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“É preciso que esse período sirva para extrair reflexões profundas sobre o papel da Ciência, da Educação e da saúde pública”, disse Ricardo Lodi, reitor da UERJ, em live do Festival do Conhecimento no dia 21 de julho. A conversa entre reitores do Rio de Janeiro discutiu a importância das instituições de ensino. “O avanço do mundo contemporâneo dependeu de conhecimento”, afirmou Antônio Cláudio, reitor da UFF. Rafael Almada, reitor do IFRJ, parabenizou o evento. “Esse é o diferencial, pensar o conhecimento com pluralidade”, destacou. “Só a educação causa a mobilidade social que fará o Brasil avançar como uma nação mais igualitária”, finalizou Denise Pires de Carvalho, reitora da UFRJ.

“Nós perdemos vidas. Perdemos a capacidade do exercício do nosso conhecimento. Nós sabíamos o que fazer e não pudemos fazer”, declarou Ligia Bahia, professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, IESC, ex-vice-presidente da AdUFRJ e atual secretária regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. “Temos um sistema de políticas públicas completamente fragmentadas e desarticuladas”, completou a docente no dia 21, no Festival do Conhecimento, durante palestra sobre o impacto da pandemia sobre as favelas.
“A desigualdade social não pode virar uma política pública. Política pública é superar as desigualdades de maneira concreta e eficaz, resguardando a vida daqueles que vivem na favela e na periferia”, disse a deputada estadual Renata Souza, autora do Projeto de Lei que criou o Plano Emergencial de Enfrentamento da Covid-19 nas favelas,
“O governo federal foi na contramão de tudo que observamos que deu certo em outros países”, afirmou Gulnar Azevedo, professora da UERJ e Presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva. A docente ressaltou alguns pontos do Plano Nacional de Enfrentamento à Pandemia, formulado por um conjunto de organizações que compõem a Frente Pela Vida. “O que está acontecendo em algumas cidades são medidas individualizadas. A gente percebe a falta de integração, o que só piora a condição da pandemia”, pontuou.
Marcelo Burgos, diretor do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio, comentou as razões da iniciativa. “Esse plano surge quando começamos a nos dar conta de que os poderes públicos não estavam formulando nenhuma política específica para as favelas”, lembrou o professor. Segundo ele, não há surpresa com o fato, pois as favelas entraram em uma zona de invisibilidade. “Essa derrota vem de muito antes, e passa pelo abandono de um pacto citadino construído entre os anos 80 e 90”, completou.

O jornalista deve questionar tudo. Sempre. Mesmo que as dúvidas nadem contra a opinião da maioria. Glenn Greenwald, um dos mais prestigiados nomes da imprensa mundial, compartilhou a lição simples e preciosa com a audiência do Festival do Conhecimento, no dia 20. O jornalista citou como exemplos os erros da Organização Mundial da Saúde, desde o início da crise de saúde pública, como a recomendação inicial para a população não usar máscaras. Glenn também tratou da liberdade da internet, da experiência do The Intercept Brasil e das reportagens sobre a força-tarefa da Lava Jato.

As virtuosidades da UFRJ estão sendo atacadas”. Assim o professor da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, começou sua participação no Festival do Conhecimento, no dia 17. Boaventura insistiu que a universidade pública tem responsabilidade social e apontou as lições que podem ser aprendidas com a pandemia, o que chamou de uma chance de a “humanidade repensar o seu projeto de desenvolvimento”.

A deputada estadual Martha Rocha (PDT), presidente da Comissão de Saúde da Alerj, participou do Festival em debate sobre o SUS, no dia 21. Ela criticou o comportamento anticientífico do governo federal. “A pandemia nos ensinou que temos de pensar coletivamente e que o Estado deve combater desigualdades sociais”.  A reitora Denise Pires esteve no painel e exaltou o SUS:  “Sem o SUS teríamos, tragicamente, muitos mais mortos”.

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