gel e álcool 70°. Há uma estimativa de que os recursos possam abastecer o Complexo Hospitalar da UFRJ com aproximadamente 16 mil litros dos produtos, por mês, pelos próximos 90 dias.
Decana do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza e professora do Instituto de Química, Cássia Turci explica que a produção pode crescer, dependendo das doações que a universidade está recebendo e da disponibilidade da matéria-prima no mercado.

APORTE NECESSÁRIO
Os recursos, se confirmados, chegam em bom momento. A UFRJ, que já estava com o orçamento reduzido para enfrentar as despesas regulares do ano, depende do governo para custear os gastos extraordinários provocados pela doença. A suspensão das aulas de graduação e pós-graduação não aliviou os cofres da instituição.
“Mesmo com unidades parcialmente fechadas, temos mais demanda de limpeza geral e limpeza especializada nos hospitais, por exemplo”, explica o pró-reitor de Planejamento e Finanças, professor Eduardo Raupp. Um exemplo é o reforço da higienização em uma área do Centro de Ciências da Saúde reservada para testes do coronavírus, desde a semana passada.
“Segurança também imaginamos que será muito exigida, seja para preservar o patrimônio nas áreas com baixa utilização, seja para assegurar as condições de trabalho nas unidades assistenciais que serão sobrecarregadas no próximo período”, observa o dirigente. “Assim, entendemos que a pandemia aumenta a necessidade de gastos e esperamos ter os aportes necessários do governo federal para isso”, completa.  

DOIS MESES DE DÉFICIT
Mesmo sem considerar a crise do coronavírus, a situação de arrocho da universidade não sofreu alteração em relação ao que vem ocorrendo nos últimos anos. Até agora, foram recebidos 25% do orçamento total, ou R$ 78 milhões. Estão incluídos no montante os 25% do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), ou R$ 13,2 milhões. Para investimento, nenhum centavo. A instituição somou, até o momento, R$ 13 milhões de receita própria.
É muito pouco para regularizar os débitos da UFRJ: “Foi possível pagar as contas de 2019 e indicar orçamento para as contas de janeiro e parte de fevereiro”, explica o pró-reitor Raupp.
“Do ponto de vista ordinário do orçamento, a dificuldade segue a mesma: a defasagem de dois meses. Acrescida da ausência, até aqui, de liberação para investimento”, completa.
Empresa demite 93 terceirizados do bandejão
 

Empresa demitiu 93 terceirizados do bandejão

WEB menor p.3Terceirizados temem demissão - Foto: Arquivo AdUFRJTodas as empresas terceirizadas da UFRJ estão recebendo dentro da margem de 90 dias em que, pela legislação, deveriam preservar a prestação de serviços e o pagamento dos funcionários. Mas a crise econômica causada pelo coronavírus já prejudica os trabalhadores. Noventa e três pessoas foram demitidas da empresa responsável pela produção e fornecimento das refeições do restaurante universitário (RU). E pelo menos uma firma — que faz a limpeza do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) e do Ladetec — tem atrasado auxílios e o salário dos terceirizados.
O pró-reitor de Governança da universidade, André Esteves, explica que, diferentemente dos contratos que trabalham com mão de obra de dedicação exclusiva, a empresa do restaurante emprega as pessoas de acordo com a produção estimada pela universidade. Com a suspensão das aulas e o fechamento dos bandejões — com exceção do Restaurante Central —, houve significativa queda da demanda: “A empresa não consegue manter o quadro funcional empregado”, afirma Esteves.
O pró-reitor de Finanças, Eduardo Raupp, completa: “Todas as empresas estão recebendo dentro da defasagem de dois meses praticada desde 2015. Os atrasos, portanto, não deveriam ocorrer”, observa. “Mas creio que a situação econômica geral tem reduzido o capital de giro destas empresas, levando a estes atrasos”.
As pró-reitorias de Finanças e de Governança têm mantido contato com as empresas, informando oficialmente das medidas recomendadas pela UFRJ: “Nossa política em relação aos contratos tem sido a de mantê-los ativos, evitando ainda mais caos social com a possível demissão dos trabalhadores”, diz Raupp.
As orientações e precauções com os servidores e alunos devem ser estendidas aos terceirizados. “A dispensa de trabalhadores por razões humanitárias não pode ensejar demissões ou corte de benefícios. Estamos atuando neste sentido”, afirma Raupp.
Para Luciana Calixto, da Associação de Trabalhadores Terceirizados da UFRJ (ATTUFRJ), a decisão da empresa do RU é “desumana”. “Faltou diálogo entre as partes. Estes 93 trabalhadores não vão ter como conseguir emprego tão cedo”, avalia.
Em relação à empresa de limpeza do CCMN e do Ladetec, a ATTUFRJ cobrou providências da administração central no fim da última semana, uma vez que os pagamentos das faturas estão sendo feitos pela universidade, ainda que com atraso. Os terceirizados estão sem receber os auxílios-transporte e de alimentação há três meses e o salário de fevereiro ainda não foi depositado. “Há colegas que estão sem o dinheiro do aluguel”, lamenta.

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