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Carioca, professora Titular da Faculdade de Letras, ex-coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, ex-diretora da Editora UFRJ, especialista em Lima Barreto e, agora, Emérita da universidade. Beatriz Resende recebeu o título na tarde desta terça-feira, no Salão Nobre da Faculdade Nacional de Direito, cercada de amigos e familiares. A solenidade celebrou a trajetória de uma docente apaixonada pelos livros, pela educação pública e pela democracia.
Ao longo de 21 minutos, Beatriz repassou capítulos de sua vida, em um discurso recheado de bom humor e gratidão. Destacou a influência do mentor Eduardo Portella (ex-diretor da Faculdade de Letras e ex-ministro do MEC) e da amiga e mestra, Heloísa Buarque de Holanda (depois, Teixeira): "Com um olhar feminista que me marcou". Citou, ainda, Aloisio Teixeira (ex-reitor da UFRJ): "O primo que me levou ao primeiro baile de carnaval, à primeira ópera e à militância política".
Beatriz também saudou colegas de curso, alunos de ontem e de hoje, técnicos-administrativos e o apoio dos familiares. "Não cheguei aqui sozinha. Mas com muita ajuda", disse. Emocionada, ao se referir aos netos, concluiu: "Que os ventos da democracia e da liberdade os levem em direção a um país mais justo e igualitário. Muito obrigada!".
O reitor Roberto Medronho reverenciou a trajetória da homenageada e sua estreita ligação com a UFRJ desde o início de sua formação, na Faculdade Nacional de Filosofia da então Universidade do Brasil. "A professora Beatriz é, literalmente, o que chamamos de cria da casa, uma filha da Minerva. A Minerva está no seu DNA", afirmou.
Os colegas da Faculdade de Letras derramaram elogios para a mais nova emérita da UFRJ. "A Faculdade de Letras tem muito orgulho de ter Beatriz Resende em seu quadro e em seu coração. Ela é um exemplo", afirmou a diretora da unidade, professora Sônia Reis.
"Beatriz Resende é hoje uma intelectual reconhecida e admirada não só na cidade à qual dedicou seu afeto e grande parte de suas investigações, o seu Rio de Janeiro. Mas também no Brasil como um todo e no exterior", disse o também professor emérito Eduardo Coutinho, pela comissão que conduziu a homenagem.
Já o decano do Centro de Letras e Artes, professor Afrânio Barbosa, contou que ter assistido às aulas da professora Beatriz ainda no segundo período de sua graduação foi decisivo para seguir carreira na Letras. "Tenho sorte de ver meus mestres chegando à emerência. Sou muito grato", afirmou.
Presidenta da AdUFRJ, a professora Ligia Bahia prestigiou a cerimônia e reforçou a homenagem: "A Beatriz já entra na universidade como emérita. Hoje estamos comemorando um ponto de chegada, mas ela sempre foi essa professora completa", disse.
Foto: Alessandro Costa
A AdUFRJ acaba de lançar um edital simplificado para concessão de apoio institucional e financeiro a iniciativas de professores, servidores, estudantes e movimentos sociais. As ações devem estar alinhadas com os princípios e prioridades do sindicato.
Confira todos os detalhes em: https://forms.gle/uERStAM5fcasQvii7
canteiro a todo vapor Obras de adequação para as turmas da Educação Infantil do CAp acontecem em espaço localizado ao lado do CCS (antigo polo Bio-Rio), no Fundão - Foto: Silvana SáQualidade, acolhimento, compromisso social. Essas são algumas características que norteiam mães e pais na hora de escolher uma boa escola para seus filhos. O Colégio de Aplicação está entre as instituições de referência do Rio de Janeiro que atendem a esses requisitos. Fundado há 77 anos, o CAp-UFRJ é um modelo de escola que atua tanto na formação de professores, quanto na educação básica. Atende desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. “É um espaço que foi criado como campo de estágio para os cursos de Licenciatura da universidade. Trabalhamos não só com ensino, mas com pesquisa e extensão no campo da educação”, explica a diretora Cassandra Pontes. “O colégio dialoga com questões ético-políticas amplas, envolve a discussão de temas sociais e contemporâneos a partir não só do que é estudado, mas por sua produção de conhecimento”, afirma a diretora.
O CAp está com inscrições abertas para seu processo seletivo, que é feito exclusivamente por sorteio público, sem taxa de inscrição. Os interessados devem acessar www.admissaocap.ufrj.br para realizar a inscrição da criança. Há vagas para o 1º, 4º e 6º anos do Ensino Fundamental, além da 1ª série do Ensino Médio. Os sorteados estudarão na sede Lagoa. Também há inscrições na modalidade de cadastro de reserva para a Educação Infantil 2, 3 e 4, destinada a crianças de dois, três e quatro anos de idade. As inscrições vão até esta sexta-feira, 14 de novembro. A criança precisa ter CPF próprio. Os editais específicos de cada série podem ser encontrados no site da instituição: cap.ufrj.br. O sorteio público será no dia 26.
EDUCAÇÃO INFANTIL
A Educação Infantil não tem quantitativo de vagas definido porque o espaço que será destinado a essas turmas ainda está em reformas. “A previsão de conclusão das obras no Fundão é março, por isso abrimos como cadastro de reserva. Necessitamos dos espaços prontos para saber o número exato de vagas”, diz a diretora. “São crianças muito pequenas, que necessitam trocas de fraldas, banho. Não temos como recebê-las no CAp-Lagoa. O regular é termos 15 crianças por turma, mas só poderemos confirmar esse número depois que os espaços estiverem prontos”.
A antiga sede onde funcionava a Educação Infantil, no Fundão, foi interditada em 2023, após apresentar graves problemas estruturais que colocavam em risco a comunidade escolar. As crianças atendidas foram transferidas para a sede Lagoa, que não é preparado para comportar crianças tão pequenas. Desde então, o colégio parou de abrir novas vagas para a Educação Infantil, até que um novo local fosse preparado para este fim. As obras ocorrem em edificações da antiga Bio-Rio. “O contrato foi firmado para ser concluído em 210 dias. As obras começaram em 1º de setembro. Teremos reuniões nos próximos dias para ajustar o cronograma e garantir que seja entregue em março”, afirma o pró-reitor de Gestão e Governança, Fernando Peregrino. O contrato para a adequação do espaço é de R$ 2,4 milhões.
DIVERSIDADE E DEMOCRACIA
A crise orçamentária da UFRJ atinge em cheio a estrutura do colégio, na Lagoa, cujo muro caiu em junho. Isso, no entanto, não afastou as famílias. João Laet é um exemplo. Seu filho João Miguel está matriculado desde 2016, quando tinha apenas oito meses de idade, época em que a Escola de Educação Infantil ainda não era vinculada ao CAp. A integração das escolas aconteceu em 2019.
“O CAp é uma escola com problemas estruturais graves. Porém, tem um corpo docente de excelência. É um verdadeiro laboratório de aperfeiçoamento do ensino da UFRJ”, destaca o pai orgulhoso. “Além disso, meu filho estuda com alunos de diversos cantos do Rio de Janeiro. Convive com uma diversidade racial, social e cultural muito intensa”, afirma. “Nesse sentido, ele tem uma formação muito mais ampla do que teria se estivesse numa escola particular”, acredita o pai. “Sou muito feliz de meu filho estudar nessa escola”, acrescenta.
Desde que adotou o modelo de ingresso exclusivamente por sorteio público, o CAp ampliou a variedade de grupos sociais atendidos pelo colégio. “É uma oportunidade de conviver com pessoas de diferentes territórios e classes sociais. Isso traz, sobretudo, construção cidadã”, afirma a diretora Cassandra Pontes. “A diversidade constrói novos saberes. Num contexto social em que as pessoas têm ficado cada vez mais fixadas em perspectivas homogeneizadas, o diálogo com a diferença possibilita uma formação com construção de um pensamento mais flexível”.
A democracia é outra vertente importante para a organização escolar. “A gente tem um Conselho Diretor que tem representação das famílias, dos estudantes, dos técnico-administrativos em educação e dos professores”, conta a diretora. “A potência de uma escola é a democracia, que passa pelos desafios dos tensionamentos do dia a dia. Isso é formativo”, defende a diretora.
Fotos: Alessandro CostaOs poderosos versos da ópera moçambicana “O Grito de Mueda”, cantados pelo Grupo Brasil Ensemble da Escola de Música, emolduraram o lançamento do ecossistema de divulgação científica da UFRJ, nesta quarta-feira (5), na Casa da Ciência da UFRJ, em Botafogo. O carro-chefe do projeto é a revista bimestral Minerva, de 60 páginas, cujo primeiro número foi distribuído aos convidados. A iniciativa é coordenada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2).
“A revista Minerva é um convite aos pesquisadores da UFRJ para que contem as suas histórias. Quero que com ela a UFRJ se mostre mais para o público externo e também para nós mesmos”, convocou o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, professor João Torres, na abertura do lançamento.
O editor-chefe Paulo Rossi e o editor de Arte, André Hippertt, apresentaram aos convidados não só a revista, mas toda a gama de produtos e ações do Ecossistema Minerva. Entre essas iniciativas estão uma versão infantil da revista (a Minervinha), um portal na Internet, um banco de fontes de pesquisadores da UFRJ e um podcast, entre outras. A matéria de abertura da primeira edição da revista aborda a escolha da deusa Minerva como símbolo da UFRJ, uma história que começou em 1925.
A principal atração da cerimônia de lançamento foi um bate-papo com os pesquisadores Luiz Davidovich, do Instituto de Física, e Tatiana Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas, mediado pelo reitor Roberto Medronho. Ambos falaram não apenas sobre suas pesquisas, mas sobretudo sobre suas trajetórias na UFRJ e o cotidiano em laboratórios e salas de aula. A pesquisa de Tatiana sobre a polilaminina, com promissor potencial regenerativo do sistema nervoso periférico, é tema de reportagem na edição de estreia da revista Minerva.
Confira abaixo mais alguns registros do lançamento da revista.


