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Falta climatização nas salas. O ano letivo deveria ter começado dia 11, mas as aulas foram suspensas até segunda (25) e, agora, até 1º de abril As aulas no campus da UFRJ em Caxias já foram adiadas duas vezes por falta de climatização nas salas. Deveriam ter começado dia 11, foram suspensas até segunda (25) e, agora, até 1º de abril. E pode haver um terceiro adiamento. O conselho deliberativo local discute as condições de funcionamento na sexta (29). O campus foi inaugurado às margens da rodovia Washington Luiz, em 6 de agosto do ano passado. Mas, quase oito meses depois, a infraestrutura elétrica ainda não está preparada para receber os aparelhos de ar-condicionado. A cobrança por uma solução à administração central é antiga. Já no fim de agosto, o diretor-geral da UFRJ em Caxias, professor Juan Martin, encaminhou um memorando requisitando a abertura de um processo para a climatização do local. Ele afirma ser insalubre lecionar fora das condições climáticas aceitáveis, ainda mais nesta época do ano. A Reitoria não respondeu sobre o motivo do atraso. Por nota, a assessoria informou apenas que a “Prefeitura da UFRJ está dando suporte ao campus para viabilizar a instalação dos aparelhos de ar condicionado. Esse trabalho começou há cerca de um mês”. E completou que o Escritório Técnico da Universidade estuda criar um Escritório de Planejamento próprio do campus. Os estudantes estão revoltados com a situação. Jhennifer Viana, aluna de Biotecnologia, afirmou que não é a primeira vez que sofrem com o atraso das aulas. O segundo semestre letivo do ano passado também demorou a começar pois havia a promessa de construção de uma passarela, na rodovia. O projeto até hoje não foi concluído. De acordo com ela, os alunos de Caxias estão se sentindo abandonados e negligenciados pela universidade.

Diversas categorias ganham liminares contra a medida provisória que determina o pagamento de qualquer contribuição sindical apenas por boleto bancário Nas últimas três semanas, sindicatos de diversas categorias e localidades do Brasil ganharam respaldo da Justiça contra a medida provisória do presidente Bolsonaro que ameaça a sobrevivência financeira do movimento sindical. Sete Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) foram impetradas no Supremo Tribunal Federal. Na primeira instância da Justiça Federal, ao menos 31 sindicatos tiveram liminares concedidas, incluindo a Adufrj. Editada na véspera do carnaval, a MP 873 obriga que o pagamento de qualquer contribuição sindical seja feito apenas por boleto bancário e proíbe a possibilidade de os trabalhadores autorizarem o desconto em folha de pagamento. O relator do caso no STF, o ministro Luiz Fux, decidiu que o julgamento das ações será realizado em plenário “tendo em vista a repercussão jurídica e institucional da controvérsia”. Fux pediu informações sobre o tema, mas a data de julgamento ainda não foi definida. Sob o impacto da avalanche de ações judiciais, o governo editou um decreto presidencial em 21 de março, reforçando o teor da MP. A iniciativa colocou lenha na disputa entre o Congresso e o Palácio do Planalto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), convidou representantes de centrais sindicais para uma reunião na próxima terça-feira para tratar da medida provisória. Entre os argumentos contrários à MP estão: o efeito de inviabilizar o funcionamento de milhares de entidades, a impossibilidade de o Estado interferir em organização sindical e a liberdade de associação dos cidadãos. “As Adins e as ações feitas pelos sindicatos reforçam a interpretação sobre a inconstitucionalidade de seus dispositivos”, disse a advogada da Adufrj Ana Luisa Palmisciano. “Esperamos que o STF paute rapidamente as ações diante do impacto na sobrevivência dos sindicatos”. As sete ações que chegaram ao STF têm como autores a OAB, as confederações das Carreiras Típicas de Estado, dos Servidores Públicos, dos Trabalhadores em Turismo, dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Áreas Verdes, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria e o PDT.

Uma administração que terá como "prioridade zero" o gerenciamento de riscos. Foi desta forma que os candidatos à reitoria pela "Minerva 2.0" (chapa 20) se apresentaram à comunidade da Coppe, no último dia 26. A unidade tem promovido encontros separados com as candidaturas: na véspera, a "A UFRJ vai ser diferente" (chapa 10) foi a primeira a apresentar suas propostas; na quinta-feira, será a vez da "Unidade e Diversidade pela Universidade Pública e Gratuita" (chapa 40).

"Não tenho a menor intenção de vir a ser o próximo reitor de uma tragédia anunciada. Não é risco zero, mas conseguir trabalhar com risco minimizado", afirmou o professor Roberto Bartholo, que é da própria Coppe. De acordo com ele, as recentes tragédias da universidade, como o incêndio do Museu Nacional, estão vinculados a um "nó". Um dos fios do entrelaçamento seria o orçamento insuficiente: "Não somente por não atender à universidade que desejamos, mas também inviável para nossas necessidades", disse, acrescentando o obstáculo do teto de gastos públicos. O outro fio seria o da gestão.

A partir deste diagnóstico, o candidato passou a citar exemplos de inovações institucionais que poderiam nortear a universidade em busca de soluções para seus problemas. "Um caso exitoso é o Parque Tecnológico. Podemos retirar ensinamentos dali. Para termos, na UFRJ, um parque artístico, um parque esportivo, por exemplo. Mas não tenho aqui uma fórmula pronta no bolso do colete de como seria essa configuração".

Bartholo também considera que os egressos da universidade "são um verdadeiro tesouro" e sugeriu o aproveitamento de uma rede dos ex-alunos em favor da UFRJ: "Sei que é outra economia, outra cultura, mas as universidades americanas são exemplares (neste aspecto)"

O professor prometeu reabrir a discussão em torno da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, empresa pública criada para gerenciar os hospitais universitários: "Existe uma discussão nesta universidade que acabou no limbo. A UFRJ é a única universidade de grande porte fora (da Ebserh). A questão foi retirada de pauta e nunca mais voltou". Bartholo entende que o tema precisa voltar a ser discutido para que a universidade tome uma posição.

Candidato a vice, João Felippe Cury observou que a universidade precisa melhorar sua imagem junto à sociedade. "Não temos que ficar contra a imprensa. Temos de mostrar uma agenda positiva", disse. Segundo ele, o nome da chapa (Minerva 2.0) junta a tradição e reputação da UFRJ com o 2.0, que significaria um "upgrade da gestão": "A gente não promete nada, mas a gente se compromete com valores, com princípios. Defendemos a universidade pública, gratuita e de qualidade,mas também eficiente, transparente e ética", completou.

Boa impressão na plateia

O professor Antonio MacDowell Figueiredo, do Programa de Engenharia Mecânica da Coppe, considera que a candidatura do professor Bartholo apresenta "um olhar diferente" sobre a universidade: "Traz algo muito sincero e muito aberto na busca de soluções mediante o diálogo, mediante a discussão. Agora, uma discussão que tenha fim. Como ele falou em relação a esse limbo (da Ebserh)".

Aluna do Programa de Engenharia de Produção da Coppe, Raquel Faraco considerou "interessante" a proposta com foco em gestão e inovação: "É uma questão importante, porque, queira ou não queira, você está trabalhando com recursos limitados". Raquel ainda não decidiu o voto: "Estou escolhendo, mas gostei muito da proposta", concluiu.

Qual a avaliação dos candidatos à sucessão na UFRJ sobre a atual reitoria? E o que fariam diferente? As questões abriram o quinto e último debate entre as três chapas na disputa, na quarta-feira, 27, no Fundão. A apresentação de propostas lotou o auditório do Quinhentão, no Centro de Ciências da Saúde (CCS). A comunidade acadêmica vai às urnas entre os dias 2 e 4 de abril. A chapa 10, “A UFRJ vai ser diferente”, composta pela professora Denise Pires de Carvalho e pelo professor Carlos Frederico Leão Rocha, não poupou críticas à administração do reitor Roberto Leher.  “Não é possível democracia sem infraestrutura para o ensino”, disparou a candidata à reitora. Ela destacou entre os aspectos negativos da atual gestão a taxa de evasão na graduação causada pela ausência da "política correta de assistência estudantil”. Denise Pires apontou falhas administrativas que independem de orçamento, como a institucionalização dos campi Caxias e Macaé. “A aprovação de um organograma e regimento só dependem de vontade política. Esse é um compromisso da chapa”, declarou a docente. “Apesar dos cortes, uma mudança na gestão pode, sim, ter impacto significativo para nossa vida ser melhor”, resumiu. O candidato a vice-reitor, Carlos Frederico, reforçou o argumento: “A pauta do Consuni está vazia. Precisamos voltar a discutir a universidade”. A chapa concluiu sua participação defendendo a mudança e a alternância de poder.  “Está na hora de fazer uma gestão mais eficiente e de qualidade. E quebrar o ciclo da gestão atual”, encerrou Denise. A chapa 20, “Minerva 2.0”, liderada pelos professores Roberto Bartholo e João Felippe Cury centrou a crítica à atual administração no problema estrutural das instalações da universidade, destacando a situação da Escola de Belas Artes, da Faculdade de Arquitetura e do Hospital Universitário. “Se uma a edificação está abaixo do nível desejado, não deve haver atividade ali. É preciso que haja alternativas”, disse Bartholo. A proposta de “gerenciamento de risco” foi classificada pelo candidato como “prioridade zero da chapa”. “Quando tudo é prioridade, nada é prioridade”, declarou o candidato. A chapa criticou ainda os “anacronismos” e “procedimentos superado por moderna tecnologia da comunicação”. “Não aprece razoável levar o tempo de uma gestação para a impressão de um diploma”, exemplificou. Entre os méritos da atual gestão, a chapa 20 destacou a discussão sobre inovação de modelo de gerenciamento a partir do convênio UFRJ e BNDES. “Diante de uma situação de cobertor curto, temos que facilitar acesso a outras fontes de recurso”, disse Bartholo. “Isso não significa abrir mão da autonomia universitária”, completou em outro momento. Vice da chapa, o professor João Cury, também avaliou como acerto a política estudantil atual. E afirmou que os “vulnerabilizados serão prioritários”. Oscar Rosa Mattos, candidato a reitor pela chapa 40, "Unidade e Diversidade pela Universidade Pública e Gratuita", não criticou frontalmente a gestão Leher. “Não vou criticar a atual reitoria. Vamos dizer os problemas que serão atacados. Temos conhecimento deque eles são reais”, justificou. Nas considerações finais, o candidato atacou a exposição da universidade: “As críticas devem ser feitas dentro da universidade, não nas redes sociais ou com fake news”, disparou. O candidato afirmou que pretende “manter a política estudantil e atacar o problema do assédio e da acessibilidade”. Em relação aos estudantes, foi enfático: “Vamos priorizar todas as conquistas dos estudantes. E buscar de todas as formas demantê-las e, se pudermos, ampliá-las”.  “Queremos uma universidade mais humana”, disse. O contrato entre a universidade e o BNDES também foi defendido por Rosa Mattos. “Dentro dos princípios que nos regem, temos que buscar recursos”, afirmou. O professor sublinhou o problema de estrangulamento da universidade. “Você pode ter a gestão de Marte que você quiser. Isso não vai resolver o problema de aposentadoria de 3 mil servidores da UFRJ”, ironizou o docente. E completou: “Até 2017, podemos falar em contingenciamento. De lá para cá, tivemos cortes mesmo. O que é muito mais grave”. Candidata a vice-reitora, Maria Fernanda Quintela usou a experiência administrativa à frente da decania do Centro de Ciências da Saúde por dois mandatos para falar em projetos para preservação da estrutura da universidade. “A segurança do trabalho é uma questão aflitiva para todos. No CCS, criamos brigadas de incêndio e conseguimos, muitas vezes, evitar acidentes”. Opiniões do público Na avaliação de quem assistiu ao debate, faltou mais ênfase em questões importantes como segurança, política de assistência estudantil e propostas efetivas para dar conta de um orçamento tão limitado. De acordo com Annyeli Nascimento, professora do Instituto de Economia e apoiadora da Chapa 10, há mais consensos do que divergências entre as candidaturas. No entanto, ela sentiu falta de alguns temas. “Foi um debate proveitoso, mas faltou aprofundar a discussão orçamentária para os próximos anos. Também senti falta (do tema) de segurança, especialmente no Fundão”. Já a professora do Instituto de Biologia, Deia Maria Ferreira, considera que o debate contribuiu para esclarecer mais a comunidade acadêmica sobre os candidatos. Ela considera que faltou, por parte da plateia, mais perguntas sobre assistência estudantil. E avalia que, neste quesito, se identifica mais com a Chapa 40. “Eles reafirmam políticas importantes e falam melhor sobre esses assuntos. As demais candidaturas, não”. Isabel Sampaio, estudante da Faculdade de Farmácia, também concorda que o debate é um importante instrumento para esclarecer propostas. Para ela, seria mais fácil escolher em quem votar, se conhecesse a equipe de cada candidatura. “Senti falta de conhecer os membros da pró-reitoria de cada chapa. Ainda estou avaliando as candidaturas. Não tenho chapa ainda”. Para Marcílio Alves, servidor do Instituto de Química, os debates têm formato e tempo que impedem que os candidatos abordem todos os assuntos da universidade, sobretudo as demandas. Ele aponta sua preferência. “Gostei mais das proposições de segurança e eletricidade no campus, da Chapa 20”. Marcílio considera que faltou tratar dos profissionais terceirizados e sobre os cargos extintos na UFRJ. (colaboraram Julia Noia e Giulia Ventura)

A Coppe iniciou na segunda-feira, 25, uma série de encontros com os candidatos à reitoria. Os professores Denise Pires de Carvalho e  Carlos Frederico Leão Rocha, da Chapa 10, "A UFRJ vai ser diferente" foram os primeiros convidados. Ao longo de duas horas, eles apresentaram propostas sobre ensino, pesquisa, extensão, gestão, ciência, tecnologia e inovação.

Denise Pires manifestou preocupação com os altos índices de evasão e retenção em algumas áreas da graduação. O que, de acordo com ela, também impacta na qualidade e na formação de futuros pesquisadores. "Precisamos de políticas para lidar com essa questão e resolver o problema. Se temos altos índices de evasão e retenção na graduação, isto traz consequências também à pós-graduação e à pesquisa".

Outro ponto defendido pela candidata foi a necessidade de a UFRJ se articular de maneira organizada e institucionalizada com empresas para desenvolver inovação. E citou o campus da universidade em Duque de Caxias como um local promissor na área de inovação - lá existe a graduação em Nanotecnologia, por exemplo. "Na Baixada Fluminense, há muitas indústrias com foco em inovação e que são potenciais parceiras do nosso campus em Santa Cruz da Serra".

Vice na chapa, o professor Carlos Frederico Leão Rocha criticou a atual reitoria da UFRJ. "Temos consciência de que os cortes no orçamento da universidade foram profundos. No entanto, há um problema de gestão que atrapalha os projetos da universidade", afirmou.

Ele defendeu que a instituição aprove internamente um marco legal de Ciência e Tecnologia. "Essa é uma das prioridades e para isso precisamos da Coppe, que tem experiência e conhecimento sobre o tema". Outro destaque feito pelo professor foi quanto à normatização das fundações "para dar maior segurança jurídica à FUJB e à Coppetec". Também elencou na lista de prioridades a redução da burocracia na tramitação de projetos de pesquisa propostos na universidade. "A pauta do Conselho Universitário não será esvaziada, como nos últimos quatro anos. Faremos planejamento e discutiremos os grandes temas sobre os quais precisamos nos debruçar. Estes são alguns deles".

Depois da rodada geral de apresentação, os docentes responderam a algumas perguntas da plateia. Uma delas foi sobre a comunicação da universidade para divulgação científica. Carlos Frederico afirmou que, caso eleitos, realizarão uma "mudança radical" no Fórum de Ciência e Cultura. "Ele foi criado para atuar neste quesito: divulgar ações de ciência e cultura da universidade. O Fórum não pode ter pauta própria. É preciso uma mudança radical nas ações do Fórum", afirmou.

Outra pergunta disse respeito ao funcionamento das bibliotecas para os cursos noturnos. Denise Pires disse que a proposta da chapa é estender o funcionamento das bibliotecas e salas de estudo até 22h.

Foram apresentadas propostas também de apoio e treinamento para jovens professores. Uma das políticas é a criação de um escritório de gestão de projetos, que seria criado no âmbito da PR-3, para orientar e apoiar os novos docentes no gerenciamento de projetos de pesquisa. Incentivar a inserção desses jovens professores em cursos de pós-graduação também está nos planos.

Canecão

O Canecão também foi assunto do debate. Para a professora, a antiga casa de shows "é o cartão-postal da ineficiência administrativa" da UFRJ. "O Canecão é nosso é só uma frase de efeito, mas é preciso saber: é nosso para quê?", questionou. Carlos Frederico informou que as três candidaturas estiveram reunidas com o atual reitor, professor Roberto Leher, que apresentou o projeto em desenvolvimento junto ao BNDES para exploração dos ativos imobiliários da universidade. "O Canecão não é mais nosso. Aquela área vai ser cedida por 50 anos. A contrapartida exigida é que seja uma casa de espetáculos. O reitor informou que não será privada, mas eu não conheço o projeto nos detalhes, portanto não posso afirmar".

O docente se disse envergonhado com a maneira com a qual a universidade conduziu a questão. "Eu me envergonho pela maneira como tratamos aquele espaço, assim como me envergonha a maneira como nós tratamos o hospital universitário", finalizou.

Próximos encontros

Nesta terça-feira, dia 26, será a vez de os professores Roberto Bartholo e João Felippe Cury serem sabatinados na Coppe. O debate está marcado para 11h30. Na quinta-feira (28), a unidade recebe os professores Oscar Rosa Mattos e Maria Fernanda Quintela, também às 11h30. Os encontros com os candidatos são realizados no auditório do CT 2, no Fundão.

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