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WhatsApp Image 2024 08 09 at 19.06.51O Brasil é o 17º no ranking geral de medalhas das Olimpíadas de Paris. São 18 já conquistadas, além de uma garantida na disputa pelo ouro que acontece no fim de semana. Este não é exatamente um feito para o país. O ineditismo está no protagonismo dessas premiações: as mulheres. Elas ganharam medalhas em 9 esportes e conquistarão em pelo menos mais uma modalidade, o futebol. Individualmente e por equipes, já subiram ao pódio 19 vezes. O lugar mais alto foi reservado a quatro atletas, três negras: Beatriz Souza, no judô, Rebeca Andrade, na ginástica artística, e Ana Patrícia, da dupla com Duda, do vôlei de praia. Maior medalhista olímpica da história nacional, Rebeca acumula 6 medalhas, quatro delas conquistadas na atual edição dos Jogos.

Medalhas de ouro

•Beatriz Souza | Judô | +78kg

•Rebeca Andrade | Ginástica Artística | Solo

•Ana Patrícia e Duda | Vôlei de Praia

Medalhas de prata

• Caio Bonfim | Atletismo | Marcha Atlética 20 km

•Willian Lima | Judô | -66kg

•Rebeca Andrade | Ginástica artística | Individual geral

•Rebeca Andrade | Ginástica artística | Salto

•Tatiana Weston-Webb | Surfe

•Isaquias Queiroz | Canoagem velocidade | C1 1000m

Medalhas de bronze

•Larissa Pimenta | Judô | -52kg

•Rayssa Leal | Skate Street
Brasil | Ginástica Artística |

•Disputa por equipes - Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira

•Brasil | Judô | Equipes mistas
Beatriz Souza, Rafaela Silva, Larissa Pimenta, Ketleyn Quadros, Daniel Cargnin, Rafael Macedo, Léo Gonçalves, Guilherme Schimidt, Rafael Silva e Willian Lima

•Bia Ferreira | Boxe | 60kg

•Gabriel Medina | Surfe

•Augusto Akio | Skate Park

•Edival Pontes “Netinho”| Taekwondo | -68kg

•Alison dos Santos | Atletismo | 400m com barreiras

WhatsApp Image 2024 08 09 at 19.06.51 2Foto: Alessandro CostaCom 44 votos favoráveis, quatro contrários e três abstenções, o Conselho Universitário aprovou na quinta-feira (8) a alienação dos 11 andares que a UFRJ possui no prédio corporativo Ventura Towers. A proposta da reitoria é trocar os espaços por dez obras de infraestruturas acadêmicas ou de assistência estudantil. Entre elas, dois novos restaurantes universitários e a conclusão do Complexo CCJE-CFCH, mais conhecido como “paliteiro”.
Ao final da sessão, o reitor Roberto Medronho comemorou a votação. “Este resultado, bastante confortável, demonstra que a grande maioria dos representantes do corpo social está alinhada com o projeto de valorização de nossos bens imobiliários. Com isso, poderemos concluir e criar edificações para produzir melhor qualidade de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou.
O dirigente também informou os próximos passos da iniciativa. Agora, a administração superior aguarda que o presidente Lula faça um decreto autorizando essa alienação. “Já estávamos conversando com a Conjur (Consultoria Jurídica) do MEC, com a Advocacia-Geral da União (AGU). O presidente Lula, assinando o decreto, iniciaremos o processo de leilão”.
Mais detalhes foram apresentados pela pró-reitora de Governança, professora Claudia Cruz. A expectativa da administração central é concluir a negociação até o fim do ano: “Vamos deixar tudo pronto. Se o decreto sair, vamos supor, até meados de setembro, poucos dias depois, teremos o edital na rua. A gente lança o edital e os interessados estudam toda a documentação para apresentar propostas. Cerca de dois ou três meses depois, teremos um resultado. O que se pretende é um leilão público presencial”, contou.
O DEBATE
O Conselho do Centro de Filosofia e Ciências Humanas aprovou a proposta da alienação por unanimidade. Vice-decano, o professor Paulo César Castro de Sousa afirmou que as precárias condições de trabalho da universidade e a falta de soluções de curto prazo pesaram para a decisão do CFCH. O dirigente sugeriu que o eventual ágio do negócio seja direcionado prioritariamente para obras de acessibilidade e para melhoria e ampliação de alojamentos. “Na concessão do espaço do Canecão, não se previu que haveria um ágio e houve. Nós não nos planejamos para este dinheiro que veio a mais”.
A reitoria acolheu a proposta.”Precisamos analisar isso tecnicamente. As diretrizes para obras novas já requerem requisitos de acessibilidade. Para obras inacabadas, é preciso estudar. Mas é uma pauta que a reitoria considera importante”, respondeu a pró-reitora Claudia Cruz à reportagem.
Durante o debate, representantes dos técnicos-administrativos e estudantis apresentaram questionamentos e cobraram mais tempo para a comunidade acadêmica estudar a alienação. “Qual será a fonte de custeio para a manutenção/conservação das contrapartidas, visto que essa despesa não será custeada pelo vencedor do certame?”, perguntou a conselheira técnica-administrativa Gilda Alvarenga, em seu parecer.
Prevaleceu, no entanto, o entendimento que o tema já havia sido bastante discutido. “Gostaria de relembrar a meus colegas conselheiros que, se dependesse dos mesmos grupos que tentam impedir a votação neste momento através de movimentos procrastinatórios em favor da suposta necessidade de mais debates, a UFRJ não teria criado cursos noturnos, não teria cotas raciais e não teria aderido ao Reuni”, disse o representante dos Titulares do CCS e vice-presidente da AdUFRJ, professor Antonio Solé.
O docente também opinou sobre o crescimento das despesas da UFRJ, com a futura inauguração das contrapartidas. “Um bandejão vai gerar despesas. Novas salas de aula e laboratórios irão gerar despesas. Especulação imobiliária gera lucros. Mas é essa realmente a universidade que queremos? Uma que privilegie o lucro imobiliário sobre as despesas — prefiro chamar de investimentos — com nossos estudantes?”.

WhatsApp Image 2024 08 01 at 20.37.20 3ASSINATURA do acordo aconteceu em reunião de 27 de junho - Foto: Eline Luz/AndesO Ministério da Educação revogou nesta quinta-feira, 1º de agosto, a Portaria 983/2020, que estabelecia o controle de frequência por ponto eletrônico e o cumprimento de carga horária mínima de 14 horas de ensino para os docentes do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT).
A ação era uma das pautas da greve que atingiu as universidades federais no primeiro semestre e era defendida pelo Andes, Sinasefe e Proifes. A medida estava prevista no acordo firmado com os sindicatos em 27 de junho, mas já havia sido acordada desde o dia 14 do mesmo mês.
Os sindicatos comemoraram a anulação. “É conquista da greve. Vamos cobrar que a elaboração do novo texto seja estabelecida o quanto antes, com a participação do nosso sindicato”, informou o Sinasefe em suas redes sociais.
“A revogação é uma conquista da categoria. Trata-se da reversão de um ataque do governo Bolsonaro e, portanto, a primeira revogação importante realizada pelo governo Lula”, publicou o Andes.
“Consideramos a revogação da portaria 983/2020 uma grande vitória do Proifes, que foi quem esteve à frente da negociação que criou a carreira EBTT em 2008 e pautou a revogação da portaria em todas as mesas de negociação que aconteceram desde a reabertura do diálogo com o governo em 2023”, afirmou o vice-presidente do Proifes, Flávio Silva.

ENTREVISTA I ELEONORA ZILLER, DIRETORA DA UNIVERSIDADE DA CIDADANIA

WhatsApp Image 2024 08 01 at 20.37.20 9Foto: Fernando Souza/Arquivo AdUFRJAbrir as portas da UFRJ aos movimentos sociais, construir novas pontes e renovar a vida acadêmica. Este é o papel que a Universidade da Cidadania (UC), órgão suplementar do Fórum de Ciência e Cultura, começa a retomar neste segundo semestre de 2024. Cursos, debates, podcasts e até mesmo um programa de rádio em parceria com a AdUFRJ estão no radar da diretora, professora Eleonora Ziller, que assumiu o cargo no fim do ano passado.
Eleonora está em “casa” na direção da Universidade da Cidadania. Basta conferir seu histórico na UFRJ sempre ligado às causas coletivas. Ainda como bolsista de graduação, em 1985, participou da criação da Sub-Reitoria de Desenvolvimento e Extensão. Ex-presidente do sindicato dos docentes (2019 a 2021), ex-dirigente do Sintufrj e representante dos técnicos no Consuni nos anos 90, ela ainda integrou os movimentos estudantis universitário e secundarista.
“Quando a Chris (Ruta, coordenadora do Fórum) me convidou para assumir a direção da Universidade da Cidadania, foi uma espécie de ponto de chegada desse meu compromisso que une as duas pontas: a minha participação permanente junto aos movimentos sociais, estudantil e sindical e a defesa da instituição”, explica Eleonora, que também dirigiu a Faculdade de Letras por oito anos (de 2010 a 2017).
Na entrevista a seguir, confira os planos da diretora.

Jornal da AdUFRJ - Qual a missão da Universidade da Cidadania?
Eleonora Ziller
- A Universidade da Cidadania é uma estrutura mais livre, com condições de produzir coisas novas, buscar uma população que não se vê na universidade, mas que pode se beneficiar dela, abrindo novas fronteiras para os projetos acadêmicos.

Mas alguns cursos, programas de pós e projetos de extensão já não fazem essa interação? Qual a diferença?

A UC é uma estrutura que pode ultrapassar as barreiras institucionais, com unidades e cursos ainda muito fechados em seus campos disciplinares. A gente pode produzir internamente uma interação bem mais horizontalizada. Ela segue a ideia de ser também uma porta aberta para os que tenham desejo de participar da vida universitária sem necessariamente estarem matriculados em um curso formal.
Nossa expectativa é que, tão logo retorne o segundo semestre, voltemos a promover reuniões com as entidades, movimentos e grupos que sempre participaram da UC. Será nosso movimento principal para que possamos construir uma Universidade da Cidadania cada vez mais aberta, forte e sintonizada com os desafios atuais.


O que já está sendo preparado?
No primeiro semestre, tivemos uma série de dificuldades, inclusive a deflagração da greve dos técnicos-administrativos. Mesmo assim, conseguimos retomar a produção de podcasts que havia sido suspensa. Já estamos no terceiro episódio da quinta temporada gravados pela Rádio Cidadania, disponível no Spotify ou em seu agregador de podcast favorito, um projeto que vem da gestão do professor Paulo Fontes, que esteve à frente do órgão. São vários encontros extraordinários, debatendo sempre nessa perspectiva dialógica. É uma conversa mais estendida do que será nosso programa semanal de rádio, o Faixa Cidadã, um projeto que receberá o apoio da AdUFRJ. Ele irá ao ar sempre as segundas-feiras às 10h, assim que os novos programas forem lançados pela Rádio UFRJ.

A Universidade da Cidadania também realiza cursos?
Temos o Curso de Realidade Brasileira, que acontece há mais de 20 anos em várias universidades pelo país, e é construído em parceria com os movimentos populares e sindicais. O curso oferece uma ampla base para a pensar a formação política, histórica e social de nosso país. Tivemos uma resposta excepcional, com mais de 200 inscritos. Ele acontece aos sábados pela manhã, na Faculdade Nacional de Direito. Aproveito até para agradecer publicamente à direção da FND, que abraçou a proposta.

O que mais vem por aí?
No dia 5 de agosto, vamos dar início às atividades do segundo semestre com a parceria da Federação Única dos Petroleiros em uma mesa sobre o movimento sindical, das origens da CUT (Central Única dos Trabalhadores) até hoje. O movimento sindical está num momento em que precisa recuperar sua história e que precisa ser capaz de se projetar para este futuro muito diverso, com um mundo do trabalho em transformação muito acelerada e radical. Haverá a exibição do documentário “A geração que criou a CUT”, seguida do debate (veja card abaixo).
E, no dia 17, vamos discutir o papel da cultura e da educação na organização popular com Luiz Antonio Simas (professor de história e escritor), Mauro Cordeiro (professor do Colégio Pedro II, enredista da Beija-Flor de Nilópolis e doutorando no PPGSA-UFRJ) e Rosana Fernandes (coordenadora político-pedagógica da Escola Nacional Florestan Fernandes do MST). Será uma programação no âmbito do Curso de Realidade Brasileira, sábado, às 9h. As inscrições para o curso já estão encerradas. Mas quem quiser participar apenas da mesa de debates, basta enviar um pedido de inscrição para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Por que é importante para a UFRJ ter uma estrutura como a Universidade da Cidadania?

Saímos há pouco tempo de quatro anos de um governo que fez uma campanha sistemática, violenta, de desmoralização da própria instituição universitária. Um governo negacionista. Isso tem efeitos. Precisamos urgentemente retomar um diálogo mais intenso com a sociedade. Não podemos renunciar ao papel de fortalecer a vida democrática do país.

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WhatsApp Image 2024 08 01 at 20.37.20Foto: Kelvin MeloNão houve deliberação na sessão especial do Conselho Universitário que decidiria o futuro dos 11 andares do edifício Ventura, um conjunto formado por duas torres corporativas de alto padrão localizado na Avenida Chile. A reunião do Consuni aconteceu na manhã 1º de agosto, mas cinco pedidos de vista interromperam o debate. Uma nova sessão está marcada para o dia 8 de agosto, às 14h.
O reitor Roberto Medronho participou remotamente da sessão e fez um apelo para que os conselheiros aprovassem a matéria. “Estar ao sabor do mercado não é nossa missão e nós não temos expertise para lidar com a especulação imobiliária”, afirmou. “Quero apelar aos conselheiros para votarem a favor do Ventura por conta das melhorias para a nossa universidade e para os nossos estudantes”.

DEBATE
A reunião começou com atraso, até atingir o quórum mínimo de 41 presentes. A exigência é regimental: sessões especiais, como as que decidem sobre patrimônio, precisam contar com dois terços dos conselheiros, ou 41 presentes. As deliberações também precisam alcançar dois terços de aprovação.
O parecer da Comissão de Desenvolvimento (CD), favorável à alienação dos andares, foi lido pela professora Libânia Xavier, já que o relator da matéria, professor Flávio Martins, não participou da sessão. Um dos argumentos a favor da venda é o alto custo despendido pela UFRJ. Só de condomínio, a universidade paga R$ 273 mil mensais. Pesa também o perfil do imóvel, que não é adequado às atividades-fim da universidade.
Ainda segundo o parecer da Comissão de Desenvolvimento, a transferência definitiva de propriedade dos imóveis só ocorrerá após a entrega das obras referentes às contrapartidas acordadas.
A bancada estudantil e parte da bancada de técnicos apresentou um parecer alternativo. No documento, eles pedem mais tempo para a discussão e solicitam que haja uma garantia de cinco anos após a conclusão das obras que serão entregues. “Não está sendo considerado o novo plano de ocupação do Centro do Rio, que pode aumentar o valor do patrimônio”, alegou a técnica Marta Batista.
“A UFRJ não é especuladora imobiliária”, rebateu o professor Carlos Frederico Leão Rocha, diretor do Instituto de Economia. “O nível de osciosidade do Ventura é bastante alto. Para termos mais ocupação, nós temos que ter um jogo de mercado que é incompatível com um ente público”, alegou Fred.
“Temos hoje a oportunidade histórica de melhorar a imagem da UFRJ diante da população, com a conclusão de uma série de obras”, pontuou o pró-reitor de Pesquisa, professor João Torres. “O debate sobre o Ventura foi amplamente consensuado na UFRJ”, afirmou. “Votar contra o Ventura é votar contra o bandejão de Macaé, contra o curso de Dança”, comparou.
Substituto do professor Vantuil Pereira, decano do CFCH, o professor Paulo César Castro informou que o Conselho do Centro foi unânime pela aprovação da alienação do Ventura. “Essa decisão do CFCH é condicionada à garantia de que a Faculdade de Educação e o CAp sejam alocados no que hoje é chamado de ‘paliteiro’”, disse o professor.
A técnica-administrativa Gilda Alvarenga criticou a condução das discussões e reclamou de falta de informações. “Nós, que estamos à margem desse processo, não nos sentimos seguros para esta decisão”. Ela decidiu, então, pedir vistas do processo. A ação gerou outros quatro pedidos de vistas de conselheiros favoráveis e contrários.
“Ser contrário a este projeto é ser contra a UFRJ”, desabafou o representante dos eméritos, professor Ricardo Medronho. Ouvido pela reportagem, ele avalia que o tema está bastante amadurecido e que a universidade tem muito a ganhar com as obras que virão a partir da alienação dos andares. “Não é possível que prefiram a universidade nesta situação de penúria”.

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