Em ação movida pela Adufrj, a Justiça Federal determinou que a UFRJ deve reconhecer o direito de todos os docentes receberem as parcelas de férias nos períodos de afastamentos para capacitação – um doutorado, por exemplo –, desde 2008. A reitoria, porém, alegou dificuldades técnicas para identificar todos os professores nesta situação. Sindicalizados que se sintam prejudicados devem buscar o plantão jurídico da associação docente.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 13.800/2019, dos Fundos Patrimoniais, mas não agradou à comunidade científica. SBPC e ABC, entre outras entidades, cobram a retirada de vetos que teriam desfigurado o conceito original. Para o professor Fernando Rochinha, diretor de Tecnologia da Coppe, “todas as discussões foram desconsideradas”. A aprovação da lei foi acelerada depois do incêndio no Museu Nacional, em setembro de 2018. A ideia era facilitar as doações privadas para o museu e outros equipamentos públicos. Os principais vetos retiraram os incentivos ficais aos doadores e impediram as fundações de apoio de criarem e gerirem fundos patrimoniais. “Os vetos vão trazer prejuízo ao funcionamento dos fundos. A vedação às fundações é algo inexplicável”, critica Rochinha. “Quem é mais capacitado e tem mais expertise na captação de recursos para projetos de interesse da universidade do que suas fundações?”, indaga. A justificativa da Presidência para o veto é que este tipo de permissão poderia “comprometer instrumentos importantes para a fiscalização, prestação de contas e transparência de gestão das doações”. Rochinha discorda: “Órgãos de controle fazem parte dos procedimentos das fundações”, afirma.
A UFRJ melhorou sua nota, mas perdeu 24 posições desde 2017 no Ranking das Universidades de Economias Emergentes da revista britânica Times Higher Education (THE). Do ano passado para cá, a queda foi de dez posições – conquistou o 141º lugar (era 131ª em 2018). Entre as instituições brasileiras, a UFRJ caiu de quinto para sétimo lugar. O conceito geral subiu de 26,5, no ano passado, para 27,6. O levantamento incluiu 442 universidades de 43 países e foi divulgado dia 15. De acordo com a pró-reitora de Pós- -graduação da UFRJ, professora Leila Rodrigues, no entanto, não há novidade no ranking atual. O documento seria uma espécie de “subranking” do mundial, divulgado em julho do ano passado. “Os aspectos valorizados são retirados do ranking mundial, único para o qual a UFRJ fornece dados”, explicou. Assim, a queda de posição tem relação com a perda de pontos em um único quesito, das receitas advindas da indústria, como mencionado à época, esclareceu a pró-reitora. “No presente momento, estamos fornecendo, com prazo até o final de março, dados para o próximo THE World University Rankings que será publicado esse ano”, completou. As quatro melhores brasileiras, USP, Unicamp, PUC-RJ e Unifesp, também aumentaram as notas gerais no ranking das economias emergentes, mas caíram na classificação. Segundo o site do THE, a perfomance brasileira resulta da “turbulência política do país”. As notas do ranking das economias emergentes são distribuídas em treze critérios, e correspondem a cinco áreas com pesos diferentes. São elas: ensino (30%), pesquisa (30%), citações (20%), panorama internacional (10%) e renda da relação com a indústria (10%). De acordo com a professora Lara Thiensgo, secretária executiva da Rankintacs (Rede Brasileira de Pesquisa em Rankings, Índices e Tabelas Classificatórias na Educação Superior), as principais instituições brasileiras são públicas e o cenário de cortes de recursos deve ser considerado. “Uma das principais características das universidades de classe mundial é o alto financiamento. Não se faz pesquisa sem dinheiro”, ressaltou.
Lançados no fim do ano passado, dois editais oferecem 41 vagas de professores efetivos na UFRJ. No Edital nº 1.054/18, são 36 para o Magistério Superior, em seis centros da universidade. As inscrições vão até 17 de março. A Escola Politécnica é a unidade com mais vagas abertas (8), seguida pelo Instituto de Física (5), Instituto de Matemática e pela Coppe (ambos com 3), Instituto de Economia e a Faculdade Nacional de Direito (ambos com 2). No edital nº 1.065/18, há 5 vagas para a carreira do Magistério Básico, Técnico e Tecnológico, no Colégio de Aplicação e na Escola de Educação Infantil. Neste caso, as inscrições vão até 3 de fevereiro. São duas vagas para Matemática, uma para Música e uma para Educação Especial no CAp. E uma para Educação Especial na EEI. Para mais informações, basta acessar o link “concursos” no site da Pró-reitoria de Pessoal da universidade.
O Museu Nacional retomou, no dia 16, exposições para o grande público. Quando Nem Tudo era Gelo – Novas Descobertas no Continente Antártico é gratuita e acontece no Centro Cultural Museu Casa da Moeda O Museu Nacional retomou, no último dia 16, o trabalho de difusão científica para o grande público com a exposição Quando Nem Tudo era Gelo – Novas Descobertas no Continente Antártico. A mostra exibe 160 peças do projeto Paleoantar, um braço de pesquisa do Programa Antártico Brasileiro. “São fosseis de fauna e flora de 70 milhões de anos atrás, do período cretáceo, quando a Antártica ainda não era congelada e tinha uma floresta exuberante”, explicou a pesquisadora do projeto, Juliana Sayão. Oito itens foram resgatados recentemente dos escombros do incêndio do Museu, em setembro. “A Antártica representa nossa última fronteira de conhecimento, porque nunca foi populada e é de difi cílimo acesso. Isso faz com que todas as informações sejam praticamente inéditas”, explicou Sayão na abertura da exposição, no dia 16. Ela explicou que a Antártica é o laboratório ao vivo de toda a mudança climática do planeta. “É a região mais sensível a mudanças. A gente visualiza as transformações em tempo real”. Instalada no Centro Cultural Museu da Casa da Moeda, a exposição ocupa duas salas, com áreas interativas. A principal leva o público até 90 milhões de anos atrás, com rochas e fósseis. Nela, está, por exemplo, o segundo fragmento já registrado da falange – uma parte da asa – de pterossauro, um réptil voador. Ao lado, está uma reprodução do ambiente atual da Antártica com animais e equipamentos usados pelos pesquisadores nos acampamentos da expedição. A instalação traz um quadriciclo semelhante ao utilizado pela equipe da expedição para que os visitantes façam fotos com o cenário de um iceberg ao fundo. SERVIÇO A exposição é gratuita. E pode ser conferida de terça-feira a sábado, das 10h às 16h, e aos domingos das 10h às 15h, até o final de maio. O centro cultural fica na Praça da República, 26.