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WhatsApp Image 2026 02 13 at 21.15.36 13Fotos: Alessandro CostaA Colônia de Férias da AdUFRJ deixou um gostinho de quero mais nas crianças, na equipe e nas famílias. A segunda edição já está programada para a semana de 20 a 24 de julho, durante o recesso escolar. A princípio, serão disponibilizadas 40 vagas, com prioridade para filhos de professores sindicalizados. Estará à frente da programação a Equipe Coloriê.
A primeira edição, que terminou em 30 de janeiro, foi sucesso de público e de crítica. Por duas semanas, 34 crianças e adolescentes viveram experiências pedagógicas, esportivas, artísticas e, claro, divertidas!
A ideia surgiu a partir de demandas de docentes com filhos pequenos. Uma delas foi a professora Leda Castilho, da Coppe. “A gente levou essa sugestão no segundo semestre do ano passado e a diretoria em pouquíssimo tempo conseguiu organizar a programação”, conta Leda. “As crianças têm férias longas, em janeiro tem edital do CNPq vencendo, enfim, a gente precisa de suporte”.
Para a docente, a realização do evento permite aos colegas de diferentes unidades estreitar laços. “Cria um espírito de união entre os professores. A minha filha conheceu a filha de um professor do IFCS. Elas já estão combinando para brincar. Vira uma grande família”.
Conselheira da Escola de Belas Artes, a professora Luiza Amaral já espera a próxima edição. Seus dois filhos participaram das atividades. “As crianças fizeram muitas amizades e ficaram apaixonadas pela colônia. Para mim, foi muito importante, porque eu estou dando aulas neste período de férias. Então, elas puderam aproveitar ao invés de ficar em casa. Foi muito profícuo”, diz.
Simony Mendonça, professora da Faculdade de Farmácia, também inscreveu seus dois filhos. “Para mim, fez toda diferença a colônia ser num espaço da universidade. Foi muito bom eles poderem passar o restinho das férias perto de mim e brincando. Eles já querem mais”, avalia.WhatsApp Image 2026 02 13 at 21.15.36 14
O professor Filipe Correa, do IPPUR, destacou a segurança do espaço. “Poder deixar o meu filho num local seguro e acompanhar esse dia a dia foi incrível”, afirmou o docente, que é diretor adjunto de Pós-Graduação. “Estávamos bastante sobrecarregados com ele em casa. Aqui ele se divertiu, encontrou outras crianças, fez uma série de atividades e isso foi fundamental para a nossa dinâmica familiar”, contou.
Coordenador da colônia, o professor André Coutinho agradeceu a confiança das famílias. “Em julho estaremos de novo aqui para proporcionar dias de trocas, aprendizados e afeto”.
Diretora da AdUFRJ, a professora Andréa Parente destacou que o sindicato precisa ser também um ponto de suporte e parceria para os professores. “Poder proporcionar essa experiência para as famílias foi muito importante. A gente espera que os nossos colegas possam enxergar na AdUFRJ essa parceria cotidiana”.

WhatsApp Image 2026 02 13 at 21.15.36 8SURPRESA Mosquito da espécie Sabethes sp, uma das amostras estudadas. Achado surpreendeu equipe - Foto: DIVULGAÇÃOFoi uma surpresa. Ao analisarem a dieta alimentar de mosquitos em duas áreas remanescentes de Mata Atlântica no interior fluminense, pesquisadores da UFRJ, da Fiocruz e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) detectaram majoritariamente a presença de sangue humano. A descoberta indica que o avanço da destruição do bioma está afastando os animais silvestres para áreas mais distantes na floresta, e levando os insetos a buscar alimento nas periferias habitadas ao redor das reservas ambientais.
“Há indícios de que esse desequilíbrio ambiental está levando a uma mudança no comportamento desses insetos, que estão se alimentando preferencialmente de sangue humano, e isso pode aumentar a transmissão de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela”, alerta o professor Sérgio Machado, da Faculdade de Farmácia da UFRJ. Ele é um dos autores do estudo “Aspectos da alimentação sanguínea de mosquitos durante o período crepuscular em áreas remanescentes de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro”, publicado no último dia 15 de janeiro na revista suíça Frontiers in Ecology and Evolution.
O estudo destaca que a riqueza de fauna e flora da Mata Atlântica está ameaçada pelo desmatamento, e que a perda da vegetação nativa está associada ao aumento da transmissão de agentes transmissores de arbovírus (como os causadores da dengue, zika, chikungunya e febre amarela). Os habitats naturais dos vetores e seus ciclos de vida são alterados, afetando sua densidade populacional. Com isso, os insetos se aproximam das residências próximas às áreas de floresta, causando transmissões.
Originalmente, a Mata Atlântica cobria mais de 1,3 milhão de quilômetros quadrados em 17 estados brasileiros. Mas o desmatamento e a ocupação humana, com a expansão da agricultura, pastos para gado e instalação de residências, reduziram muito a vegetação nativa: restam hoje apenas 29% da cobertura original, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente de 2025.
TRABALHO DE CAMPO
As coletas de insetos para o estudo foram feitas entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024 em duas áreas de Mata Atlântica, ambas no Rio deWhatsApp Image 2026 02 13 at 21.15.36 9COLETA Professor Sérgio Machado instala armadilha na floresta - Foto: PAULO JOSÉ LEITE Janeiro: a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), em Cachoeiras de Macacu, e o Sítio Recanto Preservar, em Silva Jardim. Os pesquisadores fizeram a captura de 1.714 mosquitos de diferentes gêneros e espécies nas duas áreas. De 27 sequências genéticas obtidas em laboratório para identificação das espécies consumidas, 18 indicavam o consumo de sangue humano.
É importante ressaltar que as duas áreas escolhidas são de reservas ambientais. A REGUA, por exemplo, tem feito um forte trabalho de recuperação de vegetação nos últimos anos, inclusive adquirindo propriedades rurais vizinhas para integrá-las à reserva, na tentativa de que a floresta fragmentada possa ser aos poucos conectada.
“São áreas preservadas, e isso ainda é mais preocupante. Na área de preservação do mico-leão-dourado, no Sítio Recanto Preservar, esperávamos encontrar os mosquitos preferencialmente alimentados por sangue de primatas, já que é uma região onde eles se concentram. Mas não foi isso que encontramos, e sim sangue humano. Esse achado foi uma surpresa para nós”, revela o professor Sérgio Machado.
O sequenciamento genético foi feito no Laboratório de Díptera (LABDIP) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), onde atua o professor Jerônimo Alencar, orientador de doutorado de Sérgio Machado e que também assina o estudo publicado. “Esse trabalho começou com ele há cinco anos, e essa descoberta certamente nos levará a prosseguir com a pesquisa”, diz Machado.
A primeira reação dos pesquisadores ao detectar o sangue humano foi de que se tratasse de sangue dos próprios coletores. “Checamos e vimos que não era nosso, foi o que primeiro descartamos. Não era também de turistas ou outras pessoas que circulavam durante o dia na mata porque nossas armadilhas eram acionadas somente ao cair da noite, todas colocadas em locais referenciados por GPS, da borda de trilhas até mata adentro. E eram recolhidas ao amanhecer”, explica o professor.
O trabalho de campo foi complexo. A bióloga Dálete Cássia Alves, da UFRRJ, que também assina o estudo, que o diga. “Tenho alergia a picada de mosquito, então imagine o que sofri! Não podíamos usar repelente porque a intenção era atrair, e não afastar os insetos. Usamos roupas protetoras, mas mesmo assim levei muita picada”, conta ela.
Dálete ficou particularmente impressionada com a escassez de animais nas áreas de coleta. “Na REGUA, até nos avisaram que podíamos cruzar com onças, mas não avistamos nenhuma. Na verdade, só vi um jacaré e algumas pegadas de capivara, além de alguns pássaros. A área está em processo de restauração, com o plantio de mudas da Mata Atlântica. Ter encontrado majoritariamente sangue humano nos mosquitos nos causou surpresa. É preocupante porque pode aumentar o risco de propagação de doenças. E a baixa presença de animais indica uma queda na biodiversidade local, o que também é preocupante”, observa a bióloga.

DESEQUILÍBRIO
O professor Sérgio Machado pontua que a recuperação das florestas é fundamental para restabelecer o equilíbrio na Mata Atlântica: “Os mosquitos podem estar se adaptando a essa nova realidade, a do desmatamento. Eles têm essa plasticidade, uma notável capacidade de alterar aspectos biológicos, comportamentais e fisiológicos em resposta a variações ambientais, permitindo a sobrevivência e reprodução em diversos cenários”.
Para o pesquisador, é também factível a hipótese de invasão das reservas por caçadores, que se tornam alvos dos mosquitos. “Quando o ser humano invade a floresta, algumas espécies de culicídeos são atraídas a ele por fatores como a temperatura corporal, a exalação de dióxido de carbono e o suor. O desmatamento reduz a oferta de alimentos para os primatas, por exemplo, que adoram frutas. Nós também somos primatas, logo temos fatores de atração parecidos aos não humanos”.
O estudo deve ter novos desdobramentos em breve, com a ampliação das áreas de coleta, se possível para fragmentos de Mata Atlântica em outros estados, como Espírito Santo e Minas Gerais. “É fundamental enfatizar a necessidade de mais pesquisas para avaliar os padrões alimentares dos mosquitos e suas implicações para a saúde pública. Estamos estudando outros tipos de armadilha que possam capturar mais insetos ingurgitados (alimentados recentemente de sangue), e ampliar nossa base”, conclui o professor.

 

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WhatsApp Image 2026 02 13 at 21.15.36 10Da esq. para a dir.: Igor, Monalessa, Flávia e Luidhy“É a realização de um sonho”. Assim Flávia Yared define a experiência de se tornar uma das mais novas professoras da UFRJ. Ela reforça o quadro da Escola de Belas Artes desde 7 de janeiro, quando tomou posse no cargo ao lado de 16 colegas de diferentes áreas do conhecimento.
Para alguns deles, a nova jornada será uma chance de retribuição à sociedade. “O fato de ser professor em uma universidade pública é uma maneira de retribuir todo o investimento que o Estado fez em mim desde a graduação”, afirma Luidhy Santana, do Observatório do Valongo.
Já o professor Igor Rolemberg não esconde a felicidade de poder lecionar em uma unidade de prestígio reconhecido dentro e fora do Brasil. “Estar hoje no Departamento de Antropologia do Museu Nacional, a mais antiga instituição científica do país, é muito especial”.
O Jornal da AdUFRJ colheu o depoimento de quatro novos docentes. Os quatro são de fora do Rio, e compartilham desde muito cedo a afinidade pela pesquisa, mas não veem a hora de encontrar suas primeiras turmas. “Costumo dizer que tenho uma paixão pela pesquisa, mas meu combustível diário é a sala de aula, na troca com os alunos”, explica Monalessa Pereira, do Nupem. Confira a seguir as entrevistas desses quatro colegas sobre suas trajetórias e expectativas em relação à vida recém-iniciada na UFRJ. Sejam bem-vindos! 

Igor Rolemberg
Museu Nacional

Sou de Aracaju, mas cursei minha graduação em Direito na USP, de 2007 a 2011. Depois, fiz o mestrado em Ciências Sociais na École Normale Supérieure de Paris. O doutorado também foi na França, na École des Hautes Études en Sciences Sociales, de 2016 a 2023, quando iniciei uma co-tutela com o Museu Nacional da UFRJ. Minha linha de pesquisa é a mobilização por reforma agrária na Amazônia Oriental e, mais recentemente, comecei um estudo sobre a digitalização das políticas fundiárias públicas no Brasil.

Já cultivava a ideia de virar professor em uma universidade federal, mas estar hoje no Departamento de Antropologia do Museu Nacional, a mais antiga instituição científica do país, é muito especial. Fiquei muito feliz de estar entre os aprovados e fiquei mais feliz ainda quando soube que iria ingressar na instituição. A primeira pessoa para quem dei a notícia foi minha mãe, que está em Aracaju (risos).

Tenho expectativa de que a gente consiga melhorar a comunicação da UFRJ com o público não acadêmico, incentivando políticas de divulgação científica, para que todo mundo possa compartilhar do valor de uma universidade pública, gratuita, de qualidade e cada vez mais democrática.

Monalessa Pereira
NUPEM

Sou graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de Vila Velha, com conclusão em 2008. Optei pelo mestrado em Microbiologia na Universidade Federal de Viçosa, concluído em 2011, e, logo em seguida, ingressei no doutorado no mesmo programa, finalizado em 2015. Depois, realizei o pós-doutorado na Universidade Federal do Espírito Santo, onde também atuei como professora substituta. Em 2020, me tornei professora efetiva da Universidade do Estado de Minas Gerais e lá fiquei por cinco anos.

Estou muito feliz com essa conquista, de me integrar ao corpo docente da UFRJ. Fui muito bem recebida aqui no NUPEM. Atualmente, minha linha de pesquisa concentra-se na genética molecular de bactérias patogênicas, especialmente nos fatores relacionados à virulência e à resistência aos antimicrobianos, que representam um sério desafio para a saúde pública mundial. Além disso, venho trabalhando com terapias antimicrobianas alternativas, com ênfase na fagoterapia, que utiliza vírus com ação específica contra células bacterianas. Embora não seja uma abordagem nova, voltou a ganhar destaque diante da emergência de bactérias multirresistentes.

Costumo dizer que tenho uma paixão pela pesquisa, mas meu combustível diário é a sala de aula, na troca com os alunos. E já estou preparando minhas disciplinas com muito carinho para receber os novos estudantes.

Flávia Yared Rocha
Escola de Belas Artes

Sou do interior de Santa Catarina, mas me graduei em Arquitetura pela Universidade Federal do Paraná, em 1996. Fiz uma pós-graduação em arquitetura e cenografia na França, entre 1997 e 1999 e, de volta ao país, comecei a trabalhar como cenógrafa na TV Globo. Mas a vida acadêmica sempre me chamou a atenção. Em 2012, completei um mestrado em Filosofia na PUC e, doze anos depois, o doutorado em Artes da Cena, na Escola de Comunicação da UFRJ.

É a realização de um sonho me tornar professora da universidade. É um curso de muita tradição e me sinto muito honrada de estar ocupando este lugar, de contribuir para o ensino de cenografia no Brasil. Como traduzir anos de experiência em pesquisa, em questionamento? Acredito muito que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a construção desse conhecimento.

Neste primeiro semestre, darei aulas de Técnicas de Montagem Cênica II e III. Matéria que está presente em todas as manifestações da cenografia: teatro, exposição, carnaval, feiras, cinema e televisão. É investigar como materializar uma ideia. E também darei aula de Cenografia V, voltada para o projeto de cenografia para televisão, cinema e vídeo-arte; que é minha área de atuação e de pesquisa. Foi um presente que ganhei.

Luidhy Santana
Observatório do Valongo

Eu me formei em Física na Universidade Estadual do Ceará, em 2013. Fiz mestrado em São José dos Campos, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, de 2014 a 2016 e doutorado, no próprio Observatório do Valongo, de 2016 a 2020. Durante este período, fiz um ano e meio de doutorado-sanduíche no Centro de Voos Espaciais Goddard, um laboratório da NASA que fica em Maryland, nos Estados Unidos. E pós-doutorado no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), de 2023 até o fim do ano passado.

Desde que entrei na graduação, queria fazer ensino e pesquisa na universidade. Fiquei muito feliz de passar para a UFRJ, que é um polo de astronomia aqui no Sudeste, junto da USP. E o mais legal é que vou voltar para o departamento onde concluí o doutorado. Conheço o ambiente e serei colega de trabalho de muitos que me deram aula.

Pretendo continuar com a linha que desenvolvia no pós-doc: a intercessão entre inteligência artificial e astrofísica aplicada principalmente para calcular propriedades físicas e estruturais de galáxias.

Estou bastante empolgado. O fato de ser professor em uma universidade pública é uma maneira de retribuir todo o investimento que o Estado fez em mim desde a graduação.

cnods bg bannersmartphoneO Observatório do Conhecimento participou, no último dia 18, da 9ª reunião ordinária da Comissão Nacional para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (CNODS) —colegiado consultivo criado pelo governo brasileiro para implementar a Agenda 2030 da ONU no Brasil. A CNODS reúne representantes do governo, sociedade civil e outras entidades para discutir, monitorar e promover ações para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir prosperidade até 2030.

O encontro iniciou os preparativos da primeira conferência nacional dos ODS no Brasil, no próximo ano (ainda sem data marcada).

O Observatório acompanha as discussões da comissão para a garantir um financiamento adequado da educação pública no Brasil  — o tópico integra um dos objetivos da Agenda 2030.

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