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Há 14 dias fora do ar, a Plataforma Lattes só teve a busca por currículos de pesquisadores restabelecida no dia 3. O restante do sistema permanece indisponível. O CNPq
informou que ainda está em andamento a migração dos sistemas para o novo equipamento, já adquirido pela agência, mas não indicou em quanto tempo os trabalhos estarão concluídos. Diante da situação, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, minimizou o problema em transmissão via Instagram na semana passada. Comparou a pane a um pneu furado e disse que “o pessoal não vai morrer por causa disso”.
O apagão do Lattes é uma tragédia anunciada, na opinião da pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa, professora Denise Freire. “Quando você não investe em um servidor, não tem manutenção e diminui a verba de um órgão a níveis inimagináveis, você vê cortes de manutenção de sistemas essenciais”, afirma. “É um desmoronamento orquestrado de todo um sistema, é apagão, é redução da cota. Isso nunca aconteceu. Estou fazendo pesquisa desde 1982 e nunca vi o sistema Lattes, desde que foi criado, entrar em colapso como agora”, avalia a docente. “Todos os pesquisadores ficaram assustados, perdi minha vida científica por uns dias. É um risco desnecessário, inimaginável”.
O Lattes é usado para obter informações adicionais e selecionar alunos, professores, pesquisadores. “Todos os pesquisadores do país colocam sua trajetória inteira no Lattes. Trata-se de uma memória da ciência brasileira, com inúmeros dados”.
Os problemas nos sistemas do CNPq, ressalta a pró-reitora, são a evidência mais recente de uma asfixia que põe em xeque toda pesquisa do Brasil. “Sou do conselho administrativo do CNPq em Biotecnologia. Uma área fundamental e prioritária em certos países. Recebemos cerca de cem projetos de pós-doutorado, de excelência, mas apenas 5% foram aprovados”, conta a pró-reitora. “O que acontece com os 95%? Vão fazer qualquer coisa. É uma insanidade. Todos receberam a carta dizendo que o projeto é excelente, mas não houve verba para contemplar”, lamenta a pró-reitora.
“Vamos precisar nos reconstruir, e não sem perdas. A destruição já está sendo implementada e a reconstrução vai requerer muita energia. Perdemos a matéria-prima de processos. O futuro está muito ameaçado”, conclui. (Liz Mota Almeida)
Não foi por falta de aviso. Há mais de um ano, funcionários, cineastas, pesquisadores, Ministério Público e parlamentares alertavam o governo federal sobre o risco de incêndio na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. No dia 29, a negligência com o patrimônio cultural cobrou seu preço. Segundo manifesto dos funcionários, não há sequer pessoal suficiente para fazer uma avaliação exata das perdas.
Imagem de Bruno Glätsch por Pixabay Os professores, ativos ou aposentados, ou seus pensionistas têm até o dia 31 de agosto para comprovar despesas com assistência à saúde e garantir a continuidade do ressarcimento do auxílio de caráter indenizatório.
Estão obrigados a comprovar as despesas com assistência à saúde todos que são titulares de plano de saúde e estão recebendo o benefício de assistência à saúde suplementar – Per Capita. A comprovação deverá ser realizada através do Módulo de Requerimento do Sistema de Gestão de Acesso (SIGAC).
Nos casos de planos de saúde celebrados diretamente com pessoa jurídica prestadora de serviços de assistência à saúde ou conveniados com a AdUFRJ, o próprio servidor (ativo, aposentado ou pensionista) deverá incluir a declaração expedida pela empresa (a mesma utilizada para a declaração do IRPF), contendo as seguintes informações: data de início do contrato; modalidade (cobertura) do plano de saúde; valores mensais por beneficiário, com o atestado da quitação até 31/12/2020.
Os servidores com planos de saúde celebrados por intermédio do Sintufrj ou CAURJ ficam dispensados de apresentar comprovação. O recadastramento será realizado pelas próprias entidades. O servidor que não apresentar a documentação no prazo estipulado terá o recebimento do benefício suspenso até a regularização.
Na quinta-feira (29), o Consuni prestou homenagem à professora Angela Ancora da Luz, da Escola de Belas Artes (EBA), por sua contribuição ao ensino de História da Arte na UFRJ. Ela recebeu a Medalha Minerva de Mérito Acadêmico, concedida a professores que se destacam por seu empenho e relevância acadêmica nas áreas de ensino, pesquisa e extensão.
Angela integra o corpo docente da pós-graduação da EBA, da qual foi diretora de 2002 a 2010, além de atuar como historiadora e crítica de arte. Desde 1976, leciona a disciplina História da Arte. “Lembro-me de minhas primeiras turmas e guardo as mensagens de meus alunos até hoje, em caixas que são verdadeiras relíquias para a história da minha vida”, disse ela ao ser homenageada. Em 2013, Angela foi eleita para ocupar a cadeira 19, de Victor Brecheret, na Academia Brasileira de Arte. Ela integra a Associação Brasileira de Críticos de Arte e a Associação Internacional de Críticos de Arte.
A reitora Denise Pires de Carvalho entregou a medalha pessoalmente a Angela, em sessão solene que cumpriu as orientações da OMS e também foi transmitida ao vivo pelo canal da UFRJ no Youtube.
O programa AdUFRJ no Rádio desta semana recebe os professores Eleonora Ziller e Felipe Rosa, diretores do sindicato, para falar dos atos de rua contra o governo federal, no dia 24. Os protestos, embora menores, ficaram mais espalhados pelo país. Os docentes também debateram as estratégias para combater a proposta de reforma administrativa de Bolsonaro, em tramitação no Congresso, que pode destruir a estrutura do Estado de proteção social. O programa repercutiu ainda o “apagão do CNPq”, que tirou a plataforma Lattes do ar e expôs o cenário de desmonte da pesquisa no país. E mais: a AdUFRJ tem eleições marcadas para setembro, e é fundamental a participação de todos os professores. O AdUFRJ no Rádio vai ao ar todas as sextas-feiras, às 10h, com reprise às 15h.