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O furacão, que por alguns meses pareceu dirimir-se em águas mais frias, chegou à costa com força redobrada: por 379 votos a favor e 131 contrários, a reforma da previdência foi aprovada no 1º turno com sobras. No momento da escrita desse texto ainda não há definição no 2º turno, mas nada indica que será muito diferente, e rumamos então para uma ingrata batalha no Senado.  Favas contadas?

Talvez não. Mas não é fácil estar otimista nesse momento, pois desgraçadamente estamos sem nosso principal aliado: o povo. Pesquisas de opinião mostram um empate técnico entre pessoas favoráveis e contrárias à reforma, evoluindo de um posicionamento anti-reformista há dois meses. A greve geral do dia 14 de junho foi morna: os servidores até fizeram bonito, mas não conseguimos levar as outras classes para as ruas. A sociedade simplesmente não se comoveu nem com o retardo nem com a diminuição de sua aposentadoria, causando um certo misto de perplexidade e “complexo de avestruz” no movimento sindical estabelecido.

As razões para tal apatia são – evidentemente – substancialmente complexas, mas há alguns elementos que podemos expor brevemente aqui. Em primeiro lugar, nós perdemos a capacidade de falar para o trabalhador preocupado com o dia de amanhã. Entre sonhos de revolução socialista e preleções eruditas sobre a atual conjuntura, perde-se noss@ companheir@ que não sabe nem se volta ao emprego no mês que vem. Além disso, fomos pouco além do “não” à reforma. Ao falar de previdência, deveríamos estar conversando sobre mudanças climáticas, automação robótica, taxas de natalidade em queda livre, etc. No entanto, acabamos ficando refém de um discurso superficial, que confinou o debate a chavões e palavras de ordem, afastando os mais neutros do debate. A nossa dificuldade em propor algo alternativo foi flagrante, e nos encalacrou na nossa “bolha” de vez. Por fim, é necessário salientar que, para além de nossa insuficiência, havia um adversário formidável: a mitologia da necessidade de uma reforma draconiana passou décadas sendo incutida no ideário popular (de todas as classes), preparando o terreno para a propaganda oficial cristalizá-la como verdade quase científica.

A previdência é um tema difícil e delicado. Ela requer que imaginemos a vida daqui a 20, 30, 40 anos, num mundo que daqui a 10 anos pode ser radicalmente diferente. A previdência nos coloca o difícil exercício de imaginar o que queremos para o Brasil, mas fomos pegos numa crise de inspiração. Isso infelizmente abriu espaço para uma reforma imediatista e torta, entregue ao congresso por um presidente que já afirmou que sua prioridade é “destruir”.

Transmissão do programa de reforma das universidades pode ser acompanhado no perfil da Adufrj no Facebook: <a href="https://bit.ly/2GgqdpV">https://bit.ly/2GgqdpV</a>

Governo quer reduzir os repasses federais com o custeio das universidades, criando, em troca, um mecanismo de captação de recursos pelas instituições de ensino

Projeto "Future-se", de cunho privatista, pretende reduzir o orçamento da União para as instituições e implantar a captação de recursos privados. Está em estudo modelo australiano de capitalização

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Por Kelvin Melo, ADUFRJ - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

web img 7667 763x779No mesmo prédio, no mesmo dia, na mesma hora, duas delegações da UFRJ marcaram presença em Brasília, mas tiveram recepção diferente no MEC. Na manhã de 2 de julho, a professora Denise Pires de Carvalho foi empossada reitora – a primeira reitora em 100 anos de UFRJ.
Ao mesmo tempo, no térreo do edifício, representantes de diversas associações docentes, entre elas a AdUFRJ, tentavam entregar o troféu “Cortando o Futuro” para o ministro Abraham Weintraub, por seu empenho em dilacerar o orçamento do ensino superior – só na UFRJ, os cortes chegam a R$ 114 milhões.
Ao final da posse, enquanto o MEC trancava com cadeado a porta do ministério e se empenhava de forma grosseira para impedir a entrada dos docentes, a nova reitora explicava – com elegância – que a restrição orçamentária é dramática. “Não temos como pagar as contas até o final do ano, mas vamos resistir”, disse.
O mesmo tom marcou a primeira atividade pública da nova administração: o Consuni da última quinta-feira. Ali, diante de professores, técnicos e estudantes, Denise não ignorou o peso das dificuldades orçamentárias, explicou que sem novos repasses do MEC, a UFRJ pode, a partir de setembro, ter atividades essenciais paralisadas, como segurança e limpeza, mas deixou claro que a marca da gestão é o otimismo. “Eu fui questionada inúmeras vezes pelos repórteres por que eu estava tão sorridente, mesmo sabendo que a universidade tinha um déficit de mais de R$ 170 milhões. Acho que a UFRJ é muito mais que isso”, disse. “Nós somos muito mais que um simples déficit. Muito mais do que simples números. Nós já produzimos muito e podemos muito mais. Por isso, o otimismo. Na adversidade, nós crescemos.”, completou.

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blla bla blablabla ed disse que não vou conseguir. Daqui a quatro anos, a gente conversa”, brincou com o vice-reitor, professor Carlos Frederico.

No primeiro discurso dirigido aos condfgheiros, Denise contou que haverá uma preocupação muito grande com o bem-estar de servidores e estudantes. “Por trás de um DRE, existe um ser humano; por trás de um Siape, existe um ser humano”. A assistência estudantil será uma das prioridades. “Não nos deixa nada tranquilos termos uma universidade com 250 vagas no alojamento estudantil. Há federais menores que as nossas com pelo menos quatro vezes mais vagas”.
A reitoria pretende fortalecer o tripé ensino, pesquisa e extensão. “A UFRJ esteve na vanguarda de várias discussões. Aqui surgiram os primeiros cursos de graduação do país. Aqui surgirabla os primeiros cursos que integram a graduação com a pós”.bla
Por fim, a professora infoblater. O Fred disse que não vou conseguir. Daqui a quatro anos, a gente conversa”, brincou com o vice-reitor, professor Carlos Frederico.bancoImagemFotoAudiencia AP 397029

DIMINUIR EVASÃO E RETENÇÃO
Os planos da administração serão detalhados ao Consuni em apresentações feitas pelos pró-reitores, que foram aprovados por unanimidade no último dia 4. A graduação, sob responsabilidade da professora Gisele Viana Pires, foi a primeira da série.
Ao longo da campanha para a reitoria, diminuir as taxas de evasão (30% em 2018) e retenção dos cursos e, por consequência, aumentar o número de concluintes da UFRJ, sempre foi considerado o principal objetivo da gestão. “Temos o dever de elevar a graduação da UFRJ aos mais elevados patamares da educação superior deste país. Porque somos, dentre as federais, talvez a nota de corte mais elevada para ingresso, através do Enem/SiSU”, disse. “Temos a obrigação de graduar estes alunos que são, em teoria, os melhor alunos do ensino médio do país”.

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