Accessibility Tools

facebook 19
twitter 19
andes3
 

filiados

WhatsApp Image 2026 05 15 at 19.47.05 12rio das pedras Fase piloto do plano de reocupação dos territórios elaborado pelo governo estadual começa no “Cinturão de Jacarepaguá” - Foto: Agência de Notícias das FavelasO Plano Estratégico de Reocupação Territorial do Estado foi o tema do segundo debate público da Rede Universitária Segurança Para Todos RJ - Artigo 5º, no último dia 7, no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), na Urca. Os pesquisadores da rede — articulada e apoiada pela AdUFRJ — produziram uma nota técnica em que apontam falhas e omissões na proposta elaborada pelo governo do Rio de Janeiro e apresentada, em 22 de dezembro do ano passado, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A principal crítica foi a indefinição sobre o papel da polícia no plano de reocupação de territórios hoje controlados por grupos armados no Rio de Janeiro. “O documento não fala como a polícia vai atuar nas comunidades”, observou Ignacio Cano, coordenador do Laboratório de Análise da Violência (LAV) da Uerj. Ele criticou a falta de um cronograma e de um plano orçamentário na proposta. “Sem cronograma e sem orçamento, não há perspectiva de que o plano vá ser implementado”, completou a professora Carolina Grillo, coordenadora do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI) da UFF.
Ignacio e Carolina dividiram a mesa do encontro com dois experientes ativistas comunitários, o que muito enriqueceu o debate. “O desafio agora não é reocupar territórios, mas sim reconstruir a relação entre Estado e favela. A população tem que ser ouvida. A favela não é um território vazio esperando para ser ocupado”, comparou William de Oliveira, diretor da Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro (Faferj) e liderança da Rocinha.
Já Itamar Silva, ativista histórico da favela Santa Marta, demonstrou inquietude. “Não gosto da concepção de reocupação pois a lógica da guerra permanece. É como se a favela fosse um território inimigo. Tenho dificuldade de olhar para esse plano como uma conquista, tenho mais medos do que esperanças”, pontuou.

“SÓ NO PAPEL”
O plano não foi uma iniciativa espontânea do governo do Rio de Janeiro. Ele foi uma das exigências impostas pelo STF ao Executivo fluminense no âmbito da ADPF 635 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), conhecida como “ADPF das Favelas”. A ação foi ajuizada no STF pelo PSB, em 2019, com apoio de várias entidades da sociedade civil, para tentar conter a letalidade policial no Rio de Janeiro sob a gestão do então governador Cláudio Castro. Outras medidas impostas foram restrições a operações policiais e uso de câmeras corporais para agentes em serviço.
A proposta entregue ao STF estabelece diretrizes para retomar áreas controladas por facções do tráfico e milícias por meio de ações integradas de segurança pública e políticas sociais. E prevê uma fase piloto com etapas que incluem mapeamento dos territórios, operações policiais e presença permanente do Estado, com serviços públicos e investimentos urbanos em três comunidades da Zona Oeste, no chamado “Cinturão de Jacarepaguá”: Gardênia Azul, Rio das Pedras e Muzema.
Os debatedores observaram que, apesar das críticas apontadas, o documento tem avanços. “O plano é bastante razoável, ele pensa a questão da segurança pública de forma integrada e intersetorial, pensando também em políticas sociais e urbanas. Nem parece que foi feito pelo mesmo governo que prioriza as operações policiais letais no combate aos grupos armados”, pontuou a professora Carolina Grillo.
Na mesma linha, Itamar Silva registrou sua desconfiança: “O plano é muito bem escrito, muito bem elaborado, parece uma tese de doutorado. Mas não reflete em nada a atual política de segurança pública do estado do Rio de Janeiro”.
Para Marcelo Burgos, professor do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio, que coordenou o debate, é preciso que as críticas sejam levadas aos candidatos ao governo do Rio nas eleições de outubro: “Foi feita uma análise criteriosa desse plano pelos especialistas da Rede, que tem entre seus objetivos estimular o debate público sobre segurança pública. Se isso não for feito, essa proposta entregue ao STF corre o risco de ficar só no papel”.
O professor Ignacio Cano fez coro: “O plano é tecnicamente bom. Tão bom que a gente se pergunta se ele foi feito para ficar no papel. Mas tem algumas lacunas”, disse. “O plano não diz como a PM vai intervir para recuperar territórios, nem como a Polícia Civil vai investigar para desarticular as redes de extorsão. Não diz como lidar com a corrupção policial. São questões centrais. Os candidatos ao governo do Rio têm que se posicionar em relação a esse plano”.

WhatsApp Image 2026 05 15 at 19.47.05 3Foto: Fernando SouzaUma divertida e emocionante homenagem aos 80 anos do mestre Vivaldo Moura Neto marcou o último dia 7 de maio, no Instituto de Ciências Biomédicas. Colegas e ex-alunos se revezaram ao microfone do auditório do Programa de Ciências Morfológicas por quase quatro horas para reverenciar o professor apaixonado pela pesquisa, exigente com os discípulos e generoso nas colaborações acadêmicas.
Em um desses depoimentos, a professora Flávia Gomes contou que Vivaldo, hoje professor emérito e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, levava pão doce ao laboratório pelo menos uma vez por semana para conversar com cada um sobre o andamento das pesquisas. A delicadeza dos gestos, porém, não impedia a cobrança do mestre: “Ele sempre empurrava a gente a fazer mais e mais. Dizia: ‘Minha filha, você só consegue fazer três coisas ao mesmo tempo?’. E foi assim a vida toda”, brincou.
Do exterior, o professor José Garcia Abreu enviou um vídeo em que brincou com a paixão de Vivaldo pela França, transparente em várias falas ao longo da tarde. “O Vivaldo é uma mistura do parisiense culto com a alegria transbordante do carioca. É como se fosse um dançarino ambulante, que passa alegria por onde vai”, disse.
Abreu, ex-diretor do ICB, abordou ainda a influência do homenageado em toda sua trajetória profissional e cidadã. “Você não foi apenas um mentor da minha carreira, Vivaldo. Foi muito importante para me transformar como homem, de me mostrar o quão importante é ser generoso. Você merece todas as homenagens do mundo. Que venham mais 80!”, concluiu.
Ao final, humilde e carismático, o professor Vivaldo retribuiu a homenagem, um a um, e no geral. “Eu não sou nada disso que falaram aqui. Eles, os alunos, é que foram brilhantes. Para mim, foi fácil. Eu conduzi uma orquestra, um grupo em que todo mundo era bom”, disse.
Atuante até hoje, Vivaldo — que completou os 80 anos em 28 de dezembro — está à frente da diretoria de Pesquisa do Instituto Estadual do Cérebro onde segue promovendo a Ciência. "Estou tentando sobreviver lá há uns dez anos. Antes havia uma certa dificuldade de convencer os médicos a arranjarem um tempo para fazer ciência. Agora, está ficando melhor”, brincou.
E o professor não pensa em parar. Vivaldo recordou que seu mestre Carlos Chagas Filho, fundador do Instituto de Biofísica, visitava o laboratório e queria fazer os experimentos até os últimos dias de vida, mesmo com dificuldades de mobilidade. “Achava aquele homem extraordinário. Por isso, eu digo que 80 anos é mixaria. Quero chegar aos 90 e poder fazer as coisas que o Chagas fazia”, afirmou.

WhatsApp Image 2026 05 15 at 19.47.05 6Fotos: Acervo pessoalO Brasil viu saltar o número de estudantes com deficiência no ensino superior. Eles correspondiam a 35 mil matrículas ativas em 2016, ano em que a lei de cotas para as universidades federais foi alterada para incluir pessoas com deficiência. Em 2024, na última avaliação divulgada pelo INEP, alunos com deficiência física, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades somavam 95 mil matrículas ativas — número quase três vezes maior do que a taxa de antes da mudança na lei.
Diante desse cenário, a Comissão Permanente Acessível e Inclusiva (CPAI) da UFRJ-Macaé criou um manual para orientar professores universitários. O guia “Inclusão no Ensino Superior: Contribuições Docentes para a Permanência e o Sucesso de Estudantes com Deficiência” traz em suas 71 páginas as legislações vigentes, os tipos de deficiência física, intelectual e transtornos elencados na legislação, aborda necessidades adaptativas para cada tipo de deficiência e os tipos de tecnologias assistivas. O documento foi feito em parceria com a Secretaria de Ensino Superior da Prefeitura de Macaé. O Manual pode ser acessado em: https://is.gd/xcuegA .
“Nós temos a cada dia o ingresso de mais estudantes com deficiência, mas onde estão as ações de permanência?”, questiona a professora Cherrine Kelce Pires, presidenta da CPAI. “No final de 2025, tínhamos cerca de 80 estudantes com diferentes tipos de deficiência no Centro Multidisciplinar, mas esses dados levam em conta apenas a entrada pela cota”, explica a docente. “Há deficiências adquiridas ao longo do curso por um acidente ou porWhatsApp Image 2026 05 15 at 19.47.05 8 uma doença grave que deixa sequelas. Há ainda os diagnósticos tardios e há quem passe para a universidade na ampla concorrência e não quer expor sua deficiência. O dado não enxerga esses estudantes, esse número ainda é subdimensionado”, analisa a professora. “Precisamos olhar para todos eles. O foco da nossa comissão é formar os professores para que esses alunos aumentem sua participação e seu sucesso acadêmico”, explica.
A publicação foi elogiada por estudantes. “A gente entra na universidade por políticas afirmativas e acha que vai encontrar o suporte necessário, mas a realidade não é bem essa”, aponta a estudante Aline Resende, do 8º período de Farmácia do Centro Multidisciplinar UFRJ-Macaé. “Esse manual é muito positivo, pois ainda falta muita informação em todos os lugares sobre as necessidades das pessoas com deficiência”, diz ela.
Aline tem um condição chamada mielomeningocele, uma má formação na medula espinhal que causa limitações motoras. Ela usa cadeira de rodas na universidade. “Quando cheguei na graduação, em 2022, me deparei com muitas barreiras estruturais. Eu usava cadeira de rodas manual e precisava sempre da ajuda de alguém para acessar os andares”, lembra. “As rampas em Macaé existem, mas são inclinadas demais”, critica. “Passei por muitas dificuldades, até que minha família se cotizou e conseguiu comprar uma cadeira motorizada em 2024. Desde então, não dependo mais de ajuda para chegar às aulas”, conta. “Se tivéssemos elevadores, eu e outros colegas não teríamos esse problema. Acessibilidade é você poder ir e vir sem depender de ninguém”.

BARREIRAS
WhatsApp Image 2026 05 15 at 19.47.05 7A estudante lembra que no começo do curso ela se deparou com as chamadas barreiras atitudinais. “Esse debate sobre pessoas com deficiência ainda não estava estabelecido na universidade. Havia, sim, barreiras por parte de colegas e professores”, relembra a estudante. A cultura local foi mudando aos poucos. “Hoje, com as capacitações e maior acesso a informações, o quadro é outro. Por exemplo, eu preciso de uma mesa individual para que eu consiga encaixar a minha cadeira e assistir às aulas. A universidade usa aquelas carteiras com a cadeira fixa. Eu não consigo fazer uso delas. Hoje, se o professor entra em sala e vê que falta a minha mesa, ele vai pedir para trazerem e não inicia a aula sem que eu esteja instalada”.
As barreiras também existem para estudantes neurodivergentes, caso da aluna Alessandra Pereira da Silva, do segundo período de Medicina em Macaé. Ela recebeu o diagnóstico de autismo já na fase adulta e precisa utilizar nas aulas equipamentos de proteção, como óculos escuros e abafadores de ruído.
A UFRJ é a terceira universidade pela qual a estudante passou. Ela tem uma primeira formação em Ciências Sociais, na UnB, e desistiu do curso de Medicina, na Universidade Federal do Delta do Parnaíba, no Piauí. “Na primeira, não tive nenhum suporte porque ainda não tinha diagnóstico fechado. Sofri muito, fiquei em situação de jubilamento duas vezes, mas consegui concluir o curso após longos anos. Na segunda universidade, eu já tinha o diagnóstico, mas simplesmente desisti do curso porque não tinha estrutura”, conta Alessandra. “Aqui eu encontrei equidade para conseguir estudar. Os professores me permitem ser aluna. Uma coisa tão simples, mas geralmente não é a primeira preocupação do estudante PCD. Antes, ele se preocupa com as barreiras que vai enfrentar, se vai conseguir continuar no curso, como vai chegar à aula”, analisa.
Para a professora Cherline, as barreiras atitudinais e o capacitismo só podem ser reduzidos com informação e formação. “Os estudantes precisam ter pleno direito à educação. Precisamos pensar num espaço de desenho universal, acessível a todos. Nossa meta é ter ambientes em que qualquer pessoa, independentemente de sua deficiência, tenha o acesso garantido ao espaço e aos materiais”.

MAPEAMENTO
Rita Gomes, gestora da Diretoria de Acessibilidade (Dirac), vinculada à Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade da UFRJ (Sgaada), elogia o trabalho da comissão de Macaé, mas pede mais unidade nas ações. “Nós temos proximidade grande com a comissão. A gente conhece a competência técnica das pessoas, mas o ideal é que o que a gente produzir tenha caráter coletivo, a chancela da Minerva”, diz. “É preciso formar professores que ainda não pensam na perspectiva da inclusão e da acessibilidade. Estamos organizando a equipe para amadurecer as ações. A gente está falando de alunos com deficiência, com autismo, mas essa demanda vem crescendo também entre técnicos e docentes”.
As ações, no entanto, ainda caminham lentamente. “Um decreto do ano passado instituiu o atendimento educacional especializado, que passou a ser obrigatório, mas não temos psicopedagogia no PCCTAE, nem cuidadores. Há uma série de demandas muito urgentes”, afirma. “Temos um número muito grande de pessoas autistas, então estamos investindo em um planejamento para a área de regulação e realizando mapeamento de barreiras arquitetônicas e urbanísticas”, conta. “Ainda não temos o site da Sgaada contemplando todas as acessibilidades. Então, tem uma pessoa deslocada para atuar nesse sentido. Com o site pronto, disponibilizaremos todos os materiais de consulta, orientação e apoio”, pontua. “São muitas as urgências e necessidades”.

WhatsApp Image 2026 05 15 at 19.47.05 11Foto: Tatiana Lima/Arquivo AdUFRJA Capes divulgou no dia 8 de maio os vencedores do Prêmio Anísio Teixeira. A professora Débora Foguel, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, é uma das vencedoras na categoria Educação Superior. Ao todo, 10 pesquisadores foram agraciados nesta categoria. Outros dez receberão a premiação na categoria Educação Básica (veja lista dos premiados ao lado).
A distinção é dedicada a personalidades “brasileiras por contribuições relevantes, consistentes e continuadas ao desenvolvimento da educação brasileira”. As indicações dos finalistas foram realizadas pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior. A professora Débora Foguel fez graduação, mestrado e doutorado na UFRJ. É docente da universidade há 30 anos, pesquisadora 1A do CNPq e Cientista do Nosso Estado da Faperj. Integra a Academia Brasileira de Ciências e a Academia Mundial de Ciências (TWAS).
Presidenta da Capes, a professora Denise Pires de Carvalho elogiou a colega da UFRJ. “A professora Débora Foguel é um exemplo de dedicação à Educação e à Ciência, com atuação de excelência. Foi o merecido reconhecimento de uma trajetória ímpar. Débora é um exemplo a ser seguido e fonte de inspiração para as futuras gerações”.
Ex-presidente da Faperj, colega da professora Débora e seu companheiro há mais de 30 anos, o professor Jerson Lima Silva não poupou elogios. “A Débora sempre lutou pela educação. Ela nunca assumiu uma posição confortável, sempre atuou no que acredita. Muito antes de existirem as cotas, que mudaram completamente o perfil da universidade, ela já participava de iniciativas de popularização da ciência, criadas pelo próprio Leopoldo de Meis”, lembrou o docente. “Nesse sentido, essa homenagem é mais do que justa, pois a Débora é um dos grandes exemplos que temos de compromisso com a educação superior. Sempre muito dedicada a tudo que se refere à universidade, atenta aos estudantes. Ela é gigante e eu fiquei muito feliz com a notícia. É um grande orgulho”.
A homenageada recebeu a notícia com emoção. “Recebi com grande alegria e honra o Prêmio Anísio Teixeira da Educação Superior, uma das mais altas distinções concedidas pela Capes a professores e pesquisadores que se dedicaram à educação superior no país”, disse a professora Débora. “Em momentos como esse, a gente para e pensa sobre a nossa própria trajetória, nem sempre retilínea, plana ou ensolarada, mas certamente sempre rica, desafiadora e repleta de emoção”, analisou. “Isso porque tenho colegas brilhantes, alunos inspiradores e um ambiente fértil no Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da nossa UFRJ!”.

Vencedores históricos

O prêmio Anísio Teixeira foi criado em 1981 e ao longo de 45 anos se dedica a homenagear personalidades da educação básica e superior brasileiras. É anunciado a cada cinco anos e elege cinco personalidades em cada categoria. Neste ano, foram anunciados dez vencedores porque não houve a edição de 2021, ano da pandemia. Alberto Luiz Coimbra, Carlos Chagas Filho, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes, Leopoldo de Meis, Milton Santos, Luiz Bevilacqua, Nelson Maculan Filho

Veja os ganhadores desta edição

Educação Superior

Ana Mae Tavares Bastos
Barbosa (Anhembi Morumbi)

Arlindo Philippi Junior (USP)

Dalila Andrade Oliveira (UFMG)

Débora Foguel (UFRJ)

Dermeval da Hora Oliveira (UFPB)

Josicélia Dumet
Fernandes (UFBA)

Keti Tenenblat (UnB)

Lydia Masako Ferreira (Unifesp)

Marilena de Souza Chaui (USP)

Rita de Cássia Barradas
Barata (FCMSCSP)

Educação Básica

Edileuza Fernandes
da Silva (UnB)

Gersem José dos
SantosLuciano
(Gersem Baniwa) (UnB)

Gilmar Pereira da Silva (UFPA)

Helena Costa Lopes
de Freitas (Unicamp)

Jaqueline Moll (UFRGS)

Luiz Fernandes Dourado (UFG)

Márcia Ângela
da Silva Aguiar (UFPE)

Maria Beatriz
Moreira Luce (UFRGS)

Maria Carmem
Freire Diógenes
Rêgo (UFRN)

Nilma Lino
Gomes (UFMG)

137A2185Foto: Fernando SouzaA diretoria da AdUFRJ se reuniu com professores sindicalizados no Centro de Ciências da Saúde para discutir uma alternativa de plano de saúde mais viável financeiramente e com qualidade atestada. Trata-se do FioSaúde, um plano de saúde ligado aos servidores da Fiocruz que adota um modelo de autogestão. A reunião foi coordenada pela presidenta Ligia Bahia e contou com a presença do diretor administrativo-financeiro do plano, o pesquisador Hayne Felipe da Silva.
O diretor Hayne Silva explicou que o modelo permite a inclusão de diferentes tipos de familiares, como pais, tios, avós, sobrinhos, padrastos e madrastas, sogros, avós dos companheiros, além de companheiros e filhos. Outra vantagem é que tem ampla rede credenciada, além do acesso exclusivo à policlínica da Fiocruz, com profissionais altamente capacitados. Outro diferencial é a cobertura odontológica disponível aos associados a partir do perfil Clássico ou Familiar II.
Hayne Silva também destacou o atendimento domiciliar voltado a pessoas com mais de 70 anos. “Temos alguns diferenciais na assistência integral à saúde. Um deles é o atendimento domiciliar a pessoas 70+, com acompanhamento pós-internações. Também temos um programa de prevenção de refratura, que busca evitar que o idoso tenha novas quedas com fraturas ósseas, e estamos implantando o programa de cardiopatias para acompanhar de forma mais integral e contínua esses pacientes”.
O encontro ocorreu em 14 de abril. “Nossa grande preocupação é com dois públicos que estão muito onerados com os preços praticados pelos planos de saúde comerciais: professores recém-admitidos na carreira e professores idosos”, explicou Ligia, durante a apresentação. “Queremos ter uma opção que seja mais segura e financeiramente mais viável”, defendeu a dirigente, médica e uma das mais respeitadas pesquisadoras do país em saúde coletiva. “O FioSaúde nos dá essa possibilidade de uma rede que tem emergência de qualidade e CTI de qualidade”.
Hoje, a AdUFRJ ainda não pode formalizar uma adesão a esse plano, porque é necessária uma mudança estatutária para permitir que os docentes filiados à AdUFRJ possam ser beneficiários do FioSaúde. “Por isso chamamos essa reunião para identificar se há a demanda dos professores para a indicação de um novo plano de saúde e se podemos seguir com essa aproximação”, justificou Ligia. “A AdUFRJ seria uma entidade patrocinadora, com valor de contribuição simbólico para acesso dos sindicalizados ao plano”, explicou.
Quem aderir ao FioSaúde também terá direito à rede hospitalar fora da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Isto porque existe um convênio de reciprocidade entre o FioSaúde e a operadora Cassi. Desta forma, é possível utilizar a rede Cassi tanto para atendimentos de emergência quanto para internações eletivas em outras localidades. Para conhecer melhor essa rede, basta acessar servicosonline.cassi.com.br/redecredenciada e selecionar a opção “plano de associados”.
São cinco perfis de planos individuais e cinco familiares, com faixas de preços que variam de acordo com o padrão da rede credenciada. Hospitais como São Lucas, Casa de Saúde São José, São Vicente, Rede D’Or e Samaritano são alguns exemplos de hospitais que possuem convênios com o FioSaúde.

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE PARA AMPLIAR EM UMA NOVA GUIA

WhatsApp Image 2026 04 29 at 19.11.17 11

Topo