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Beatriz Coutinho

WhatsApp Image 2021 12 17 at 14.15.21O cuidado com a saúde mental dos 14 mil servidores ativos da universidade é o principal tema do mais recente documento do Grupo de Trabalho Multidisciplinar sobre o Pós-pandemia da UFRJ. “Estamos divulgando e ampliando ações que já aconteciam”, conta a psicóloga Catiuscia Munsberg, da Seção de Atenção Psicossocial (SAPS), parte de uma das divisões da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST) que ajudou a formular o texto.
A publicação, divulgada no dia 13, informa que o funcionamento da SAPS foi inteiramente reorganizado em função da pandemia. “Criou-se um endereço de e-mail como nova forma de chegada ao acolhimento (...). Os atendimentos passaram a ocorrer de forma remota, com chamadas de voz e vídeo, mantendo-se as consultas psiquiátricas e atendimentos em saúde mental presenciais no Polo de Saúde Mental no IPUB”, diz um trecho.
No último caso, em regime de escala, mas de modo ininterrupto desde o início das medidas de distanciamento social. Hoje, com o retorno gradativo e seguro, permanece a possibilidade de os atendimentos ocorrerem de forma remota ou presencial.
Todos podem buscar o acolhimento em qualquer situação de sofrimento ou dificuldade vivenciada no trabalho ou relacionada a outras questões que envolvam a saúde mental.
O e-mail para contato é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. As mensagens são respondidas de segunda a sexta, das 8h às 17h. Após o primeiro e-mail, o interessado receberá um formulário para viabilizar o agendamento do atendimento. Há um endereço eletrônico específico para os gestores: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. “A gente não acredita só no cuidado do indivíduo. Há também as questões institucionais”, ressalta Catiuscia.
O documento “Atenção Psicossocial e em Saúde Mental aos Trabalhadores no Retorno Gradual e Seguro às Atividades Presenciais” é o sexto complemento das diretrizes lançadas pelo GT para orientar a volta aos campi, em novembro. Coordenadora do GT, a professora Maria de Fátima Bruno explica que a divulgação “fatiada” evitou uma publicação muito extensa. “Priorizamos aquilo que precisava colocar na rua logo”. O primeiro “anexo”, por exemplo, tratou do aplicativo Espaço Seguro, para classificar todas as instalações da universidade em relação ao risco de contágio pelo coronavírus.
As Diretrizes para o Retorno Gradativo, os documentos complementares, além das cartilhas – organizadas pelo Comitê de Biossegurança da UFRJ – podem ser acessados no site coronavirus.ufrj.br, na aba “Arquivos e Documentos”.

WhatsApp Image 2021 12 17 at 14.09.30A diretoria da AdUFRJ manifesta seu pesar pelo falecimento do professor emérito Ricardo Bicca de Alencastro, na madrugada do dia 16. Bicca foi diretor do Instituto de Química (1976 a 1980), onde construiu um grupo de pesquisa em modelagem computacional de fármacos e processos biológicos, se tornando um dos pioneiros da área no país. “Dotado de um conhecimento em Química excepcional, o professor Bicca traduziu, também, alguns dos principais livros didáticos da área de Química Orgânica usados em nossos cursos”, diz uma nota divulgada pela direção do IQ. “Era sobretudo um intelectual; uma pessoa que prezava o conhecimento e o saber em todas as suas formas de expressão. Fará enorme falta a todos, pelo exemplo que foi de amor e dedicação à ciência e ao saber”.
Diretor da AdUFRJ e representante dos professores eméritos no Consuni, Ricardo Medronho lamentou a perda do colega, na sessão realizada dia 16. “Foi um excelente professor e pesquisador. Autor de 147 artigos, seis livros, oito capítulos de livro, orientou muitas teses de doutorado e dissertações de mestrado”. O docente sugeriu uma moção de pesar do colegiado, aprovada por unanimidade ao fim da reunião.

WhatsApp Image 2021 12 10 at 20.22.49A comunidade do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e os cientistas da área estão de luto. Faleceu, no último dia 7, aos 73 anos, o diretor da instituição, Ronald Cintra Shellard. “A luta pelo respeito e ética sempre foi uma marca de sua gestão, valorizando a vida e a pessoa humana acima da posição ocupada na hierarquia profissional. Era capaz de brigar pela comunidade do CBPF e pela instituição com a mesma garra que defendia sua pesquisa científica”, diz nota divulgada na página do Centro. Shellard era pesquisador titular do CBPF desde 1994 e diretor desde 2015. Fez graduação em Física pela USP em 1970, mestrado em Física pelo Instituto de Física Teórica (1973) e doutorado em Física pela Universidade da Califórnia, Los Angeles (1978). Era presidente do Conselho Técnico-Científico (CTC) da Rede Nacional de Física de Altas Energias (Renafae) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, desde 2017. A perda foi lamentada pelo professor Nelson Braga, físico e representante dos titulares no Conselho Universitário. “Era uma liderança das mais importantes de Física para o país, um cientista de grande peso”. Ele propôs ao Consuni uma moção de pesar pelo falecimento do pesquisador, aprovada por unanimidade.

Beatriz Coutinho

fndPara comemorar a história daquela que é mais antiga que a própria UFRJ, a Faculdade Nacional de Direito e a Escola de Comunicação produziram o documentário “Os 130 anos da FND: História, Resistência e Liberdade”. O aniversário ocorreu em maio desse ano.
Para o lançamento, a direção da Nacional de Direito organizou uma cerimônia no dia 10, com transmissão no canal da FND, no Youtube. O documentário ficará hospedado também nas redes do TJUFRJ, o telejornal online da Escola de Comunicação.
Celebrar a história. É essa a principal importância do documentário, segundo a atual vice-diretora Carolina Pizzoeiro. A linguagem utilizada, explica Pizzoeiro, permite trazer, além da história, “o coração e o sentimento das pessoas”. Para a vice-diretora, é preciso que essa memória seja honrada, possibilitando caminhar para o futuro ciente da missão da Nacional de Direito de formar o pensamento jurídico brasileiro e da resistência às injustiças. “A FND, com suas mais de 500 vagas de entrada todos os anos, é hoje talvez a maior faculdade pública de Direito do país”, ressalta.
A professora Kone Cesário, vice-diretora da FND entre 2017 e 2021 e uma das organizadoras da obra, conta que a ideia do documentário foi motivada pela mudança no perfil da FND, ocorrida nos últimos anos graças à política de cotas. “É esse novo perfil do alunado que daqui a pouco estará nas bancas de advocacia, nas cortes, o que nos deixa muito orgulhosos”, explica Cesário. “Então, queremos deixar esse marco, deixar registrado para a História”.
“É um projeto belíssimo”, destaca a coordenadora do TJUFRJ e professora da Escola de Comunicação Carine Prevedello. Iniciado em janeiro e finalizado em dezembro, o documentário foi produzido totalmente pelos alunos dos cursos de comunicação social e jornalismo da UFRJ.

 

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Pela primeira vez, o Conhecendo a UFRJ foi realizado em meio remoto, entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro. Com 2,2 mil inscritos, o tradicional evento de apresentação da universidade aos estudantes do ensino médio ofereceu mesas temáticas especiais, estandes virtuais e 54 palestras de cursos de graduação.
Diante da impossibilidade de receber milhares de jovens em seus campi, como em edições anteriores, a reitoria inovou. “Os estudantes entravam em uma plataforma que simulava os estandes que nós tínhamos na experiência presencial”, explica a professora Ivana Bentes, pró-reitora de Extensão. “Sempre houve filas de ônibus estacionados, com quantidade enorme de escolas e estudantes participando. Buscamos manter um pouco dessa relação direta da troca nesse ambiente virtual”, completa.
A pró-reitora enfatiza que o Conhecendo a UFRJ tem uma dimensão além da apresentação dos cursos que vão conduzir as pessoas para o mercado de trabalho. O evento também fala da formação cidadã que a instituição proporciona. “Entrar para uma universidade pública muda a trajetória das pessoas”, diz Ivana. “Isso fica muito marcado na experiência dos jovens do ensino médio no Conhecendo a UFRJ, descobrindo este mundo possível”.
Renata Soares, da Superintendência de Integração e Articulação (Siart), que organiza o Conhecendo, destaca que as lives ficam disponíveis no canal da Extensão da UFRJ no Youtube. “Temos verificado visualizações crescentes, mesmo depois dos eventos”.
E tem mais. A Plataforma de Apoio a Eventos, desenvolvida pela Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da universidade, vai hospedar os 80 estandes virtuais expostos no Conhecendo, com atualizações. Só não haverá a mesma experiência imersiva das videoconferências, em tempo real, dos três dias do evento. O trabalho de migração é gradual. “Devemos ter uns 45 lá na plataforma, entre cursos e outros órgãos institucionais”, acrescenta Pricila Magalhães, também da equipe da Siart da Extensão.

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