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WhatsApp Image 2024 07 15 at 15.36.34Fotos: Fernando SouzaRenan Fernandes

O estudante Marcos Vieira carregava com dificuldade cinco sacolas repletas de livros, no cair da tarde do dia 11. Formado em Geografia pela UFRJ, ele não escondia a felicidade de visitar a I Feira do Livro Científico da universidade, na Casa da Ciência. “Estava ansioso para ver o que as editoras oferecem. Sentia falta de uma feira como essa no Rio porque vejo acontecer com frequência em São Paulo”, disse.
O aluno aproveitou os descontos de até 50% oferecidos para encontrar títulos que vão fazer parte de sua pesquisa no doutorado. “Estou montando um projeto sobre a geografia da saúde. Só da Fiocruz comprei mais de 20 livros. Também encontrei títulos legais da UFRJ e da UNESP”, afirmou.
Além dos títulos de que precisava para suas pesquisas, Marcos encontrou um ambiente aconchegante, com palestras, sessões de autógrafos, apresentações musicais e programação infantil. “As atividades planejadas, que incluem espetáculos musicais, mesas de debates e oficinas para crianças, tornam o evento acessível e atraente para todas as idades, incentivando a curiosidade e o interesse pelo conhecimento desde cedo”, afirmou a professora Christine Ruta, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, organizadora do evento que durou até o domingo (14).
“A Feira proporciona um espaço de encontro e troca de ideias, onde o público tem acesso a obras de alta qualidade e debates enriquecedores”, acrescentou Ruta. “O Fórum reafirma seu compromisso de estreitar os laços entre a Universidade e toda a sociedade, além de atuar na disseminação do conhecimento e na valorização da ciência e da arte”, completou.
O professor Marcelo Jacques, diretor da Editora da UFRJ, concordou. “Esse evento foi mais um canal de comunicação com a sociedade. O Fórum tem o sentido de fazer essa ponte da universidade com a sociedade e o livro é um canal importante. A universidade não produz livros apenas para o consumo interno”, avaliou.
O docente celebrou a iniciativa de reunir 26 editoras universitárias de diferentes partes do Brasil. “Já tínhamos a experiência de organizar feiras aqui na Praia Vermelha, mas sempre com editoras do estado do Rio. Esta é a primeira que conseguimos adesão massiva de editoras de grandes universidades como a USP, a Unicamp, a UFMG, entre outras”.
O professor Pedro Rocha, do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, foi às compras ao final do dia de trabalho e elogiou o projeto. “Espero que seja o início de um evento que se repita com um número cada vez maior de editoras, ganhando projeção e alcance”. O docente adorou as instalações da Casa da Ciência da UFRJ. “O lugar é muito agradável”, aprovou.WhatsApp Image 2024 07 15 at 15.36.35
O desejo de novas edições da Feira é compartilhado pelos organizadores. O professor Ismar de Souza Carvalho, diretor da Casa da Ciência, agradeceu os apoios que permitiram a realização do evento. “Ainda é experimental, mas a gente pretende repetir a cada ano ou a cada dois anos. O suporte financeiro da AdUFRJ, da Faperj e do CNPq foi fundamental para montarmos essa estrutura que traz muito do conhecimento científico publicado no nosso país”, disse.
A vice-presidenta Nedir do Espirito Santo representou a AdUFRJ na mesa de abertura da feira. “Passei pelo salão vendo as obras. Foi um ambiente muito convidativo. Precisamos divulgar mais a produção das editoras universitárias”, elogiou.

Vice-presidente da AdUFRJ, o professor Antônio Solé criticou, durante o Consuni desta quinta-feira (11), os ataques sofridos por docentes da UFRJ no exercício da profissão.
Solé leu uma carta em que reivindica mais cordialidade nas relações internas em busca do objetivo comum, o de melhores condições de trabalho na instituição. Abaixo, a íntegra da carta:

"No dia 10 de junho, em reuniao com reitores das instituições federais de ensino superior, o presidente Lula disse que as universidades públicas são feitas apenas para os ricos, não para os pobres. Essa declaração circulou amplamente, especialmente nos meios políticos de direita. E o presidente Lula, de fato, falou isso. Mas era ironia, usada para desmascarar o pensamento da elite política.  Esse fato chama a atençao para o fenômeno perigoso das palavras e atos usados fora do contexto como arma política. E é disso que quero falar agora. O Brasil é um país majoritariamente conservador, com profundos racismo, machismo e LGBTfobia estruturais. É fundamental lutar contra esses preconceitos anacrônicos, por meio de leis e de denúncias.  E é justamente por essa luta ser tão importante que devemos levá-la a sério, evitando seu uso indiscriminado e injusto como instrumento de opressão e assédio contra pessoas com as quais discordamos por outros motivos. Isso vale pra  fora e pra  dentro de nossa UFRJ.

 A sociedade brasileira está polarizada, e ânimos se exaltam facilmente. Acusações falsas, baseadas muitas vezes em falas ou atos tomados propositalmente fora de contexto, têm sido usadas de maneira leviana por parte de alguns grupos militantes na nossa universidade para intimidar oponentes políticos, uma atuação que em muito se assemelha às práticas bolsonaristas denunciadas por estes mesmos grupos. Acusações falsas não são brincadeira: Luiz Cancellier, reitor da UFSC, acabou se suicidando ante o assédio moral e legal movido contra ele.  Na minha opinião, devemos repudiar esse tipo de estratégia covarde dentro de nossa Universidade – inclusive neste Conselho - e devemos manter nossas discussões em um nível respeitoso, sem coerções ou violências físicas ou psicológicas. Em particular, acho lamentável que docentes, que, em suas Assembléias, escolheram majoritariamente não entrarem em greve, tenham sido constrangidos, em vários momentos, por membros de nossa comunidade acadêmica que haviam escolhido, também democraticamente, outra forma de luta.

É papel de todos nós, e em particular da nossa Associação Docente, lutar, de todas as formas, pela defesa de nossos professores contra assédios ou acusações levianas, fake news e outros tipos de agressões covardes. É nosso dever, também, permitir o exercício de nossa profissão, sem constrangimentos, barricadas ou acusações anônimas.

Ao mesmo tempo que exigimos respeito, clamamos a comunidade a reconhecer que estamos todos do mesmo lado, na defesa da Educação pública, gratuita e de qualidade. Podemos escolher formas diferentes de luta, podemos militar em campos políticos diversos, mas não devemos perder de vista nossos objetivos maiores de amor à UFRJ e de luta por melhores condições de trabalho, o que inclui nossa saúde mental de poder viver em um ambiente mais cordial em nossas relações."

Foto: Kelvin Melo

WhatsApp Image 2024 07 08 at 15.11.03 1Foto: Renan FernandesRenan Fernandes

A AdUFRJ definiu em assembleia, na quarta-feira, 2, a delegação que enviará ao 67º Conselho do Andes (Conad). O evento acontece entre os dias 26 e 28 de julho, em Belo Horizonte, no campus Nova Suíça do CEFET. A professora Mayra Goulart, presidenta da AdUFRJ, foi indicada à vaga de delegada com direito a voto. A mesa recebeu a inscrição de 13 nomes para concorrer às nove vagas de observadores.
A assembleia contou com transmissão ao vivo pelo Youtube e intérpretes de Libras para garantir a acessibilidade às pessoas com deficiência auditiva. Contudo, a participação docente foi pequena. Trinta e três professores filiados assinaram a lista de presença e apenas 31 depositaram seus votos na urna.WhatsApp Image 2024 07 08 at 17.07.01
“Me pareceu que uma parte simplesmente desistiu do sindicato, pelo menos nesse Conad. E isso não é bom”, disse a professora Eleonora Ziller Camenietzki, da Faculdade de Letras.
Eleonora estará entre os nove observadores da delegação da AdUFRJ. Ela comemorou ter recebido votos de todos os docentes que participaram do pleito. “Fiquei muito feliz, porque acredito que o nosso caminho precisa ser sempre o de caminharmos juntos, mesmo quando as divergências parecerem intransponíveis”, celebrou.
Mayra também acredita no diálogo como instrumento para avanços nas condições de trabalho da categoria e para a recomposição orçamentária das universidades. “Espero que as fraturas causadas pelas discordâncias quanto à estratégia grevista não se sobreponham às convergências que temos acerca da necessidade de mais orçamento para as universidades públicas”, afirmou.
O tema central do Conad em 2024 é “Fortalecer o ANDES-SN na luta por orçamento público, salário e em defesa da natureza”. O impacto da greve entrará em pauta para atualizar o debate sobre conjuntura e sobre o plano de lutas do movimento docente.

WhatsApp Image 2024 07 08 at 15.11.03 12

WhatsApp Image 2024 07 01 at 17.28.25 1Foto: Eline Luz/Ascom Andes-SNO Andes, o Sinasefe, a Fasubra e o Proifes assinaram na quarta-feira (27) o acordo com o governo que prevê reajustes salariais para 2025 e 2026. Fruto de longo processo de negociação, os documentos também incluem alterações nos degraus das carreiras do magistério superior, EBTT e dos técnicos-administrativos, além de transformar as primeiras classes da carreira docente em uma única classe de entrada, somando ganhos de 43% para os novos professores. Os acordos encerram a greve de mais de 60 dias de professores federais — os docentes da UFRJ não aderiram ao movimento paredista. Já os técnicos da UFRJ terminaram a greve nesta segunda, com retorno às atividades a partir de amanhã (2).
No caso da carreira docente, do ponto de vista dos ganhos salariais, o documento só se difere daquele assinado pelo Proifes, em 27 de maio, em um ponto: o reajuste previsto para maio de 2026 será antecipado para abril daquele ano. Ao documento original foram acrescentados itens não econômicos, como a revogação da Portaria 983, que versa sobre a carreira EBTT, a liberação do controle de frequência para o magistério do EBTT e a criação de grupos de trabalho para discutir reenquadramento de aposentados.

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