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A próxima quinta-feira (26) será marcada por atos em defesa da educação pública em todo o país. O Dia Nacional em Defesa da Educação Pública é convocado pela Oposição de Esquerda da UNE e pela Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel), que realizarão mobilizações em várias Instituições de Ensino Superior. Além disso, o Comitê Em Defesa dos 10% do PIB para Educação Pública, Já! vai lançar a cartilha do I Encontro Nacional de Educação (ENE), na cidade de Brasília (DF).
O Dia Nacional em Defesa da Educação Pública foi proposto durante a última reunião do Espaço de Unidade de Ação, no Rio de Janeiro (RJ). O Andes-SN recomenda às seções sindicais que envidem esforços na articulação com os estudantes e técnico-administrativos em educação para construir ações conjuntas no dia 26, em cada instituição de ensino.
Cláudia March, secretária-geral do Sindicato Nacional, ressalta a importância que a data tem para a defesa da educação pública, em função do lançamento da cartilha do ENE e as mobilizações em todo o país. “Pra nós, a realização do dia 26 é muito importante porque ele é um passo a mais no processo que construímos de rearticulação das entidades em defesa da educação pública, no qual está a importante realização do ENE. E o dia 26, que já tinha sido pensado como dia para o lançamento da cartilha do ENE, se reveste de maior importância dada a crise que estamos vivendo nas instituições públicas de ensino. Temos um enfrentamento a ser feito em defesa da educação pública”, ressalta a diretora do Andes-SN.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a programação das atividades do Dia Nacional em Defesa da Educação Pública será informada no site e nos perfis da Adufrj-SSind nas redes sociais. (Fonte: Andes-SN. Edição: Adufrj-SSind)
Manhã Vermelha
A luta popular ganha fôlego nas periferias de cidades de vários estados brasileiros
A luta por moradia e reforma urbana transformou a manhã de quarta-feira 18 em cenário de manifestações em pelo menos 13 estados brasileiros. A massa de manifestantes foi mobilizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), organização popular que ganha fôlego na periferia das cidades do país. O protesto “Periferia ocupa cidade! Reforma urbana de verdade!” bloqueou ruas, avenidas e estradas para exigir direito à moradia e propostas concretas do governo para a definição de uma política habitacional. As reivindicações incluem, ainda, o controle social dos aluguéis, o fim da criminalização dos movimentos sociais e a desmilitarização da polícia. A manifestação liderada pelo MTST fez críticas ao sequestro dos direitos trabalhistas por recentes medidas do governo. A política fiscal do Palácio do Planalto, afirmam, emperram os programas de construção de moradias populares. No Rio de Janeiro, o protesto envolveu cerca de 300 famílias que interditaram um trecho da Avenida do Contorno, na BR-101, entre os municípios de Niterói e São Gonçalo. Eles reclamam o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida 3/Modalidade Entidades, como foi acordado com autoridades no fim do ano passado durante a Ocupação Zumbi dos Palmares, em São Gonçalo. Além do MTST, a Frente de Resistência Urbana, movimento social que critica a especulação imobiliária, participou dos protestos no Rio. (Com jornalistas da Aduff).
Não há limites de idade para a dignidade na luta por direitos e pela transformação da realidade. Foto: Luiz Fernando Nabuco/Aduff-SSind
Durante todo o processo eleitoral, além de acompanhamento dos debates institucionais, o Jornal da Adufrj vai propor algumas questões aos candidatos. Nesta semana, em função do curto tempo entre a inscrição das chapas e o fechamento desta edição, foi solicitado um breve texto para responder à seguinte pergunta: “Por que o(a) senhor(a) quer ser reitor(a) da UFRJ?”.
Foto: Marco Fernandes - 29/05/2013
Chapa 10
Juntos pela UFRJ: Unidade na Diversidade
Aceitei apresentar a minha candidatura ao cargo de Reitora da UFRJ porque tenho um trabalho anterior reconhecido pela comunidade da UFRJ, perfil conciliador, diálogo com os mais diversos grupos da nossa universidade, experiência administrativa e a credibilidade da comunidade para o cumprimento dos compromissos que hoje estou assumindo. Por este perfil, considero ser capaz de unir a comunidade da UFRJ em torno de um projeto que além da consolidação de conquistas já obtidas (excelência acadêmica, expansão, interiorização, democratização do acesso, inclusão social...) se volte para outras grandes questões, dentre as quais se destaca a reafirmação da autonomia. Entendo que reafirmar a autonomia é se contrapor a um processo externo que teima em nos asfixiar e nos entregar às leis do mercado, da avaliação economicista de custo x benefício, da lógica produtivista e da precarização das relações de trabalho.
Para isso, com e por meio da ativa participação da Universidade, deveremos nos posicionar firmemente e mediar os processos de formulação e implementação de programas, de políticas e de ações que visem à consolidação da Universidade pública, gratuita, laica, autônoma, democrática, transparente e comprometida com a implementação de políticas de ensino, de pesquisa e de extensão voltadas para a formação de recursos humanos altamente qualificados, para a geração de conhecimento, para a devolução desse conhecimento para a sociedade que nos mantém, mas também para a formação cidadã e para a construção de um futuro socialmente mais justo para o nosso país.
Ângela Rocha dos Santos
Foto: Divulgação
Chapa 20
UFRJ Autônoma, Crítica e Democrática
Poucas atividades laborais podem ser tão empolgantes quanto estudar, pesquisar, dialogar com os jovens e discutir a prática da autonomia universitária. Desde que ingressei na UFRJ, em 1988, compreendi que não podia me eximir de participar da construção da UFRJ como instituição pública. Defendi a universidade e os órgãos de fomento ameaçados de desmonte pelo governo Collor e a dignidade e a autonomia da UFRJ quando da nomeação arbitrária de um reitor não eleito. Dediquei-me à reconstrução do programa de pós-graduação em Educação destruído no período do reitor ilegítimo. A maior parte de minha produção acadêmica foi dedicada a pensar a universidade. Em virtude da crise que sobre ela se abate, realizei debates com docentes, técnico-administrativos e estudantes nos quais diagnosticamos problemas de infraestrutura, organizacionais e de subfinanciamento muito profundos aos quais se somam um insulamento interno que enfraqueceu o debate institucional, a concepção de público e a função da universidade pública no capitalismo dependente.
Concluímos que a UFRJ anseia por uma reforma que recoloque no centro do debate a formação integral dos estudantes, a ciência livre de influências particularistas, a cultura e o compromisso da instituição com os grandes problemas nacionais. A partir desses debates elaboramos um Manifesto cujo coletivo consensuou que meu nome seria o que melhor expressa o movimento por uma mudança virtuosa da UFRJ. Comprometido com um Programa que contém polissêmicas vozes, estou aberto ao debate para fortalecer a presença acadêmica e institucional da UFRJ no porvir da nação.
Roberto Leher
Foto: Marco Fernandes - 02/05/2013
Chapa 30
Somos Todos UFRJ
A decisão de me candidatar ao cargo de Reitora da UFRJ está pautada na perspectiva de liderar um amplo processo de resgate acadêmico-administrativo da maior Universidade Federal do Brasil, imprescindível no atual contexto da instituição. Temos compromisso com a educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada; com a defesa intransigente da Autonomia Universitária e o respeito às decisões colegiadas. Propomos uma gestão baseada no respeito ao diverso e no diálogo permanente. O Programa de Reestruturação das Universidades permitiu que IFES do Brasil inteiro construíssem, na última década, centenas de salas de aula e laboratórios para abrigar com qualidade seus cursos; criassem residências e restaurantes universitários, além da expansão substancial do seu número de alunos. Neste mesmo período, a UFRJ recebeu vultoso aporte de recursos, assim como inúmeras vagas docentes e de técnico-administrativos, para suprir os novos cursos e dar um salto de qualidade nos já existentes. Apesar disso, a aplicação de tais recursos não produziu os resultados esperados, particularmente em relação à infraestrutura necessária ao crescimento com qualidade. Diante deste quadro, nossa candidatura significa a verdadeira mudança de rumos para o resgate da autoestima institucional. Nossa trajetória de dedicação exclusiva à UFRJ, ocupando cargos administrativos de destaque, nos qualifica para assumir o cargo de dirigente máximo e lutar para fazer prevalecer os anseios da comunidade.
Denise Pires de Carvalho
Leia mais: Candidatos à reitoria respondem por que desejam estar à frente da UFRJ
A inflação e o salário, por Diego Novaes
Ato pelo bandejão da Praia Vermelha mobilizou estudantes da UFRJ e da UniRio no último dia 18
Antes, reitor teria feito nova promessa
Samantha Su. Estagiária e Redação
Prometido pela reitoria para estar em funcionamento no dia 2 de março (data original de início do primeiro período letivo para a maioria dos cursos de graduação), o Restaurante Universitário do campus Praia Vermelha (PV) ainda é apenas um tapume cercando montes de entulho. Nem mesmo o adiamento do começo das aulas para 16 de março, por conta da crise da terceirização, fez a obra sair do papel.
Insatisfeitos com esta situação, os estudantes da Praia Vermelha e colegas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) uniram-se para realizar um protesto no último dia 18. Eles não se limitaram aos muros da UFRJ e fizeram uma breve passeata pelo entorno do campus. Em certo momento, chegaram a fechar as pistas da avenida Venceslau Brás, na zona sul da cidade, para mostrar que vai ter muita luta até o atendimento da reivindicação.
Nova promessa
Pouco antes do ato, informaram os alunos, a reitoria da UFRJ convocou a Comissão de Assistência Estudantil do Consuni para dizer que o projeto de licitação do bandejão-contêiner (conforme noticiado pelo Jornal da Adufrj, em outubro do ano passado) estaria na Procuradoria da universidade, sob análise. Depois, seria aberto um pregão eletrônico para contratação da empresa. A previsão é que esta etapa aconteça em 10 de abril.
Segundo Pedro Paiva, diretor do DCE e aluno daquele campus, a administração da universidade chegou a afirmar, durante a reunião com a comissão, que há uma dificuldade em conseguir uma empresa para realizar o projeto. Motivo? O “mercado superaquecido de contêineres”, em função das Olimpíadas Rio 2016. Ainda assim, para a reitoria da UFRJ, não haveria nenhuma alternativa aos módulos.
Custo de R$ 3 milhões
A reportagem do Jornal da Adufrj entrou em contato com a assessoria de imprensa do reitor, que confirmou o trâmite do processo na Procuradoria Federal da UFRJ. A previsão é que um parecer saia nesta semana (de 23 a 27 de março). Por e-mail, a assessoria acrescentou: “A Prefeitura Universitária encerrou em fevereiro a etapa de demolição de uma construção antiga, no campus, onde será instalado o restaurante. Atualmente, estamos na fase de retirada de entulho, que prevemos terminar dentro de três semanas. O orçamento da UFRJ para 2015 prevê investimento de R$ 3 milhões para a aquisição dos módulos pré-fabricados, para a instalação do serviço no campus”.
Falta de opções
Enquanto esperam pelo RU, as opções mais populares de almoço/janta para os alunos da PV custam por volta de R$ 10. A recente abertura de um bandejão na vizinha UniRio, com preço ao público externo de R$ 8, pode servir de válvula de escape. E virar um problema: “É possível que muita gente passe a frequentar o restaurante universitário da UniRio, mas acredito que eles não tenham condições de arcar com essa demanda”, acrescenta Paiva.
Na UniRio, preço alto
Os alunos da UniRio no ato pelo bandejão da Praia Vermelha, da UFRJ, além da solidariedade, também apresentaram uma pauta específica: no dia 2 de março, após pressão do movimento estudantil, foi inaugurado o restaurante universitário daquela instituição. O problema é que as refeições, para o corpo discente, custam o preço mais caro do estado, a R$ 3,80 (na UFRJ, o valor é de R$ 2; na UFF, apenas R$ 0,70). Eles se mobilizam pela gratuidade.
MEMÓRIA
Em setembro do ano passado, o reitor Carlos Levi assinou um documento entregue pelo DCE (foto), em outro ato pela construção do restaurante, comprometendo-se com a inauguração da obra até o início do período 2015/1.
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