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O laboratório Central Analítica de Graduação, do departamento de Química Orgânica do Instituto de Química, pegou fogo na madrugada de segunda-feira, dia 3. A sala fica no sexto andar do bloco A do Centro de Tecnologia, mas pertence ao Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza. As imagens captadas pela câmera de segurança da sala mostram que o incêndio começou à meia-noite no local onde ficava o ar-condicionado. Ninguém se feriu. O laboratório possui vedação e porta corta-chamas, o que ajudou a conter o incêndio. “Nossa preocupação com a segurança evitou uma catástrofe”, revela o professor Pierre Esteves, coordenador do laboratório.
Foto: Lucas AbreuA diretoria da AdUFRJ esteve em Macaé para uma reunião com os professores do Centro Multidisciplinar da UFRJ naquele município, na quarta-feira (5). O objetivo era ouvir os docentes do Centro pessoalmente, suas sugestões e reivindicações. O presidente do sindicato, João Torres, apresentou as ações da gestão. A diretora Karine Verdoorn mostrou os principais convênios, especialmente os planos de saúde, conquista recente da AdUFRJ.
A conversa durou mais de duas horas. A atual conjuntura política e as condições de trabalho dos professores do Centro foram os principais assuntos debatidos. Uma das demandas mais fortes é que os docentes de Macaé não tenham mais que ir ao Rio para realizar perícias trabalhistas e médicas. Os professores querem garantir um bom atendimento pela equipe de saúde do trabalhador naquele campus.
Os planos de saúde também estiveram em pauta. A professora Inês Leoneza de Souza, do Instituto de Enfermagem, ponderou sobre o paradoxo vivido pelos docentes que, ao mesmo tempo, defendem o SUS e precisam do plano de saúde. As promoções e progressões funcionais também foram discutidos.
Na quinta-feira, a diretoria da AdUFRJ participou da cerimônia de posse do primeiro decano eleito do novo Centro, o professor Irnak Marcelo Barbosa. Na ocasião, a reitora Denise Pires de Carvalho invocou a união da universidade contra os cortes orçamentários que, até então, não tinham sido revertidos. “Somos resistência, seremos força. Não vencerão a nossa força e a nossa resistência”.
Foto: Fernando SouzaA AdUFRJ realizou uma panfletagem pró-Lula na tarde de terça-feira (27), no Largo do Machado. “Havia muita gente panfletando, de diferentes campanhas, mas não houve nenhum problema. Foi bem tranquilo”, afirmou o presidente do sindicato, professor João Torres. “Foi uma oportunidade de dialogar com a população e distribuímos todos os adesivos”, completou.
A semana chega ao fim com um alento. Depois de uma reação enfática, o governo recuou e anunciou nesta sexta-feira (7) a devolução às universidades e institutos federais dos R$ 328,5 milhões confiscados na antevéspera da eleição. Se confirmada, a tesourada poderia inviabilizar o funcionamento das instituições, deixando uma multidão de alunos sem aulas. Só na UFRJ, o confisco representaria R$ 18 milhões, comprometendo o pagamento de serviços básicos, como mostra nossa matéria da página 8. A situação, contudo, segue dramática: as verbas da Educação vêm caindo progressivamente no governo Bolsonaro.
A reação vitoriosa ao corte, que uniu estudantes, professores, funcionários e dirigentes, pode servir de inspiração à campanha de Luiz Inácio da Silva (PT) neste segundo turno. Ela teve foco, foi organizada e coletiva. Apesar de seus seis milhões de votos de dianteira no primeiro turno, ou mesmo por causa deles, a campanha de Lula está tendo o cuidado de traçar estratégias segmentadas e territoriais para confirmar a vitória no segundo turno. Por seu lado, o QG de Bolsonaro aposta nas máquinas dos governos de Minas, São Paulo e Rio para tentar uma virada. Veja as estratégias dos dois lados na página 3.
Nas páginas 4 e 5, trazemos um balanço dos resultados do primeiro turno, com destaque para um levantamento sobre a reeleição de candidatos “abençoados” pelo orçamento secreto. A nova configuração da Câmara dos Deputados, com análise do perfil das bancadas de mulheres, minorias raciais, LGBTQIA+, religiosos e armamentistas, é o tema da reportagem da página 6. Na página 7, especialistas avaliam as pesquisas no primeiro turno e cogitam alguns motivos para as diferenças entre as suas projeções e os resultados das urnas, como os dados defasados do censo do IBGE.
Mobilizada para levar a candidatura de Lula à vitória no segundo turno, a AdUFRJ vai participar de atos de rua nos próximos dias, como uma manifestação neste sábado, às 10h, na Quinta da Boa Vista. Mas não se afasta do dia a dia da atividade sindical. Esta semana, a diretoria foi até o Centro Multidisciplinar UFRJ Macaé para mostrar as ações em desenvolvimento e colher sugestões e reivindicações dos docentes. Confira AQUI. A luta continua, em todas as frentes.
Boa leitura!
Foto: Fernando SouzaA AdUFRJ lançou, dia 22, no Salão Pedro Calmon do campus da Praia Vermelha, um manifesto em defesa da universidade. O documento recebeu o apoio de 10 entidades nacionais. Entre elas, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Andes e Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). “Juntos, caminharemos neste sentido, com a convicção de que defender a universidade é defender a vida”, conclui o documento.
Vice-presidente da AdUFRJ e coordenadora do Observatório do Conhecimento, a professora Mayra Goulart avalia a universidade não só como um espaço de ensino, mas de inclusão e transformação da sociedade. “É esse projeto que a universidade pública representa. E é esse espaço que está em ameaça hoje”, disse. A docente chamou atenção para a necessidade de eleger representantes ao Legislativo que tenham compromisso com a Ciência e a Educação.
Representante da SBPC, a professora Ligia Bahia disse que é preciso avançar no processo de democratização das universidades públicas. “O número de médicos negros hoje formados pelas universidades públicas é igualzinho ao de 20 anos atrás. A gente precisa avançar muito mais”, disse. “A gente precisa que a universidade mude de cara, mude de cor em todas as áreas, e para isso é preciso muito mais investimento do que nós temos no momento”, completou.
Aos 92 anos, o jornalista e escritor Ivan Cavalcanti Proença arrancou muitos aplausos do público ao comparar grandes figuras da área da Educação, como Darcy Ribeiro e Paulo Freire, com os quadros indicados no governo Bolsonaro. “É tão horroroso conviver com a mediocridade desses indivíduos”. Mas o representante da ABI não perdeu a esperança e empolgou todos os participantes do ato. “É proibido perder a esperança, algum dia isso vai terminar”.