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Fotos: Alessandro CostaA juventude foi às ruas lutar pelo seu futuro. Centenas de pessoas, em sua esmagadora maioria estudantes do ensino superior e secundaristas, ocuparam o Centro do Rio ontem (9) para protestar contra os cortes no orçamento das instituições federais de Educação e de Ciência e Tecnologia (saiba mais sobre os cortes AQUI). Em unidade, os presentes sabiam que a luta não era só em defesa da Educação, mas contra o projeto de destruição do governo Bolsonaro. Então não faltaram palavras de ordem contra o governo.
O ato contou também com a participação de entidades representativas ligadas à Educação, como o Sintufrj, o Andes, o Sintuff, ADUFF, UNE e UBES. A AdUFRJ foi representada pelas diretoras Nedir do Espirito Santo e Ana Lúcia Fernandes. “É muito bom ver a juventude vindo às ruas para defender a Educação. No médio prazo, são eles os maiores afetados pelas medidas deste governo contra a Educação”, avaliou a professora Nedir. Ela espera que o ato seja o começo de um movimento em defesa das universidades e de enfrentamento ao governo que ocupe as ruas, especialmente neste ano eleitoral. “Foi revigorante ver toda a energia dessa juventude aqui. Quem via o ato olhava de maneira admirada para a sua força. E é uma causa justa, espero que isso traga a adesão da sociedade. É preciso derrotar Bolsonaro”, resumiu.
Segundo o Andes, o dia de mobilização contra os cortes teve atos em pelo menos 50 cidades do país, como Manaus, Fortaleza, Salvador, Brasília e Belém. O ato foi uma preparação para o Ocupa Brasília, planejado para o dia 14 de junho, convocado pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e entidades representativas da Educação.
Atenção, professores! Alguns docentes vêm recebendo ligação no celular com a falsa informação de que ganharam uma ação judicial movida pelo Andes. O golpista tem o nome completo e o telefone das vítimas e se identifica como advogado. Trata-se de mais uma tentativa de extorquir dinheiro dos professores sindicalizados. Ao receberem qualquer telefonema ou mensagem, não passe dados pessoais e entre em contato imediatamente com a AdUFRJ pelo telefone: 99808-0672.
O compositor Noca da Portela recebeu na quinta-feira (2) o título de Doutor Honoris Causa, concedido em 2020, em cerimônia no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. Ligado à Portela, ele compôs mais de 300 músicas gravadas por cantores consagrados, inclusive o samba comemorativo do centenário UFRJ, “100 Anos de Arte, Ciência e Balbúrdia”.
Foram eleitos 14 docentes para complementar a formação do Conselho de Representantes da AdUFRJ, biênio 2021-2023. O pleito foi eletrônico e aconteceu nos dias 6 e 7 de junho. A Comissão Eleitoral formada pelos professores Felipe Rosa (IF), Angela Santi (FE) e Mônica Moreira (IQ) conduziu a apuração pública remota, no dia 8. Os novos conselheiros ajudam a compor o CR em mais dez unidades. No próximo dia 15, o CR se reunirá para referendar o resultado das urnas. Participaram 109 eleitores.
Confira abaixo os nomes e número de votos de cada candidato:
Jornal da AdUFRJ – O teto de gastos é prioridade para o Legislativo no ano que vem?
Alessandro Molon – Sem dúvida nenhuma. Uma das primeiras coisas a serem feitas é a revogação do teto de gastos. É fundamental revogar esse dispositivo constitucional. É extremamente prejudicial para o Brasil, para a vida das pessoas, para o desenvolvimento nacional. O teto de gastos é um crime contra o país.
Quais as tarefas do Senado em relação à area de C&T?
Primeiro nós temos que aumentar o orçamento da área. O professor Luiz Davidovich lembrou há pouco, durante o debate, que a meta que a comunidade científica precisa defender é a destinação de 2% do Produto Interno Bruto para C&T. Essa tem que ser uma das nossas metas: garantir o aumento contínuo do orçamento até que a gente atinja esses 2% o mais rapidamente possível. É fundamental impedir o contingenciamento dos recursos para Ciência, Tecnologia e Inovação e garantir que o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) seja executado sem qualquer tipo de corte, porque é ilegal, como foi provado aqui.
Como o Legislativo pode enfrentar o desrespeito à escolha de reitores?
Esse debate vai ter que ser feito pelo Parlamento. Aquilo que parecia uma boa ideia, que era a lista tríplice, mostrou deixar brechas para o desrespeito da autonomia universitária na escolha de seus dirigentes. Em muitas universidades foram escolhidas pessoas que não tinham respaldo de sua comunidade acadêmica. Então, esse modelo precisa ser rediscutido. É preciso enfrentar esse tema na próxima legislatura para garantir que sejam escolhidos para dirigir as universidades aqueles que tenham respaldo das comunidades, aqueles que estejam preparados para isso. E não os preferidos dos governantes de plantão.
Como foi falar para uma plateia de estudantes e professores, o senhor que também é professor universitário?
Eu tenho muita admiração por professoras e professores universitários, pesquisadores, gente que dedica sua vida para melhorar a vida das pessoas. Eu tenho um pé na academia, sou professor universitário também, mas atuo na política e, portanto, não consigo me dedicar permanentemente à pesquisa, mas tenho uma imensa admiração e gratidão por quem faz isso, porque presta um grande serviço para o país e para a humanidade. Então, para mim, é uma honra enorme estar ao lado dessas pessoas e poder, de alguma maneira, contribuir com meu trabalho na política para que a Ciência avance. Se eu conseguir fazer isso já vou me sentir mais do que recompensado.