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ATÉ 16/JUNHO
EXPOSIÇÃO SERVIDORES DA SOCIEDADE E COLEGIADO DE PRÓ-REITORES
A AdUFRJ instalou mais uma edição de sua exposição fotográfica Servidores da Sociedade. Desta vez, as imagens estão em exibição no corredor de acesso ao Salão Nobre do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) até o dia 16 de junho. A mostra reúne mais de 200 imagens do dia a dia da universidade e revela a dedicação de professores, estudantes e técnicos. As fotos foram escolhidas em parceria com as unidades e centros da UFRJ. A curadoria é da professora Nedir do Espirito Santo. Participe!
De seg a sexta
Das 8h às 22h
SÁBADO, 7
NOVA EDIÇÃO DO PASSEIO CULTURAL DA ADUFRJ
Neste sábado, acontece mais uma edição dos passeios culturais da AdUFRJ. Desta vez, o local escolhido é o Museu Memorial dos Pretos Novos, um dos mais importantes centros de memória e cultura afrobrasileira. Entre 1769 e 1830, o local foi utilizado como cemitério para o sepultamento de africanos escravizados que não resistiam à travessia do Atlântico ou às condições desumanas impostas pelo tráfico negreiro.
O roteiro inclui passagem pelo Cais do Valongo, caminhada até o Cemitério dos Pretos Novos e visita ao Museu. O guia da expedição será o professor Gabriel Siqueira, doutor em História.
São 20 vagas gratuitas, exclusivas para docentes sindicalizados.
9h30
Ponto de encontro: Cais do Valongo
DOMINGO, 8
MUSEU NACIONAL COMEMORA 207 ANOS
O parque da Quinta da Boa Vista é o palco de mais um aniversário do Museu Nacional da UFRJ. A instituição bicentenária completa 207 anos. A programação será aberta ao público e inclui atividades educativas e tendas que vão expor parte do acervo do Museu. Haverá, ainda, uma tenda cultural com participação do Unicirco Marcos Frota, Cordão da Tia Juca e Samba da Volta. As atividades são gratuitas e algumas exigem inscrição prévia pelo site do Museu Nacional.
10h às 16h
Quinta da Boa Vista
SEGUNDA, 9
ASSEMBLEIA GERAL DA ADUFRJ NO CT
A diretoria da AdUFRJ convoca para Assembleia Geral. Os pontos de pauta são: escolha de observadores para o 68º Conad; e proposta de Regimento Eleitoral para a eleição da Diretoria e Conselho de Representantes da AdUFRJ.
9h30
Sala E-212 da Escola de
Química
BENEDITA DA SILVA RECEBE O TÍTULO DE DOUTORA
HONORIS CAUSA
14h
Auditório Pedro Calmon
Foto: Alessandro CostaGoverno sem base parlamentar, cenário econômico adverso, pensamento conservador em alta e crescente influência do Congresso no orçamento. Os quatro fatores que resumem a dificuldade de financiamento das universidades federais nos últimos anos foram tema de um debate organizado pelo Centro Acadêmico Stuart Angel, do Instituto de Economia, com a presença da AdUFRJ, no dia 29.
“Não tenho nenhuma dúvida de que, em termos ideológicos, as preferências daqueles que são políticos do Partido dos Trabalhadores vão ao encontro da ideia de expansão orçamentária para as universidades, da universidade como uma prioridade”, afirmou a presidenta da AdUFRJ e cientista política, professora Mayra Goulart.
O problema, segundo ela, é a mediação com o atual Congresso, onde as medidas de apoio à Educação precisam ser aprovadas. A coligação eleitoral que elegeu Lula 3 contava com 124 deputados, sendo 68 do PT. Já a coalizão de governo, ou seja, formada por partidos que têm ministérios, deveria contar com 295 deputados (veja no quadro ao lado). Em teoria, seria um número mais que suficiente para o governo ganhar a maioria na Câmara e aprovar projetos. “Mas fazem parte desta coalizão partidos como União Brasil, MDB, PSD, e Republicanos. Partidos em que menos da metade dos parlamentares, em todas as votações, votam com o governo”, explicou a presidenta da AdUFRJ. “O governo não consegue aprovar nada”.
Contribui para esta oposição o crescimento da influência do pensamento conservador no país. “As preferências têm caminhado à direita do espectro ideológico. Que tipo de preferências? Preferências acerca do entendimento da família, dos corpos, mas também acerca de políticas públicas, da relação com o Estado. Isso é mensurado através de pesquisas de opinião”, observou Mayra. “Aqui, a defesa da universidade pública, gratuita, inclusiva também perde espaço”.
Outro elemento que diminui a governabilidade é o orçamento impositivo criado em 2015. “As ferramentas do Executivo para atrair o Legislativo foram perdidas em grande parte em virtude da imposição das emendas parlamentares. Os partidos não precisam mais estar no governo para ter verba para executar”.
Mas por que Lula dá ministério para partido que não vota com o governo? “Ele tem chance de aumentar a indisciplina partidária, evitar que esses partidos votem em bloco com a oposição. Porque está muito difícil conseguir voto para passar qualquer projeto de lei. Inclusive, aumentos orçamentários para a universidade”.
CENÁRIO ADVERSO
Também convidado pelo centro acadêmico, o ex-reitor da UFRJ e diretor do Instituto de Economia, professor Carlos Frederico Leão Rocha, considera o avanço do Congresso sobre o orçamento da União um elemento importante do debate, mas não o único.
Leão Rocha chamou atenção para a política de austeridade fiscal que limita as despesas do governo e seu impacto no financiamento das universidades. “Os gastos obrigatórios são basicamente compostos de previdência, salários e alguns programas sociais. Estes gastos vêm crescendo a uma taxa acima do crescimento do país. E, à medida que eles aumentam, os gastos discricionários ficam pressionados. E você tem que cortar nos gastos discricionários. Essa é a equação básica”, afirmou.
Metade das despesas obrigatórias está relacionada à previdência. Só que elas estão crescendo pela atualização dos valores do salário mínimo — recebido pela maioria — e pela perda do bônus demográfico. Ou seja, com a queda da taxa de natalidade do país. “O número de idosos vem aumentando. A entrada na previdência é maior do que a entrada no mercado de trabalho formal e, portanto, diminui o número de contribuintes da previdência”.
FLAMENGO NO FUNDÃO
Com este cenário, o docente não acredita que as universidades conseguirão mais recursos via Tesouro. “Nós estamos no melhor governo possível para ter recursos discricionários, mas acho que nós não vamos ter. Não acho que a gente vai conseguir sensibilizar os deputados”, disse. “Não acho que o governo vai conseguir viabilizar as contas públicas — está tendo agora o embate do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — para aumentar o valor (das universidades)”, completou.
O ex-reitor pensa em alternativas para o financiamento da educação superior federal. Uma delas seria aperfeiçoar a legislação sobre as receitas geradas pelas próprias universidades, hoje com execução restrita pelo governo.
Outra possibilidade seria a utilização de terrenos das instituições em troca de contrapartidas — ele citou como exemplo a eventual cessão de um terreno no Fundão para a construção de um estádio para o Clube de Regatas do Flamengo. “O Flamengo estava querendo construir um novo estádio. Por que não no campus do Fundão? Para a gente, seria bom conseguir umas contrapartidas ali”.
“Nós temos um problema orçamentário real e isso tem que ser resolvido fora da caixinha. Não tem solução na caixinha”, concluiu, descartando completamente uma possível cobrança de mensalidades dos alunos. “Isso seria um absurdo”.
Fotos: Acervo PessoalRenan FernandesO pórtico na entrada de Candelária não deixa dúvidas sobre o lugar onde o visitante está chegando. Dois simpáticos Guaibasaurus candelariensis dão as boas-vindas à Terra dos Dinossauros. O município localizado na região central do estado do Rio Grande do Sul, a 200 quilômetros de Porto Alegre, reúne os principais sítios paleontológicos do período Triássico do Brasil.
O trabalho da professora Marina Bento Soares, paleontóloga do Museu Nacional, é encontrar vestígios de criaturas que habitaram a Terra há centenas de milhões de anos. Ao longo das últimas duas décadas, a pesquisadora desenvolveu em Candelária um vasto histórico de contribuição com o Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, desde a coleta e pesquisa de fósseis vertebrados, até a realização de oficinas, palestras e cursos de extensão em Paleontologia para professores da rede básica de educação. Soares recebeu no mês de maio a medalha “O Candelária” da Câmara de Vereadores da cidade por suas ações de valorização da ciência e da cultura locais.
“É ótimo receber a medalha, mas o principal é saber que a gente faz a diferença e que, de alguma maneira, uma sementinha foi plantada”, celebrou ela.
Na região de Candelária, rochas do período Triássico — que abrange um intervalo de tempo entre 252 milhões e 201 milhões de anos — estão expostas na superfície. O Triássico sucedeu o maior evento de extinção em massa da história da Terra, que dizimou 90% da fauna e flora do planeta. O florescer de novas formas de vida marca a importância do período para o estudo da evolução.
“O período Triássico corresponde à recolonização da vida na Terra. É um momento chave que moldou a evolução dos grupos modernos”, explicou a professora. “Somos privilegiados de ter aqui no Brasil diversos sítios fossilíferos com rochas dessa idade preservadas”.
A relação científica entre a paleontóloga e a cidade começou nos primeiros anos da década de 2000, enquanto cursava doutorado na UFRGS, e se estreitou quando assumiu a vaga como docente do Instituto de Geociências da Federal gaúcha, em 2005. Marina descreveu uma espécie nova na cidade, chamada Botucaraitherium belarminoi, um cinodonte — grupo de animais que deu origem aos mamíferos. Contribuiu ainda na descrição do Pinheirochampsa rodriguesi e do Candelariodon bonapartei.
O desenvolvimento das pesquisas na região conta com a parceria do Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues. O curador Carlos Nunes Rodrigues, filho do historiador que dá nome ao museu, foi o responsável pela indicação do nome da paleontóloga para a honraria.
“O trabalho da professora Marina sempre prestigiou o museu local, deixando ali os fósseis da pesquisa e reconhecendo o nome da cidade e de cidadãos nos muitos trabalhos científicos produzidos”, afirmou.
Marina observou a possibilidade de ampliar a divulgação científica na cidade a partir da formação de professores e criou, junto à Secretaria Municipal de Educação de Candelária, o curso de extensão “PaleoEduca”. Durante um ano, o curso reuniu professores da cidade de diferentes disciplinas do ensino fundamental e médio em encontros mensais. “Foi uma experiência incrível que juntou um grupo heterodoxo de professores de escolas diferentes de áreas do saber para criar atividades tendo a Paleontologia como tema”, contou.
A iniciativa inspirou a Secretaria de Educação a incluir no currículo a obrigatoriedade de trabalhar a Paleontologia na educação básica como forma de espalhar um sentimento de pertencimento e territorialidade na comunidade. “A Paleontologia é tão atrativa, a cidade está debruçada sobre os fósseis, mas às vezes os estudantes não se apropriam desse conhecimento porque os professores não tiveram subsídios para trabalhar isso durante a formação”, disse Marina Soares.
PASSADO, PRESENTE, FUTURO
A paleontóloga chegou ao Museu Nacional em 2019, poucos meses após o incêndio que destruiu o Paço de São Cristóvão. Hoje feliz nas novas instalações do Departamento de Geologia e Paleontologia, Marina se emocionou ao lembrar das dificuldades que encontrou em sua chegada. “Era um trabalho muito duro de resgate, procurando o que sobrou em meio aos escombros”, recordou.
Na UFRJ, a docente continua levando estudantes até o Rio Grande do Sul para trabalhos de campo. Bruno Bulak, aluno de mestrado orientado pela professora, esteve em Candelária em 2023 com o auxílio de um edital da Faperj. “Falei para a Marina que eu tinha um trabalho antes de ir a Candelária e outro depois. Ao ver os afloramentos, as camadas de rocha e os fósseis saindo de lá, tudo fez sentido para mim”, disse empolgado. “Foi encantador ver uma parte da história da Paleontologia no Brasil. Todo paleontólogo tem vontade de fazer campo no Triássico do Rio Grande do Sul”, concluiu.
A próxima viagem para a Terra dos Dinossauros gaúcha já está marcada. Em setembro, a pesquisadora vai refazer os passos de Lewellyn Ivor Price, conhecido como o pai da Paleontologia de vertebrados no Brasil. Entre os anos de 1930 e 1940, Price coletou materiais em Candelária e levou para o Museu de Ciências da Terra, na Urca, no Rio de Janeiro.
“Fazendo uma ‘Paleontologia de gaveta’ localizamos fichas do Price em que ele identifica os locais em Candelária onde os materiais foram coletados”, revelou Marina.
O problema é que locais descritos pelo paleontólogo mudaram de nome com o tempo. A parceria com Carlos Nunes Rodrigues foi fundamental para recuperar os lugares de coleta apontados nas fichas. “Buscamos localizar nomes de pessoas que lá viviam há mais de 80 anos, com referências já desconhecidas dos mais novos”, afirmou Rodrigues. “Em entrevistas com pessoas de mais idade, fomos montando pouco a pouco o quebra-cabeça, descobrindo que alguns lugares hoje se denominam diferente e outros se encontram sepultados em açudes ou aterros”, descreveu o curador.
A investigação de Carlos encontrou o lugar descrito anteriormente como “Sanga do Caranguejo”. Marina guarda altas expectativas para começar a escavar no local. “Ninguém voltou lá desde a década de 1940. Quem sabe fósseis não estão nos esperando?”, disse, com esperança.
Complexo Estudantil CT/CCMN - Foto: Kelvin MeloLançado em 2023 para concentrar os investimentos em infraestrutura do país, o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) patina nas universidades. Das 362 obras vinculadas à educação superior, apenas 14 foram concluídas. Na UFRJ, o cenário não é muito diferente.
A instituição está contemplada no PAC com cinco iniciativas: três novas e duas continuidades de obras inacabadas. E são estas últimas que, pelo aspecto de abandono, chamam atenção de quem frequenta o campus da Cidade Universitária, no Fundão: o Complexo Estudantil CT/CCMN e a residência estudantil em módulos ao lado do novo prédio do Instituto de Física.
O complexo estudantil — formado por residências e um restaurante universitário — começou a ser construído graças ao programa de Reestruturação e Expansão das universidades, o conhecido Reuni. O contrato começou em 14 de março de 2011, mas a obra está parada há 10 anos. Já o alojamento em módulos, iniciado em 26 de agosto de 2016, está paralisado desde 2018 (veja no quadro por que não foram concluídos).
O problema agora não é de falta de dinheiro, ao contrário de outras questões de infraestrutura da UFRJ. O MEC garante a liberação dos recursos para todas as obras incluídas no Novo PAC após a conclusão da licitação para assinatura dos contratos. “Temos R$ 44 milhões para o complexo estudantil e R$ 10 milhões para a residência em módulos”, informa a vice-reitora Cássia Turci. A professora tem trabalhado nos dois projetos junto ao Escritório Técnico da Universidade (ETU) desde o começo da gestão, em julho de 2023.
“Como eram obras já há muito tempo paralisadas, houve uma necessidade de reavaliação de todo o projeto estrutural”, explica a dirigente sobre o atraso na retomada das construções. A reavaliação do projeto de módulos foi entregue pelo ETU à reitoria, na semana passada. O do CT/CCMN será finalizado neste mês de junho. “Precisamos entregar esses projetos para fazer a solicitação de recursos. Nossa ideia é fazer isso neste primeiro semestre do ano para acelerar essas obras que serão importantes para nossa universidade”, afirma Cássia.
Mas por que tanta demora para a reavaliação? “Os projetos são antigos e, por isso, encontram-se defasados em relação às normas atuais de acessibilidade, desempenho e segurança contra incêndio. Além disso, foram elaborados com base na antiga Lei de Licitações (8.666/1993), que foi substituída pela nova Lei nº 14.133/2021”, esclarece o coordenador do ETU, Gil Louzano de Alencar.
“Toda atenção possível está sendo dada a esses dois projetos. No entanto, a escassez de pessoal e o grande número de emergências enfrentadas pela universidade acabam atrasando a atuação do ETU nesses processos”, completa Gil.
Faltam concursos com vagas suficientes, tanto em número quanto em especialização, para repor os servidores que se aposentam ou passam em outros concursos. “Infelizmente, devido à dimensão da UFRJ — a maior universidade do país —, os problemas e emergências ocorrem na mesma proporção e acabam sobrecarregando nossos profissionais, assim como os de outros setores da UFRJ, como a PR-3 (Finanças) e a PR-6 (Governança)”, reforça o coordenador do ETU.
Como se trata de material técnico voltado à licitação, a UFRJ não pôde adiantar à reportagem imagens ou outros elementos dos projetos que possam comprometer o processo de contratação de uma empresa. Mas é possível dizer em relação ao complexo estudantil que o planejamento prevê a execução em etapas completas dentro do mesmo contrato, evitando o surgimento de mais um “esqueleto inacabado”. A proposta, neste caso específico, é iniciar pelas fachadas e elementos de vedação. Em seguida, o avanço será feito andar por andar, começando pelo térreo e seguindo até o último pavimento.
“Estima-se que, após a contratação, a obra do alojamento modular leve cerca de oito meses para ser concluída, enquanto o CT/CCCMN deve levar aproximadamente 18 meses”, avisa Gil.
A assessoria de comunicação do MEC confirmou à reportagem que os recursos orçamentários são disponibilizados para os projetos após a conclusão do processo licitatório. “Em que pese o acompanhamento por parte do MEC, o processo licitatório é realizado pelas universidades federais, no âmbito de sua autonomia administrativa”, informou o ministério.
Questionado sobre o andamento do Novo PAC nas universidades, o MEC respondeu que “há 14 obras do Novo PAC concluídas, 116 em execução, 25 com licitação em andamento, 31 aguardando ordem de serviço para início da execução e 176 em ação preparatória (fase pré-licitação)”.
POR QUE AS DUAS OBRAS PARARAM?
Entre a elaboração do projeto básico e o desenvolvimento do projeto executivo do complexo estudantil, foi identificado que adequações necessárias extrapolariam os limites legais de 25% do valor da obra para um contrato aditivo. Sem recursos, houve uma rescisão contratual de forma consensual entre a firma e a universidade.
Já a empresa responsável pelo alojamento em módulos abandonou o canteiro de obras em novembro de 2018, sem qualquer aviso prévio à fiscalização ou à contratante, informa o ETU.
O Programa de Aceleração do Crescimento também envolve três iniciativas novas na UFRJ: duas no Museu Nacional e uma no Complexo Hospitalar.
As unidades de saúde geridas pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares reúnem as obras com maior valor destinado à universidade. Do total de R$ 115 milhões previstos, cerca de R$ 13,9 milhões foram empenhados para a contratação dos projetos. Os R$ 100 milhões restantes estão reservados para as obras, que serão executadas após a conclusão dos documentos técnicos, informa a assessoria da Ebserh. O escritório Technische Engenharia e Consultoria, contratado em janeiro deste ano, apoia a formulação dos projetos.
“Essa fase, chamada de ‘ação preparatória’, é fundamental para garantir que todas as intervenções ocorram de forma estruturada, evitando interrupções futuras, transparente e conforme os critérios legais e técnicos exigidos pela administração pública”, diz a assessoria. “Já foi entregue o levantamento da estrutura arquitetônica do prédio atual do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e seguem em andamento os projetos de elétrica das três unidades, reforma do Centro Cirúrgico do HUCFF, finalização do prédio inacabado da Maternidade Escola, remodelação do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, além de projetos de emergência, hidráulica e gases medicinais no HUCFF”.
Já os investimentos no Museu complementam obras no Campus de Pesquisa e Ensino, nova área da unidade que recebe as atividades de ensino e pesquisa, liberando o Paço de São Cristóvão para ações expositivas e educativas.
A assessoria do museu informa que cerca de R$ 2,5 milhões foram aplicados na implantação da rede lógica e de segurança, além de obras de urbanismo — acessibilidade e paisagismo —, de três módulos laboratoriais dos departamentos de Entomologia, Geologia e Paleontologia, e Invertebrados, já concluídos.
“O Museu Nacional está muito feliz porque tem tido apoio muito grande por parte do atual governo como também da iniciativa privada. Queria agradecer em especial ao Instituto Cultural Vale, ao BNDES e ao MEC”, afirma o diretor Alexander Kellner. “Finalmente, temos uma certa normalização da vida acadêmica. Estamos avançando, mas ainda falta muito”, completa.
Outros R$ 2,6 milhões estão destinados a complementar parte de infraestrutura do prédio do Laboratório de Coleções em Meio Líquido. A construção também conta com financiamento da Finep e da bancada dos deputados federais do Rio. A obra está em execução, com previsão de término para agosto deste ano.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, foi atacada e desrepeitada por senadores negacionistas. Mostre que ela não está sozinha e que o ódio não pode ser a tônica da política brasileira. Apoie o abaixo-assinado da AdUFRJ em defesa da Ministra Marina Silva.
Acesse aqui e assine você também.
Veja a íntegra abaixo:
O nosso lugar é ao lado de Marina
O lugar de quem defende um mundo melhor, menos injusto e mais sustentável foi ferozmente atacado na tarde da última terça-feira, 27 de maio, quando senadores da República agrediram a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Um dos parlamentares disse que ali não era o lugar de Marina. Outro falou que não ia respeitá-la como autoridade, e sim como mulher. O respeito não é uma moeda. Que tem um lado e outro lado. O respeito é substantivo único, como é única e gigantesca a biografia da mulher e da ministra que nasceu no Acre e ganhou o mundo com suas ideias e práticas corajosas em defesa da natureza e da humanidade.
Nós, professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, bradamos que o lugar de Marina é onde ela quiser. O nosso é ao seu lado. E o desses parlamentares não é no Congresso Nacional, custeados pelo esforço e pelo trabalho de milhões de brasileiros e brasileiras.
Nós, abaixo assinados, exigimos a abertura de processo disciplinar contra esses dois senadores, Plínio Valério (PSDB-AM) e Marcos Rogério (PL-RO).
Viva Marina!
Eles não passarão. Marina passarinho!