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Cerca de 300 pessoas participaram na manhã desta quarta-feira, 27, de um ato no Complexo da Maré em memória do estudante Marcos Vinícius da Silva, morto na semana passada durante uma operação policial na comunidade. Cerca de 300 pessoas participaram na manhã desta quarta-feira, 27, de um ato no Complexo da Maré em memória do estudante Marcos Vinícius da Silva, morto na semana passada durante uma operação policial na comunidade. Professores e estudantes das escolas da região se reuniram na quadra do Ciep Operário Vicente Mariano, onde Marcos estudava, levaram cartazes e lembraram episódios de violência na região. O ato terminou com um abraço ao Ciep. A mãe de Marcos, Bruna da Silva, acompanhou tudo vestindo uma camiseta com o rosto do filho. Disse que vai cobrar uma ação concreta do Estado pela morte de Marcos. "Vamos transformar esse luto em luta. Hoje sou uma mãe da Maré, mais uma que perdeu seu filho", afirmou. Entre os participantes estavam vários alunos da UFRJ e ex-alunos da UFRJ que são moradores da Maré. Entre eles Alexandre Dias, professor de História no Ciep Vicente Mariano. Graduado pela UFRJ, onde também fez mestrado, Dias disse que a operação que resultou na morte de Marcos não foi a primeira a causar pânico na comunidade. "Na hora do tiroteio eu estava em sala, levei os alunos para o corredor. É muito difícil para os alunos viverem tudo isso", afirmou Dias.    

O Conselho de Coordenação do Centro de Filosofia e Ciências Humanas homologou o resultado na tarde de segunda-feira (25). O candidato somou mais votos que o concorrente, professor Fernando Santoro, nos três segmentos O professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro, da Faculdade de Educação, foi eleito decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) para o quadriênio 2018-2022. O Conselho de Coordenação do CFCH homologou o resultado na tarde de segunda-feira (25). Durante a apuração realizada no dia 21, os votos de 29 docentes referentes à urna do segundo dia de eleição no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais haviam sido impugnados. A ata e as listas de assinaturas totalizavam 28 votantes, um a menos do que o contabilizado. O Conselho de Centro confirmou a impugnação. Corrêa e Castro obteve 26,55% dos votos (resultado ponderado entre os segmentos) contra 14,75% do professor Fernando Santoro, do IFCS. Brancos somaram 0,25% e nulos, 1,36%. O candidato eleito ganhou nos três segmentos. Entre os docentes, 170 a 114, com seis nulos e nenhum branco. Entre técnicos administrativos, 171 a 75, com três brancos e 12 nulos. Entre alunos, 299 a 214, com quatro brancos e nenhum nulo. O universo eleitoral era de 479 docentes, 425 técnicos-administrativos e 7.633 estudantes. Ainda não há data oficial para a posse do novo decano.

Enquanto o semestre não acaba, alunos, professores e técnicos equilibram as aulas com jogos da primeira fase da Copa do Mundo da Rússia. Muita gente assiste às partidas nos pátios e nas cantinas; o restaurante do diretório acadêmico da Escola de Química instalou um telão. Nos grupos de mensagens, um dos assuntos é a troca de figurinhas, na tentativa de completar o álbum. O professor Bruno Souza de Paula, do Instituto de Física (IF), organizou um bolão de apostas da unidade com a participação de 63 professores e ex-professores. Cada um pagou R$ 50 para apostar, e o prêmio do vencedor será uma TV de 49 polegadas de resolução 4K. Apaixonado por futebol, Bruno está confiante no hexa: “A seleção melhorou muito com o Tite”, afirma. “O time está organizado. Se o Neymar for bem, vai fazer diferença.” No entanto, diz que é preciso cuidado com o favoritismo exacerbado. “É um campeonato curto, muito mata-mata, um jogo pode mudar tudo.” Ele aponta Alemanha e França como outras postulantes ao título. Flamenguista fanático, o professor conta que o amor pelo futebol começou na infância, quando colecionava álbuns dos Mundiais. “O primeiro que completei foi o da Copa de 1990”, lembra Bruno, nascido em 1980. “Em 1994, não consegui, mas em 1998 e 2002 completei.” Na Copa de 2014, o professor assistiu a quatro partidas e destaca a integração entre as torcidas. “Foi divertido ver gente de outros lugares, menos os argentinos, acampados por todo lado”, brinca.

Uma manhã de tiroteio no Complexo da Maré, na última quarta-feira (20), causou uma tragédia: a morte do adolescente Marcos Vinícius da Silva, 14 anos, atingido quando estava a caminho da escola. Marcos morreu na quinta-feira, e o episódio revoltou a comunidade, localizada ao lado da Cidade Universitária. A Polícia Civil fazia uma operação para cumprir 23 mandados de prisão. Houve reação e intenso tiroteio com grupos criminosos. A Polícia Civil foi criticada por ter usado um helicóptero que realizava disparos. Foi aberto inquérito para apurar as circunstâncias da morte do estudante. Mais seis pessoas morreram. “É horrível, não entendemos a lógica de trocar tiros”, afirmou Diogo Nascimento, aluno de Matemática da UFRJ. Nas redes sociais, vários estudantes da universidade que são moradores da Maré relataram momentos de pânico. Enquanto isso, o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), moradora da Maré, segue sem punição, cem dias depois do crime. Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados no dia 14 de março, no centro do Rio.

“Lugar de velho é em casa”. “Você não é tão negra assim”. “Índio tem muito privilégio”. “Nem parece trans”. Essas são algumas das mensagens deixadas nas lixeiras de “Recicláveis?”, obra instalada no Parque Tecnológico da UFRJ “Lugar de velho é em casa”. “Você não é tão negra assim”. “Índio tem muito privilégio”. “Nem parece trans”. Essas são algumas das mensagens deixadas nas lixeiras de “Recicláveis?”, obra instalada no Parque Tecnológico da UFRJ. Criada por Thales Valoura, estudante e técnico da Escola de Belas Artes (EBA), a peça oferece bastões de madeira para que quem passa registre falas e situações para serem depositadas nas lixeiras reservadas a Machismo, Racismo, LGBTTfobia e Outros. O fundo de cada lixeira é transparente para que todos possam ler o conteúdo. A iniciativa, que integra o segundo ciclo da Galeria Curto Circuito de Arte Pública do Parque Tecnológico da UFRJ, está dando o que falar. Renato Alves, doutorando de Informática, confessa que usou o “Por que você está brava, é TPM (tensão pré-menstrual)?” em casa com a mulher. O jardineiro Ivan Junior já brigou por falarem “Macaco!” no futebol. E a estudante Larissa Carneiro cansou de ouvir “Engenharia não é para mulher” e “A culpa é do decote”. “A gente espera outra postura numa universidade”, lamenta. Professora de desenho da EBA, Dalila Pinto reconheceu imediatamente o “lápis cor de pele”, deixado na caixa do Racismo: “Sempre disse aos estudantes que isso não existe. Mas era uma explicação técnica de que tons são combinações de cores. Agora tenho a dimensão política da coisa”. O autor da obra destaca quatro conceitos: crítica social, didatismo, desmistificação da arte e participação do público. E afirma que o título “Recicláveis?” não é aleatório: “Até que ponto é possível reciclar um preconceito?”, indaga Thales, que critica a forma como as chamadas minorias são representadas. “Muitas vezes, aparecem na mídia de forma vazia e carregada de estereótipos”, avalia. ‘DIVERSIDADE É A CHAVE’ Leonardo Melo, coordenador de Desenvolvimento Institucional do Parque Tecnológico, diz que a obra resume a ideia do curto-circuito de uma galeria pública no Parque Tecnológico. “Diversidade é chave para inovação na sociedade em geral e nas empresas”. O Parque, segundo Melo, aposta na aliança entre arte e tecnologia – e entre diferentes unidades – para promover criatividade e humanização. “Somos UFRJ. A consolidação da Galeria como extensão é prova disso”. O coordenador celebrou a visita da diretoria da Adufrj ao Parque Tecnológico na segunda-feira, 11. “Esse diálogo nos fortalece como universidade”, destacou. A diretora Maria Paula Araujo (Instituto de História), deixou seu “Abaixo a gordofobia!” na lixeira “Outros preconceitos”. “Vivemos a ditadura das dietas e do visual fitness. Que as pessoas possam descobrir a própria beleza!”, resume.

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