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WhatsApp Image 2021 10 08 at 21.33.43Neste último capítulo de nossa série sobre o balanço da atual diretoria, relembramos as ações de solidariedade e apoio a pessoas, instituições e entidades da sociedade civil ao longo da pandemia. Os apoios tiveram três eixos principais: o primeiro, emergencial, como as doações de insumos e equipamentos para hospitais e laboratórios da UFRJ. Um segundo eixo consistiu em ações de solidariedade junto a coletivos e grupos em vulnerabilidade social. O terceiro correspondeu à atuação política do sindicato, em atividades junto ao comitê “Fora Bolsonaro”, além do apoio a entidades estudantis, culturais e movimentos sociais. “A gente participou dessas ações contribuindo com a mobilização coletiva. Entramos completando esse esforço, que todos os sindicatos fizeram, em âmbito nacional. Destinamos recursos inclusive para o Amapá”, destaca a presidente da AdUFRJ, professora Eleonora Ziller. De março de 2020 a 5 de outubro de 2021, a AdUFRJ destinou um total de R$ 614.504,37 a ações gerais de apoio e solidariedade. “Todas as entidades foram checadas antes de receber os recursos. Houve muita responsabilidade ao lidar com um dinheiro que não é nosso, mas dos sindicalizados”, afirma Eleonora. “Muito da economia gerada por não estarmos em atividade presencial foi direcionada às doações. O sindicato deu uma resposta ao hiperindividualismo, construindo uma cultura coletiva de solidariedade e ajuda mútua”. Para Eleonora, a AdUFRJ também conseguiu resgatar a dimensão do sindicato “como instrumento de proteção a quem trabalha”. “A gente investiu muito em voltar a fortalecer o sindicato nesse aspecto, como instrumento de defesa, de atuação coletiva. Estamos entregando uma gestão que teve uma delegação recorde no Congresso do Andes, teve um quórum recorde na eleição do Andes, um quórum recorde na sucessão da diretoria, conseguiu duplicar o caixa”, elenca. “Só foi muito difícil alcançar os docentes que não estavam sindicalizados, exatamente por conta da atuação remota”. Os desafios já eram enormes há dois anos. O professor Pedro Lagerblad, também diretor da seção sindical, relembra a sensação de quando tomou posse. “Havia um sentimento de ‘e agora, José?’ entalado na garganta. Assumíamos um sindicato importante, da maior universidade federal do país, no meio de um governo que fala em nome da ignorância, da brutalidade e de um projeto de destruição nacional. Enfim, um governo inimigo declarado da universidade”, resume. A chegada da pandemia trouxe desafios extras. “Tentar construir canais de ação, de reunião, responder a demandas que não existiam e criar esperança nesse cenário foi algo que nunca conseguiremos esquecer”. O professor Jackson Menezes, também diretor da AdUFRJ e representante da gestão em Macaé, destaca a resiliência de professores, técnicos e estudantes neste período tão adverso. “O ponto que mais me marcou foi a capacidade do corpo social da UFRJ em se organizar para atender à demanda da população durante a pandemia e, em especial, a capacidade dos alunos, técnicos e docentes em se adaptarem ao ensino remoto emergencial”, afirma. Manter-se presente nas lutas da universidade, ele reforça, não foi tarefa simples. “Houve muita força da atual diretoria em manter a mobilização sindical mesmo de forma remota”. Lagerblad completa: “A AdUFRJ era uma parte da luta diária. Sobrevivemos. Um dia de cada vez”.

HOSPITAIS 
A AdUFRJ fez doações de equipamentos para o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho no valor de R$ 100.110,00. Para o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, as doações foram de materiais médicos, no valor de R$ 100.120,00. “A AdUFRJ não foi uma patrocinadora dos hospitais. Esta é uma atribuição do Estado. Mas entendemos que, naquele primeiro momento, era urgente colaborar para que a população pudesse ser atendida”, explica a professora Eleonora Ziller.

LABORATÓRIOS
A AdUFRJ doou insumos para pesquisa, para realização de testes de covid-19 e para a fabricação de álcool 70º. Os materiais, para laboratórios do Rio e de Macaé, somaram R$ 111.200,00. Desse montante, R$ 74.200,00 foram doados em 2020.

WhatsApp Image 2021 10 08 at 21.33.43 1CESTAS BÁSICAS
Era preciso aplacar a fome das camadas mais vulneráveis. Foram R$ 160.492,00 em doações de cestas básicas, principalmente para trabalhadores terceirizados e estudantes que perderam renda nos meses mais críticos de isolamento social e se mantêm em situação financeira instável até os dias atuais. Além disso, houve também doações para coletivos de bairros e favelas.

APOIO AOS COLETIVOS
Houve destinação de recursos para coletivos negros atuantes na universidade e apoio político na formação de coletivos docentes de professores negros e de parentalidade. “Tudo o que nos foi solicitado pelos coletivos nós transmitimos aos nossos sindicalizados. A gente tentou fazer toda essa costura, inclusive com o coletivo das mães docentes de Macaé que se transformou no GT Parentalidade”, conta Eleonora Ziller.

APOSENTADOS
A AdUFRJ teve atenção especial aos professores mais idosos, que poderiam necessitar de algum suporte específico durante o período de isolamento. Um dos serviços oferecidos foi o de transporte para os locais de vacinação. Os professores foram contatados um a um. “Felizmente, a gente não encontrou um quadro de mais necessidade, mas houve esse esforço de localizar, nos nossos quadros, se havia algum tipo de vulnerabilidade”, lembra Eleonora.

ADUFRJ NO RÁDIO
Uma novidade da gestão foi o programa AdUFRJ no Rádio, veiculado na rádio UFRJ. Desde que estreou, em 16 de outubro de 2020, foram produzidos 47 programas. “Não tínhamos muita ideia de qual seria o impacto, mas, sem dúvidas, foi muito bom ter essa experiência. Foi mais um canal de comunicação aberto para falarmos à universidade e à sociedade. Muito recompensante do ponto de vista intelectual e sentimental”, descreve o vice-presidente, professor Felipe Rosa.

PLANOS INTERROMPIDOS

A pandemia não permitiu que a AdUFRJ desse sequência ao censo idealizado para traçar o perfil de todos os professores da UFRJ. “Isso mudaria qualitativamente nosso trabalho. A pandemia aprofundou a noção de bolha. A gente só conseguiu maior contato com os sindicalizados, mas há mais de dois mil professores aos quais não conseguimos chegar”, lamenta a presidente da AdUFRJ, professora Eleonora Ziller.

Outro projeto que não pôde sair do papel foi a ampla campanha de sindicalização. “Ela dependia bastante do censo para saber quem somos nós e o que queremos ser”, argumenta Eleonora. Na avaliação da presidente, a seção sindical foi se afastando gradativamente da categoria, sobretudo após a era FHC. “Com a perda desse contato, a gente não sabe mais o que pensam principalmente os jovens professores”.

Finalmente, uma sala de convivência e atendimento jurídico aos professores estava planejada para ser inaugurada na Praia Vermelha. Outro plano suspenso pela necessidade de isolamento social. “Mas a cooperação com o CCJE para a realização da revista Versus continua acontecendo, e a gente espera que continue de pé e que renda frutos. Esta foi outra forma de apoio que a gente inaugurou nessa gestão”, orgulha-se a docente.


ARTIGO

Sensação boa de dever cumprido e com muita energia para apoiar a próxima gestão!

WhatsApp Image 2021 10 08 at 21.14.10CHRISTINE RUTA
Professora do Instituto de Biologia e 2ª vice-presidente da AdUFRJ

No dia 11 de março de 2020, o estado do Rio de Janeiro decretaria a adoção de isolamento e quarentena, entre outras medidas, para o combate ao novo coronavírus. Quando assumimos, em outubro de 2019, imaginamos inúmeros cenários possíveis para a nossa gestão. Só não sabíamos que iríamos enfrentar uma pandemia com medidas tão drásticas de distanciamento social para o controle da doença que nos afetariam até hoje. Durante 19 meses da nossa gestão de dois anos, conduzimos de modo virtual o sindicato da maior universidade do Brasil. Estamos prestes a encerrar o nosso mandato e sairemos com a sensação de dever cumprido, mas é inegável que nós, diretores engajados com a defesa da universidade pública e da carreira docente, fecharemos a nossa gestão com a sensação do “gostinho de quero mais”.

O modo remoto, sem o obstáculo da distância entre os espaços, possibilitou à nossa gestão uma vasta aproximação junto aos docentes dos mais diferentes campi e cursos da nossa universidade. O saldo do remoto também é positivo no sentido de que diversas ações sindicais foram menos custosas financeiramente, sem, contudo, deixarmos de atuar em diversos locais, inclusive outros estados. Por outro lado, não há como negar que uma gestão a distância trouxe a necessidade de adequação a esse novo tempo, sobretudo nos eixos de ação coletiva sindical que sempre foram organizados de maneira presencial e, muitas vezes, na forma de grandes movimentos. Tivemos que nos reinventar, e já no nome da nossa chapa deixávamos clara a mensagem: “Não vamos parar nem voltar atrás”. Neste sentido, destaco a seguir três de nossas ações anteriores ao período do confinamento e como nos adaptamos para continuar o trabalho sindical nestas ações.

Na luta contra os ataques e o desmonte da universidade pública, em dezembro de 2019, representamos a AdUFRJ na audiência convocada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados com o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, que se notabilizou como o “pior ministro da história” (https://www.adufrj.org.br/images/WEB-STANDARD_1112.pdf). Na Câmara, iniciamos as nossas primeiras articulações in loco com deputados e outros atores do cenário político. Durante o período de confinamento, toda a nossa agenda sindical na capital federal foi obrigatoriamente cancelada. Mas seguimos em frente! Conseguimos nos articular e fortalecer a AdUFRJ junto aos nossos pares das demais seções sindicais, principalmente via Observatório do Conhecimento, e outras entidades e movimentos sociais por meio de reuniões virtuais. A quarentona AdUFRJ foi inserida na era da comunicação digital e redes sociais. Aprendemos a ir “pra rua” por meio das projeções luminosas durante a campanha do 15 de maio de 2020 contra as infâmias e a estupidez do então ministro da Educação (https://www.adufrj.org.br/images/WEB-STANDARD_1128.pdf).

É uma sensação compartilhada por toda a diretoria: as ruas fizeram muita falta durante a pandemia! No dia 9 de março de 2020, ocupamos o Centro do Rio de Janeiro junto com mais de 30 mil mulheres no Dia Internacional das Mulheres pela igualdade de gênero. A AdUFRJ empunhou uma enorme faixa que se destacou pelo tamanho e pela vibração. Agitamos intensamente a faixa pelas ruas do Rio de Janeiro, nosso símbolo para expressar a vontade coletiva de varrer esse governo Bolsonaro, que desde o início atacava as mulheres em todos os campos. Em 2021, no dia 8 de maio, nos reinventamos. Mesmo sem levar nossos corpos para a rua, e novamente por meio das projeções luminosas, ocupamos diversos espaços urbanos no Rio de Janeiro e em outros estados. Fomos além da imagem. A voz emblemática da icônica Elza Soares, cantando “Dentro de cada um”, nos representou nesta ação (https://www.adufrj.org.br/index.php/pt-br/noticias/arquivo/21-destaques/3624-na-ciencia-e-na-vida-a-forca-das-mulheres).

Por fim, podemos destacar também a reunião do dia 12 de novembro de 2019 junto aos professores substitutos, a primeira reunião exclusiva com essa categoria para discutirmos sobre a contratação temporária na universidade, entre outras questões que atingem o setor precarizado dos substitutos. Havíamos planejado uma agenda de trabalho junto a esses docentes, mas a dinâmica da pandemia acabou por absorver essa frente de atuação. Durante todo o nosso mandato, estivemos abertos aos docentes de todas as unidades. Por meio do nosso Jornal da AdUFRJ, conseguimos dar voz dos substitutos aos aposentados. Como mencionou o professor substituto Bruno Clarkson, do Instituto de Biologia: “Não vou esconder que fiquei frustrado de ter a minha primeira experiência como professor na UFRJ em um cenário que exige distanciamento dos alunos e ensino remoto. Mesmo assim, para mim é gratificante, em um momento como esse, ter participado de alguma forma do combate à pandemia e da manutenção do ensino em uma das melhores universidades do país” (artigo veiculado na edição especial 1170 - https://www.adufrj.org.br/index.php/pt-br/noticias/arquivo/81-antigas/3651-depoimento-bruno-clarkson-mattos-instituto-de-biologia).

De certa forma, é o sentimento que me invade também no que toca à gestão da ADUFRJ. Espero que esta nossa frustração de trabalhar no modo remoto tanto tempo impulsione os colegas que tomarão posse na semana que vem para que a transformem em pura energia sindical!

 

WhatsApp Image 2021 10 08 at 21.34.45Estuário de memórias afetivas de gerações e gerações de professores, alunos e funcionários da UFRJ, o restaurante Burguesão, no bloco H do Centro de Tecnologia (CT), precisa de apoio. Com o fechamento imposto pela pandemia, desde março de 2020, a Associação de Assistência Alimentícia (AAA), que gere o restaurante, vem enfrentando dificuldades para manter o pagamento dos 18 funcionários. “O auxílio emergencial do governo, quando existe, alivia a situação. Mas, como complemento, as empresas devem pagar parte dos salários aos seus funcionários. Com faturamento zero desde meados de março de 2020, isto tem sido simplesmente impossível para a AAA”, conta o professor Afonso Celso Del Nero Gomes, da Coppe, presidente da associação sem fins lucrativos, criada em 1983. Os diretores atuam de forma voluntária.
Diante desse quadro, um grupo de nove professores do CT, entre eles Del Nero, lançou uma campanha de doações em prol dos funcionários, alguns com mais de 30 anos de casa, como a pernambucana Maria Barbosa, a Rosinha. Ela chegou ao Burguesão ainda adolescente, em 1987, e se emociona ao falar de sua ligação com o restaurante. “Passei minha adolescência lá, cresci lá, fiquei grávida das minhas duas filhas lá. Vi alunos se formando, voltando como professores. Fui convidada para muitas formaturas de alunos, tinham um carinho grande por mim. Nem consigo falar, porque me dói saber que o restaurante está fechado. Não é só pelo dinheiro, claro que preciso, mas o restaurante fez muito por mim”, diz Rosinha, que tem feito trabalhos temporários para sobreviver.
A criação de laços afetivos entre clientes e funcionários é lembrada por muitos frequentadores, como o professor Fernando Duda, da Coppe, um dos idealizadores da campanha de doações. “Eu cheguei ao Rio para fazer meu mestrado nos anos 1990 e desde então comecei a frequentar o Burguesão. E nem sempre era para comer. As instalações do Fundão eram precárias e muitos alunos do CT usavam os banheiros do Burguesão, que eram os mais decentes. Mas o mais importante foi mesmo a convivência com os funcionários, em maioria nordestinos, como eu. Levei algumas vezes meus filhos lá, quando eram crianças. E os funcionários foram acompanhando o crescimento deles, até entrarem na universidade como alunos. Meu filho terminou Engenharia Civil e minha filha fez dois anos de Mecânica na UFRJ. Coisa difícil de você encontrar fora do ambiente familiar. É uma relação muito forte”, lembra Duda.
Uma das frequentadoras mais antigas do Burguesão, a presidente da AdUFRJ, professora Eleonora Ziller, apoia a campanha e só tem boas recordações do restaurante. “Tenho uma história afetiva gigantesca com o Burguesão. Quando a Faculdade de Letras mudou para o Fundão, em março de 1985, eu era aluna e entrei como sócia no Burguesão, que funcionava como uma cooperativa. Foi ali que comecei a conversar com o Fernando, almoçávamos juntos, fomos construindo uma relação que deu em casamento. Foi o início da minha vida no Fundão. Fizemos muitas reuniões políticas, lá, tomamos decisões importantes. Muitas coisas nasceram e se fortaleceram ali. E foi onde aprendi a gostar de comida vegetariana. São memórias afetivas, políticas e pedagógicas”.
Outro idealizador da campanha, o professor José Henrique Sanglard, da Escola Politécnica, ressalta que, mais que um restaurante, o Burguesão se tornou um ponto de encontro democrático para a comunidade acadêmica. “O restaurante se tornou uma referência para as pessoas de outros centros também. E entre almoços, lanches e cafés naquelas mesas rolaram inúmeras reuniões e articulações políticas dos movimentos organizados das três categorias, incluindo a AdUFRJ, além dos processos eleitorais para chefias de departamentos, diretorias de unidades, decanias e reitorias. E ainda discussões relevantes sobre educação pública, universidade, ensino, pesquisa e extensão. O significado, a importância e o patrimônio deixado pela AAA para a UFRJ, portanto, transcende, em muito, a ideia de um simples local para comer e beber. Vai muito além, sob todos os aspectos”, observa Sanglard.
O professor Del Nero ressalta o caráter plural do Burguesão. “A arquitetura do restaurante é peculiar. Uma das quatro paredes dá para a cozinha, as outras três são totalmente envidraçadas, do piso ao teto. E isso dá uma sensação de abertura, eu me sinto aconchegado lá dentro. Talvez isso explique o fato de que as pessoas não vão lá apenas para comer, mas para ficar lá, como se estivessem numa sala de estar. É um lugar aberto e propício a encontros. Eu encontrei a minha esposa no Burguesão. Ela era funcionária lá e chegou a ser gerente, então foi um encontro muito importante para a minha vida. É um ambiente muito agradável e democrático”. Segundo Del Nero, o total arrecadado pela campanha de doações será destinado ao suporte aos funcionários (veja no quadro a seguir como contribuir).
Para Marilia Costa Muniz, gerente administrativa do Burguesão, ainda há esperança de que o restaurante viva de novos seus melhores dias. “Entrei lá em 1992, como atendente. Dali fui para o caixa, para a parte de compras, fui auxiliar de gerente e assumi a gerência administrativa. Foi um livro pra mim, entrei lá crua, só com um curso técnico de contabilidade, e consegui administrar um restaurante. Para mim, o Burguesão é uma família, tive meus dois filhos trabalhando lá. Hoje sinto como se algo faltasse em mim. Criei muitos vínculos ali. Perdi meu marido em março para a covid-19, fiquei sem trabalho, sem suporte, até me emociono ao falar do Burguesão. Somos 18 funcionários, já fomos 31. Alguns ainda me perguntam se o restaurante vai voltar. Tomara que a gente volte a ficar juntos um dia”.

COMO COLABORAR

As contribuições para a campanha de apoio aos funcionários do Burguesão podem ser feitas por meio de depósitos na seguinte conta: Banco Itaú, agência 8189, conta 06491-1, CNPJ 28.057.115/0001-31. Envie cópia do depósito para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para que o grupo de professores possa gerenciar as distribuições. O grupo sugere as seguintes faixas:

Auxílio Platina: R$ 500
Auxílio Ouro: R$ 400
Auxílio Prata: R$ 300
Auxílio Bronze: R$ 200
Auxílio Coração: até R$ 100
Auxílio Burguesão: + de R$ 500

bandeira adufrjDiretoria da AdUFRJ

Começamos a debater o retorno presencial e já nos deparamos com desafios de uma magnitude que há muitos anos não experimentávamos. Em menos de dois anos de pandemia, e quase três de governo Bolsonaro, parece que estamos prestes a retornar ao campus dos anos 90 do século passado, sem recursos nem para capina, com desovas de cadáveres e prédios em péssimas condições. Não estávamos nem perto de resolver todos os nossos históricos problemas, mas muito havíamos caminhado. Esse será o maior desafio que enfrentaremos no retorno de nossas atividades. O impacto do estrangulamento orçamentário ficou amenizado pela ausência da vida no campus, mas com o retorno gradativo, essas dificuldades tendem a aumentar, caso não haja uma reversão imediata do nosso quadro orçamentário.
E, se já não nos bastasse o retorno de velhos fantasmas, temos que lidar também com novos assombros, pois o desmonte do sistema nacional de pesquisa não tem paralelo com nenhum outro governo. O que nos tem sido revelado pela CPI da Covid explica o horror que o atual governo tem pela Ciência e seus métodos, por seu controle rigoroso, checagem de resultados, comissões de éticas e cuidados redobrados na divulgação dos resultados de investigações. Assim como o jornalismo responsável, que apura e investiga, que também checa suas fontes e verifica de forma responsável o que ocorre à sua volta, a arte e a educação, que incomodam e nos fazem pensar e enxergar para além do imediato e do visível, somos todos alvos de ações persecutórias.
Com a dolorosa marca oficial de 600 mil mortos no país por covid-19, muitas manifestações, e alguma esperança, começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. Mas sabemos que a pandemia não terminou, e que o retorno às atividades presenciais, embora seja o desejo da maioria de nós, é também atravessado pelas enormes preocupações e inseguranças que esse cenário nos traz. Se nossa gestão enfrentou o desafio de criar as condições para a existência da vida sindical em ambiente remoto, a próxima, que se inicia daqui a uma semana, terá que responder a um desafio não menor, pois a retomada das atividades também irá demandar novas práticas e o reconhecimento de que alguma coisa se extinguiu e daremos início a uma nova forma de vida institucional.
Também se aproxima o final de mais um semestre letivo, e teremos ao menos uma pausa para recarregar as baterias. Nesse momento, é importante ressaltar que, embora estejamos vivendo um momento de perdas e retrocessos, também temos conseguido resistir e nos mantemos inteiros. Ainda estamos em plena batalha, pois a PEC 32 não foi sepultada. A pressão que as entidades representativas dos servidores públicos têm realizado no Congresso está sendo crucial e deve se intensificar nos próximos dias. Por isso, vamos fixar nosso olhar no que fomos capazes de garantir até agora, e não foi pouco. O país autoritário e servil de Bolsonaro não se realizou. E não permitiremos que se imponha sobre nós. Vamos sacudir a poeira e ocupar com dignidade e responsabilidade o espaço que nos pertence, a universidade pública não se vergará e nós, professores e professoras da UFRJ, estaremos prontos para dar mais uma lição de civilidade e responsabilidade sanitária a esse desgoverno da morte.

WhatsApp Image 2021 10 08 at 21.31.05Fotos: DivulgaçãoO Conselho de Ensino de Graduação (CEG) aprovou, na última quarta-feira (6) o plano de retorno às atividades presenciais apresentado pelo Colégio de Aplicação da UFRJ. Pelo plano, as atividades passarão a ser feitas em um modelo híbrido, que junta atividades remotas e presenciais, com dois dias de atividades presenciais para cada um dos anos letivos. Os alunos só participarão do ensino híbrido se os seus responsáveis consentirem, e há a opção pela manutenção no ensino exclusivamente remoto. As aulas presenciais já começam no dia 13 de outubro, quarta-feira.
A presença dos alunos na escola deve evitar aglomerações. Cada ano letivo terá dois dias na semana de atividades presenciais, mas as turmas serão separadas. “Por exemplo, são duas turmas de segundo ano do Ensino Fundamental, 12A e 12B. Cada uma vai ser dividida em dois grupos. Enquanto um grupo está na escola em um dia, o outro vai ter aulas remotas. Em outro dia, trocam”, explicou a professora Cristina Miranda, vice-diretora do CAp. Já os alunos da Educação Infantil serão divididos em dois grupos e irão uma a duas vezes por semana à escola pelo período de três horas.
O plano de retorno foi debatido desde julho do ano passado. “O plano vem sendo construído desde que foi instalado o GT de Protocolos de Retorno pós-pandemia do CAp UFRJ, um GT que reuniu representantes dos docentes, dos técnicos e das famílias, através da APACAP (Associação de Pais, Alunos e Amigos do CAp UFRJ)”, contou Cristina. O grupo se apoiou em todo o material publicado pelo GT pós-pandemia da UFRJ e em publicações da Fiocruz sobre o tema, estudou os espaços físicos da escola e procurou exemplos de outras escolas no Brasil e em outros países do mundo. “A partir desse estudo, nós fomos construindo essa possibilidade”, explicou a professora. Toda a elaboração do plano foi amplamente debatida dentro da comunidade do CAp.
O retorno das atividades presenciais no CAp conta também com a aprovação do GT Coronavírus da UFRJ. Um parecer elaborado pelo grupo considerou a vacinação na cidade do Rio, onde mais de 65% da população com mais de 12 anos já recebeu a segunda dose; o plano de retorno elaborado pelo Colégio de Aplicação; e os índices da pandemia na região e o covidímetro.WhatsApp Image 2021 10 08 at 21.30.59

RETORNO SEGURO
Muitas adaptações importantes foram feitas para a manutenção da segurança sanitária dos alunos e professores do CAp. Todos que entrarem na escola, trabalhadores e estudantes, terão sua temperatura aferida, dispensadores de álcool em gel foram espalhados pela escola, o uso de máscaras será obrigatório. Além disso, os bebedouros serão de uso exclusivo para enchimento de copos e garrafas de uso pessoal, que todos serão orientados a levar de casa, os estudantes serão orientados a sentar sempre no mesmo lugar e não compartilhar material escolar ou outros objetos, como celulares.
Os estudantes de graduação que fazem estágio no colégio não retornarão às atividades presenciais este ano. “Todo o trabalho de formação de professores vai continuar ainda no remoto. Entendemos que era melhor segurar no remoto. São quase 500 licenciandos, seriam mais adultos na escola”, explicou a vice-diretora.
O plano de retorno também prevê o monitoramento de estudantes e trabalhadores que apresentem qualquer sintoma da covid-19. A comunidade será orientada o tempo inteiro para reconhecer os principais sinais da doença, e em caso positivo, serão encaminhados para o Centro de Triagem e Diagnóstico para Covid-19 da UFRJ. Há a previsão da suspensão das atividades em dois casos: caso haja mais de um caso de infecção com envolvidos que convivem na mesma sala, ou na ocorrência de casos simultâneos em salas diferentes. Nestes casos, as atividades presenciais das referidas turmas serão suspensas por 14 dias.
Os meses de outubro e novembro serão de observação de como o retorno está acontecendo. “Há uma possibilidade de, ainda em novembro, conseguirmos implementar mais alguns dias, ampliar um pouco essa vinda das crianças para a escola”, contou. “Poder voltar com as crianças é emocionante”, confessou a professora.

CEG
Para Felipe Rosa, vice-presidente da AdUFRJ e conselheiro do CEG, o projeto foi bastante elogiado pelos conselheiros, que consideraram o plano de retorno bem feito e detalhado. “Muitos elogiaram a iniciativa, porque acham que esse movimento para o ensino presencial tem que começar, e o CAp já se inseriu nisso”, contou Felipe. Até agora, as faculdades de Medicina, Odontologia, a Escola de Química e os cursos de Medicina e Enfermagem de Macaé já estão oferecendo aulas práticas de algumas disciplinas, com a autorização do CEG.
Representante do CCS no CEG, a professora Georgia Atella, que presidiu a sessão da última quarta-feira, chegou a mencionar na reunião que o colegiado aguarda uma normativa da reitoria sobre a volta das atividades presenciais. “No meu centro, pedi que as unidades iniciassem uma discussão interna sobre esse retorno”, disse Georgia.

WhatsApp Image 2021 10 02 at 10.22.03Em 18 meses de mandato exclusivamente remoto, a diretoria da AdUFRJ promoveu uma série de iniciativas para oferecer serviços aos docentes, para que a migração para uma realidade tão fria, no modo remoto, fosse menos penosa para a categoria. Além das ações que listamos na edição passada (veja em www.adufrj.org.br), a AdUFRJ se empenhou em contribuir com o dia a dia dos professores, com as discussões que movimentaram a UFRJ e com ações que deram visibilidade à pauta da Educação.
“Nessas ações, protestamos por um Brasil mais justo, solidário, e com mais oportunidades para todas e todos”, resume a professora Christine Ruta, 2ª vice-presidente da AdUFRJ. A seção sindical realizou duas intervenções políticas com projeções em fachadas de prédios de grande visibilidade, em 15 de maio de 2020 e em 8 de maio deste ano. As ações foram filmadas e compartilhadas nas redes sociais. Houve, ainda, uma série de lives e tuitaços com denúncias sobre os ataques do governo contra a ciência, a educação e a vida. “Tivemos oportunidade de nos unir a outras entidades sindicais por meio do Observatório do Conhecimento, o que nos possibilitou realizar projeções em outras cinco cidades, além do Rio e Macaé”, sublinha Christine.
No cenário interno, o apoio aos docentes teve grande destaque. “Uma associação saudável é aquela que enxerga a hora de brigar pelos direitos dos docentes, mas que também enxerga os seus deveres e a função da categoria na sociedade”, considera o professor Felipe Rosa, 1º vice-presidente da AdUFRJ. “Certamente eu realizaria essas iniciativas de novo, como oferecer o Zoom, o suporte on line para os professores e o nosso posicionamento político pela volta das aulas no meio remoto”, destaca. “Havia a necessidade de mantermos a interação entre nós e junto à sociedade”.
Para a presidente da AdUFRJ, professora Eleonora Ziller, a pandemia demonstrou o quanto os docentes reconhecem a importância de sua seção sindical. “Quando praticamente tudo foi suspenso, nossas reuniões tinham expressiva participação. Eram encontros gigantescos”, analisa. Estar na diretoria num momento tão desafiador traz certo alento para a professora. “Não houve tempo para ouvir o silêncio, para sentir as dificuldades, porque a vida ficou tomada das preocupações com o outro”, reflete. “Apesar do sentimento de impotência diante de uma grande tragédia, foi muito importante estar num lugar que me possibilitava tentar mitigar danos. A AdUFRJ foi uma ótima companheira e me salvou de muita coisa”.
Confira mais detalhes das ações, neste segundo capítulo de balanço da diretoria.

ZOOM
Apenas dez dias depois que as atividades presenciais foram suspensas na UFRJ, a diretoria disponibilizou o primeiro serviço de suporte aos professores: a plataforma Zoom, com agendamentos gratuitos. A novidade foi divulgada no dia 26 de março de 2020. Do dia 27 ao dia 31 daquele mês, 22 professores realizaram reuniões. Um mês depois, já passavam de cem encontros. Até 30 de setembro deste ano, ocorreram 638 agendamentos. “Muitos professores precisavam de uma plataforma para interagir on line e decidimos oferecer esse serviço”, conta o professor Felipe Rosa. O serviço continua ativo. Para solicitar agendamento, o docente precisa preencher o formulário disponível em http://bit.ly/agendamentozoom e aguardar a confirmação pelo celular.

CONSELHO DE
REPRESENTANTES
Logo que a pandemia começou, a diretoria atuou em conjunto com o Conselho de Representantes. “Tudo ainda estava muito nebuloso e então começamos a realizar os primeiros CRs semanais, buscando entendimento entre as instâncias da universidade e os representantes das unidades”, explica Eleonora. Só nos dois primeiros meses da pandemia, o sindicato reuniu o Conselho oito vezes. Estudantes e terceirizados em vulnerabilidade social, o funcionamento da universidade, trabalho e aulas remotas e direitos trabalhistas foram alguns dos temas debatidos.

GRUPOS DE TRABALHO
A AdUFRJ também teve representação nos grupos de trabalho da UFRJ durante a pandemia. A professora Christine Ruta participou do GT Ensino Remoto Emergencial, criado para discutir o PLE; do GT Pós-Pandemia, instituído para formular diretrizes para o retorno das atividades presenciais; e do GT Aulas Práticas, voltado exclusivamente para o retorno seguro das aulas práticas presenciais. “Nesses GTs, pude acompanhar a gestão da crise pela universidade e levar o manifesto da AdUFRJ diante das pressões inéditas impostas pelo novo quadro de trabalho”, explica a professora.

CALENDÁRIO
A AdUFRJ também se envolveu nas discussões sobre as aulas remotas. A diretoria convocou seu conselho, assembleias, participou de reuniões do CEG e do Consuni sobre o tema. “Toda a discussão foi muito complexa, envolvia o acesso à internet, meios para as aulas remotas e, principalmente, a dimensão de que a gente não foi formado para isso”, considera Eleonora Ziller. “Havia muita insegurança e nós ficamos muito tensionados, porque estávamos entre dois extremos: desde professores que gastaram seu dinheiro montando um estúdio em casa para garantir a excelência do seu trabalho até aqueles que, diante da impossibilidade de oferecer excelência no seu trabalho, paralisavam. Todos tinham preocupações legítimas”.

SOS ENSINO REMOTO
Com o início do período letivo excepcional, muitos professores tiveram dificuldades para dominar as ferramentas necessárias às aulas on line. Por isso, a AdUFRJ ofereceu assessoria de uma especialista. O serviço começou em 2 de dezembro. “Montamos uma consultoria para os professores. A ideia foi tentar minimamente equipar os docentes, não do ponto de vista material, mas do aprendizado das técnicas e de maneiras melhores de interagir on line”, explica Felipe Rosa.

SINDICATO DE TODOS
“Exercer funções de direção e de chefia são partes também de nossa atuação profissional como docentes. A gente considera que é necessário um espaço de escuta também para os professores nessas funções”, analisa Eleonora Ziller, ao lembrar da atuação do sindicato junto aos diretores, decanos e coordenadores de curso, tanto nas discussões preliminares sobre um calendário remoto, quanto no momento de corte do vale-transporte, oferecendo apoio jurídico. “A vida institucional estava muito difícil. Dentro dos limites, a gente conseguiu cumprir com esse papel de apoio, de escuta”.

CONVÊNIOS
Para solicitar o novo serviço, o docente filiado à AdUFRJ deve entrar em contato com Meriane dos Santos Paula, no celular (21) 99358-2477 ou pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Para conhecer melhor as parcerias, acesse o menu “Convênios” na aba “Serviços” do nosso site:
www.adufrj.org.br

Rio de Janeiro
MAPLE BEAR TIJUCA  
10% de desconto na mensalidade de dependentes. Caso o pagamento seja semestral ou anual, serão acrescidos descontos de 3% e de 5%, respectivamente.

MIT CUIDADORES
10% de desconto em plantões de cuidadores de 6h, 8h e 12h; 5% de desconto em plantões de 24h e 48h; 8% de desconto em contratos de técnicos de enfermagem em plantões de 12h e 24h.
ACADEMIA TIJUCA FIT
15% de desconto na mensalidade de atividades individuais ou coletivas.

MADONA CLINIC
15% de desconto em todos os pacotes de tratamentos (corporais, faciais e depilação a laser).

PSICARE
15% de desconto para atendimentos presenciais e online em todas as especialidades.

FISIOTERAPIA RJ LTDA
25% de desconto no valor total nos procedimentos de Fisioterapia Ortopédica, RPG, Acupuntura, Pilates de solo e fortalecimento em geral.

CRECHE AMANHECENDO
15% de desconto na mensalidade e 20% na matrícula de dependentes. Berçário ao 1º ano do Ensino Fundamental.

CRECHE ESCOLA RECRIAR
10% de desconto para os alunos matriculados no período parcial e desconto de 15% para alunos matriculados em período integral.

CESTA CAMPONESA DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS
5% de desconto em compras acima de R$ 100 e 10% em compras acima de R$ 200, realizadas no site.

ROÇA URBANA ORGÂNICOS
10% de desconto na compra de todos os produtos vendidos pela Roça Urbana. Cupom disponível no Setor de Convênios (Falar com Meriane).

JC LUZ CORRETORA
Na contratação de plano de saúde na modalidade coletivo por adesão, das empresas Amil, Amil Fácil, Assim Saúde, Bradesco, Integral Saúde Caberj, NotreDame Intermédica, Sulamérica e Unimed: 30% de desconto na taxa de angariação, além de benefícios exclusivos oferecidos por cada plano de saúde. Seguro residencial, seguro de automóvel e seguro de portáteis: 5% de cashback direto na conta do contratante do seguro.

Macaé
ESCOLA ALFA
10% de desconto na mensalidade de dependentes.

CLÍNICA ESTAÇÃO
CORPORAL
25% de desconto em tratamentos fisioterápicos e estéticos.

HUMANA CLÍNICA
MULTIDISCIPLINAR
Descontos de até 17% nos atendimentos de Nutrição (presencial), Psicologia (presencial e online, sendo o online apenas para maiores de 18 anos), Psiquiatria (presencial) e Psicopedagogia (presencial). Público: docentes filiados à AdUFRJ e seus dependentes (cônjuge e filhos), mediante comprovação de vínculos.

ARTIGO

Do Pleistoceno ao mundo pós-pandêmico: Uma entidade sindical preparada para os desafios do mundo atual!

WhatsApp Image 2021 10 02 at 10.22.031Christine Ruta
Professora do Instituto de Biologia
e 2ª vice-presidente da AdUFRJ

Em janeiro de 2021, a AdUFRJ idealizou o novo Setor de Convênios. O principal objetivo é estabelecer uma rede de parcerias com empresas confiáveis que ofereçam serviços e produtos de qualidade com descontos para os sindicalizados de todos os campi da UFRJ. Alguns dos convênios são estabelecidos também como forma de fortalecer empresas sociais, como o MST e a agricultura de produtos orgânicos. Os convênios não trazem benefícios financeiros para a AdUFRJ, quem se beneficia são apenas os professores sindicalizados, que podem ter um ganho considerável. Temos depoimentos de filiados que afirmam que o benefício financeiro de um único convênio já ultrapassa a contribuição sindical.
Já estão à disposição descontos em creches, escolas, cursos de idiomas, clínicas de atendimento (psicológico, fisioterápico e de bem-estar), seguros (residenciais e automotivos), mercearias e mercado de frutas e hortaliças, entre outros. A lista completa dos benefícios está no nosso site www.adufrj.org.br (aba “Serviços”, menu “Convênios”). O setor busca parcerias principalmente nas áreas da saúde, educação e bem-estar, e leva em consideração os diferentes perfis dos sindicalizados. Sugestões de empresas e serviços podem ser enviadas para o setor, que as analisa cuidadosamente e busca então estabelecer as melhores parcerias.
O novo setor atua em conjunto com o Jurídico, que supervisiona os contratos firmados entre as partes interessadas. Para ampliar ainda mais o atendimento às demandas dos sindicalizados, buscamos parcerias com farmácias e drogarias que podem nos trazer até 30% de desconto em compras. Para isso, vimos a necessidade de contratar um outro serviço jurídico mais especializado na área de Direito digital e proteção de dados pessoais. Desta forma, poderemos garantir um processo esclarecido e ainda mais seguro para nossos filiados. Este é um dos principais paradoxos dos tempos atuais: como proteger os dados de um indivíduo e ao mesmo tempo fornecer informações úteis a respeito de um conjunto populacional do qual ele faz parte?

Recadastramento
A criação do Setor de Convênios impulsionou o andamento de outras metas de campanha: a criação de um novo sistema de filiação e a atualização dos dados cadastrais dos sindicalizados (cadastro.adufrj.org.br). É importante ressaltar que a nossa gestão herdou um modelo de filiação do “Pleistoceno”, lento e burocrático. A importância da criação de um método mais moderno está no fato de que ele funciona remotamente e na autonomia do docente de atualizar seus próprios dados. O novo sistema já foi projetado para a inclusão de módulos, e em breve serão anexados os módulos de agendamento jurídico online e acesso aos descontos de convênio.
O moderno processo de filiação depende da atualização de dados que é feita pelo próprio associado. Dentre os 3.426 filiados, cerca de 1.200 atualizaram suas informações de cadastro, e desde a sua implementação, em 2 de agosto, foram excluídos da base 349 nomes de filiados por motivos de falecimento, exoneração ou afastamento da universidade. A nova base de dados também permitiu observar que apenas no período da pandemia, de março de 2020 até hoje, 134 docentes solicitaram filiação à AdUFRJ, contra 58 pedidos de desligamento (especialmente de aposentados que alegam dificuldades financeiras). Portanto, um saldo positivo de 77 filiações.
A nossa querida quarentona AdUFRJ não somente se reinventou na questão dos convênios, buscando dar mais benefícios aos nossos sindicalizados, como também fez um lifting em seu cadastro. Agora podemos conhecer ainda mais nossos sindicalizados e pretendemos que isto dê mais agilidade às causas trabalhistas. Não há dúvidas de que as entidades sindicais devem urgentemente adaptar-se às novas tecnologias, seja na sua administração ou na luta por direitos. O negacionismo deste fato apenas pune o docente sindicalizado e enfraquece o movimento sindical. Nossa gestão vai despedindo-se convicta de que revolucionou e tornou a AdUFRJ uma entidade ainda mais forte e preparada para os desafios deste mundo pós-pandemia, que será ainda mais digital, porém, se depender de nós, sempre humanitária!

ARTIGO 2

Uma quarentona nas novas formas de luta!

Christine Ruta
Professora do Instituto de Biologia
e 2ª vice-presidente da AdUFRJ

No nome da nossa chapa já era clara a mensagem: “Não vamos parar nem voltar atrás” – um compromisso com a sociedade, que em maio de 2019 foi pra rua em uma intensa mobilização contra os cortes na Educação. Quando assumimos, em outubro de 2019, imaginamos inúmeros cenários possíveis para a nossa gestão. Só não sabíamos que iriamos enfrentar uma pandemia com medidas drásticas de distanciamento social para o controle da doença.
WhatsApp Image 2021 10 02 at 10.22.032Durante a pandemia, a diretoria da AdUFRJ também ficou confinada durante longos meses e adaptou-se a essa nova condição de trabalho remoto. Mas enquanto o mundo lamentava os milhares de vítimas e tentava se adaptar a esse novo tempo, o governo Bolsonaro aproveitava para “passar a boiada” e promover o desmonte do Serviço Público e das políticas sociais. A AdUFRJ não poderia ficar parada e assim fizemos a nossa quarentona AdUFRJ mergulhar na era da tecnologia digital e fomos pra rua!
Fizemos duas fortes campanhas sindicais, em 15 de maio de 2020 e 8 de maio de 2021. As campanhas envolveram diversas ações, dentre elas: projeções luminosas. As projeções nos espaços urbanos já são conhecidas como uma importante forma de luta e de diálogo social no mundo atual. A pandemia apenas potencializou este tipo de manifesto. Nessas ações, protestamos por um Brasil mais justo, solidário, e com mais oportunidades para todas e todos. As intervenções luminosas foram realizadas por empresas com conhecimentos artísticos e tecnológicos, e drones fizeram vídeos e fotografias das ações. Os sindicalizados contribuíram com frases que foram projetadas em diferentes espaços urbanos Brasil afora. A nossa ação no 8M, em especial, contou com a diva Elza Soares cantando “Dentro de cada um”. Na canção, quando ela fala “e vai sair de dentro de cada um, a mulher vai sair, e vai sair de dentro de quem for, a mulher é você”, eu lembro do lema da nossa gestão e sinto que não ficamos parados e nem voltamos para trás. Avançamos nas novas formas de lutas e de organização sindical!

 

 

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