Accessibility Tools

facebook 19
twitter 19
andes3
 

filiados

WhatsApp Image 2022 10 10 at 08.02.48 1O laboratório Central Analítica de Graduação, do departamento de Química Orgânica do Instituto de Química, pegou fogo na madrugada de segunda-feira, dia 3. A sala fica no sexto andar do bloco A do Centro de Tecnologia, mas pertence ao Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza. As imagens captadas pela câmera de segurança da sala mostram que o incêndio começou à meia-noite no local onde ficava o ar-condicionado. Ninguém se feriu. O laboratório possui vedação e porta corta-chamas, o que ajudou a conter o incêndio. “Nossa preocupação com a segurança evitou uma catástrofe”, revela o professor Pierre Esteves, coordenador do laboratório.

WhatsApp Image 2022 10 10 at 08.02.48Foto: Lucas AbreuA diretoria da AdUFRJ esteve em Macaé para uma reunião com os professores do Centro Multidisciplinar da UFRJ naquele município, na quarta-feira (5). O objetivo era ouvir os docentes do Centro pessoalmente, suas sugestões e reivindicações. O presidente do sindicato, João Torres, apresentou as ações da gestão. A diretora Karine Verdoorn mostrou os principais convênios, especialmente os planos de saúde, conquista recente da AdUFRJ.
A conversa durou mais de duas horas. A atual conjuntura política e as condições de trabalho dos professores do Centro foram os principais assuntos debatidos. Uma das demandas mais fortes é que os docentes de Macaé não tenham mais que ir ao Rio para realizar perícias trabalhistas e médicas. Os professores querem garantir um bom atendimento pela equipe de saúde do trabalhador naquele campus.
Os planos de saúde também estiveram em pauta. A professora Inês Leoneza de Souza, do Instituto de Enfermagem, ponderou sobre o paradoxo vivido pelos docentes que, ao mesmo tempo, defendem o SUS e precisam do plano de saúde. As promoções e progressões funcionais também foram discutidos.
Na quinta-feira, a diretoria da AdUFRJ participou da cerimônia de posse do primeiro decano eleito do novo Centro, o professor Irnak Marcelo Barbosa. Na ocasião, a reitora Denise Pires de Carvalho invocou a união da universidade contra os cortes orçamentários que, até então, não tinham sido revertidos. “Somos resistência, seremos força. Não vencerão a nossa força e a nossa resistência”.

WhatsApp Image 2022 09 30 at 20.22.54Foto: Fernando SouzaA AdUFRJ realizou uma panfletagem pró-Lula na tarde de terça-feira (27), no Largo do Machado. “Havia muita gente panfletando, de diferentes campanhas, mas não houve nenhum problema. Foi bem tranquilo”, afirmou o presidente do sindicato, professor João Torres. “Foi uma oportunidade de dialogar com a população e distribuímos todos os adesivos”, completou.

bandeira adufrjA semana chega ao fim com um alento. Depois de uma reação enfática, o governo recuou e anunciou nesta sexta-feira (7) a devolução às universidades e institutos federais dos R$ 328,5 milhões confiscados na antevéspera da eleição. Se confirmada, a tesourada poderia inviabilizar o funcionamento das instituições, deixando uma multidão de alunos sem aulas. Só na UFRJ, o confisco representaria R$ 18 milhões, comprometendo o pagamento de serviços básicos, como mostra nossa matéria da página 8. A situação, contudo, segue dramática: as verbas da Educação vêm caindo progressivamente no governo Bolsonaro.
A reação vitoriosa ao corte, que uniu estudantes, professores, funcionários e dirigentes, pode servir de inspiração à campanha de Luiz Inácio da Silva (PT) neste segundo turno. Ela teve foco, foi organizada e coletiva. Apesar de seus seis milhões de votos de dianteira no primeiro turno, ou mesmo por causa deles, a campanha de Lula está tendo o cuidado de traçar estratégias segmentadas e territoriais para confirmar a vitória no segundo turno. Por seu lado, o QG de Bolsonaro aposta nas máquinas dos governos de Minas, São Paulo e Rio para tentar uma virada. Veja as estratégias dos dois lados na página 3.
Nas páginas 4 e 5, trazemos um balanço dos resultados do primeiro turno, com destaque para um levantamento sobre a reeleição de candidatos “abençoados” pelo orçamento secreto. A nova configuração da Câmara dos Deputados, com análise do perfil das bancadas de mulheres, minorias raciais, LGBTQIA+, religiosos e armamentistas, é o tema da reportagem da página 6. Na página 7, especialistas avaliam as pesquisas no primeiro turno e cogitam alguns motivos para as diferenças entre as suas projeções e os resultados das urnas, como os dados defasados do censo do IBGE.
Mobilizada para levar a candidatura de Lula à vitória no segundo turno, a AdUFRJ vai participar de atos de rua nos próximos dias, como uma manifestação neste sábado, às 10h, na Quinta da Boa Vista. Mas não se afasta do dia a dia da atividade sindical. Esta semana, a diretoria foi até o Centro Multidisciplinar UFRJ Macaé para mostrar as ações em desenvolvimento e colher sugestões e reivindicações dos docentes. Confira AQUI. A luta continua, em todas as frentes.
Boa leitura!

WhatsApp Image 2022 09 26 at 14.32.16Foto: Fernando SouzaA AdUFRJ lançou, dia 22, no Salão Pedro Calmon do campus da Praia Vermelha, um manifesto em defesa da universidade. O documento recebeu o apoio de 10 entidades nacionais. Entre elas, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Andes e Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). “Juntos, caminharemos neste sentido, com a convicção de que defender a universidade é defender a vida”, conclui o documento.
Vice-presidente da AdUFRJ e coordenadora do Observatório do Conhecimento, a professora Mayra Goulart avalia a universidade não só como um espaço de ensino, mas de inclusão e transformação da sociedade. “É esse projeto que a universidade pública representa. E é esse espaço que está em ameaça hoje”, disse. A docente chamou atenção para a necessidade de eleger representantes ao Legislativo que tenham compromisso com a Ciência e a Educação.
Representante da SBPC, a professora Ligia Bahia disse que é preciso avançar no processo de democratização das universidades públicas. “O número de médicos negros hoje formados pelas universidades públicas é igualzinho ao de 20 anos atrás. A gente precisa avançar muito mais”, disse. “A gente precisa que a universidade mude de cara, mude de cor em todas as áreas, e para isso é preciso muito mais investimento do que nós temos no momento”, completou.
Aos 92 anos, o jornalista e escritor Ivan Cavalcanti Proença arrancou muitos aplausos do público ao comparar grandes figuras da área da Educação, como Darcy Ribeiro e Paulo Freire, com os quadros indicados no governo Bolsonaro. “É tão horroroso conviver com a mediocridade desses indivíduos”. Mas o representante da ABI não perdeu a esperança e empolgou todos os participantes do ato. “É proibido perder a esperança, algum dia isso vai terminar”.

Topo