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WhatsApp Image 2025 07 25 at 16.01.19Ainda não foi dessa vez que o Conselho Universitário aprovou a nova norma para as progressões e promoções dos professores. O tema estava na pauta da última reunião do Consuni, realizada na manhã de quinta-feira, 24. A decisão, no entanto, foi adiada porque o Conselho de Extensão, CEU, pediu a inclusão de ajustes na avaliação das atividades da área exercidas por cada docente. O pedido ocorreu na véspera do Consuni e os conselheiros concluíram que o tema deveria retornar para a Comissão de Legislação e Normas, CLN.
É a terceira vez que o assunto entra e sai de pauta. No Consuni do dia 12 de junho, houve solicitação de vistas do processo pelo professor Habib Montoya, representante de Macaé. Já na reunião de 10 de julho, os conselheiros decidiram que o parecer com as sugestões do docente fosse apreciado pela CLN.
A revisão da resolução tem como base uma decisão judicial favorável à AdUFRJ, do fim de 2023, para o retorno das chamadas progressões múltiplas. Ou seja, o texto do colegiado vai formalizar nas regras internas o que a sentença já garante: que o docente possa subir mais de um nível na carreira, se tiver mais de um interstício de trabalho para ser avaliado.
Mas há margem para outros aperfeiçoamentos. A AdUFRJ tem se empenhado para incluir na nova resolução a desburocratização dos processos internos de avaliação. “A AdUFRJ defende que documentos de conhecimento da universidade não precisem ser apresentados no processo de progressão”, argumenta a presidenta do sindicato, professora Mayra Goulart. “E que cada unidade determine quais documentos comprobatórios realmente importantes são necessários”.
Hoje, dependendo da unidade, até a portaria de admissão na universidade é requisitada para professores que já estão em níveis próximos ao topo da carreira. Ou seja, há Associados 4 precisando provar que estão na universidade há 20 anos.

MUDANÇA NO CALENDÁRIO
WhatsApp Image 2025 07 25 at 16.01.19 6O fim do segundo período letivo dos cursos de graduação será em 20 de dezembro. O Consuni aprovou o novo calendário acadêmico e estendeu as aulas em uma semana em virtude do feriado do BRICS e recessos. Não haverá mudança apenas para os cursos da Faculdade de Medicina do Rio e da Medicina e da Enfermagem de Macaé, que já possuem uma duração maior. O cronograma do Colégio de Aplicação ainda está sendo discutido. O próximo Conselho de Ensino para Graduados (CEPG) vai avaliar eventuais mudanças nas datas da pós-graduação.
O professor Carlos Riehl, representante dos Associados do CCMN, recomendou que o calendário de 2026 seja discutido e aprovado até novembro, quando os servidores fazem a marcação de férias. “As pessoas têm que programar suas férias. E a gente não pode prever quando tirar férias se não sabemos quando vão começar as aulas”, ponderou.

BIBLIOTECA INTERDITADA
Mais um problema causado pela precária infraestrutura da UFRJ. Decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, o professor Flávio Martins informou que a biblioteca Eugênio Gudin está interditada. Após infiltrações causadas por chuvas, verificou-se o risco de desabamento de parte do teto do espaço, localizado no Palácio Universitário, na Praia Vermelha. A previsão é que as intervenções necessárias para a segurança dos usuários sejam realizadas até 3 de agosto.

NOVO PRÓ-REITOR
DE GOVERNANÇA
Fernando Peregrino é o novo pró-reitor de Governança da UFRJ, substituindo a professora Claudia Cruz. O nome foi aprovado no Consuni do dia 24.WhatsApp Image 2025 07 25 at 16.01.19 5 Atendendo a um convite do reitor Roberto Medronho, o engenheiro levará para uma das áreas mais sensíveis da gestão a vasta experiência adquirida em diversos cargos administrativos: na Faperj, na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do governo do estado, na Finep e na Fundação Coppetec.

NOVA REVISTA DO CCS
A decania do Centro de Ciências da Saúde lançou, dia 14, a segunda edição da Revista do CCS. Produzida pela Assessoria de Comunicação e Divulgação Científica (Ascom/CCS), com apoio da Gráfica UFRJ, a revista aborda temas como inclusão e acessibilidade, educação para o futuro, pós-graduação, saúde única e biodiversidade. “Estamos muito contentes. A revista conta um pouco da história e do que está acontecendo no Centro de Ciências da Saúde”, disse o decano, professor Luiz Eurico Nasciutti. A publicação está disponível no site do CCS.

PESAR PELOS ALUNOS DA UFPA
Vários conselheiros manifestaram pesar pelo falecimento dos alunos da Universidade Federal do Pará que se dirigiam para o Congresso da UNE, em Goiânia (GO). O ônibus que levava os estudantes sofreu um acidente na rodovia BR-153, na altura da cidade goiana de Porangatu, na madrugada do dia 16. Uma carreta invadiu a contramão e atingiu o veículo da universidade.

SIAC EM SETEMBRO
A Semana de Integração Acadêmica (SIAC) será realizada entre os dias 22 e 26 de setembro.

TESES EM TRÊS MINUTOS
WhatsApp Image 2025 07 25 at 16.01.19 7Estão abertas as inscrições para o concurso 3MT – 3 Minutos de Tese, voltado para pesquisadores de doutorado. Promovido pelo Fórum de Ciência e Cultura e pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) da UFRJ, o 3MT é uma competição acadêmica em que estudantes de Doutorado da instituição apresentam sua tese em apenas três minutos, usando uma linguagem acessível para o público não especializado.
O objetivo é desenvolver habilidades de comunicação e permitir que os pesquisadores expliquem a importância de suas pesquisas de forma concisa e clara. “Esse 3MT vai permitir que nossos doutorandos sejam mais ouvidos, mais reconhecidos”, afirmou a coordenadora do FCC, professora Christine Ruta.
As inscrições vão até o dia 22 de agosto. Haverá prêmio de R$ 5 mil aos primeiros colocados. O edital e o formulário de inscrição podem ser acessados na página do Fórum de Ciência e Cultura ou da PR-2.

WhatsApp Image 2025 07 16 at 17.51.09 2Foto: Kelvin MeloAs licenciaturas estão em uma corrida contra o tempo. Uma resolução do Conselho Nacional de Educação torna obrigatória uma reforma curricular de todos os cursos da área até 30 de junho de 2026. Além disso, todos os estudantes que ingressaram nas licenciaturas desde 1º de julho de 2024 precisam se graduar pelo currículo novo.
Um seminário realizado nos dias 9 e 10 de julho no Centro de Tecnologia discutiu o assunto na UFRJ, que oferece 32 licenciaturas (três por EaD, 27 presenciais no Rio e duas presenciais em Macaé), envolvendo aproximadamente 14 mil alunos.
Para o professor Joaquim Silva, coordenador de Integração dos Cursos de Licenciaturas junto ao Complexo de Formação de Professores, o maior desafio será mudar a concepção das chamadas disciplinas de conteúdo específico. “Por exemplo, na química orgânica, disciplina que dou aula, não vou poder ensinar só os conteúdos como eu ensinaria para o bacharelado. Eu tenho que trabalhar com este futuro professor como ele poderá levar esses conteúdos para a escola”, afirma.
O docente considera essencial para esta reforma a criação de uma política institucional de co-docência — situação em que dois ou mais professores assumem uma atividade pedagógica, como uma aula ou uma oficina. “Da mesma forma que em um curso de Medicina, no qual os alunos têm interação não só com seus professores, mas com os médicos. Estamos trabalhando essa mesma concepção para a formação de professores”, afirma Joaquim. “Para formar os novos professores, a contribuição dos docentes da educação básica será muito importante. A gente entende que esse conhecimento é um saber produzido pelo professor na sua atividade profissional”.

ADAPTAÇÃO
Em novembro do ano passado, foi instituída na Faculdade de Educação uma comissão responsável pela elaboração de um Projeto Pedagógico que atenda às exigências das novas diretrizes curriculares para as licenciaturas — a faculdade é parceira das unidades na formação dos estudantes.
Nas últimas semanas, a comissão esteve em todos os Centros que oferecem licenciaturas para ampliar a discussão deste projeto. “O objetivo era apresentar o que estamos pensando para a formação de licenciandos”, informa a professora Ana Prado, coordenadora do grupo, que reúne representantes de todos os departamentos da FE, das coordenações de Licenciatura, Estágio e Extensão e um representante dos técnicos administrativos.
“Foram semanas intensas de apresentação. E foi muito positivo o seminário vir logo depois destes encontros”, avalia a docente. “Não é só uma discussão de carga horária. Para além disso, estamos pensando o que queremos enquanto formadores, o que nós queremos para as licenciaturas da nossa universidade, quais são nossas concepções. Estamos começando a trilhar um caminho que é muito potente”, conclui Ana Prado.
A professora Ana Lúcia Cunha, integrante da comissão da Faculdade de Educação, avalia a resolução de forma positiva. “É um texto que apresenta pontos muito interessantes, diferente da resolução do governo anterior que abria espaço para uma formação aligeirada dos profissionais”.
Mas não será mesmo uma adaptação fácil. Uma das principais mudanças da resolução diz respeito ao estágio curricular: antes concentrado nos períodos finais, agora precisará ocorrer desde o primeiro período dos cursos. “Do ponto de vista da formação dos docentes, é bom. Mas implica um rearranjo institucional muito grande”, diz Ana.
A comissão organizadora do seminário sobre as licenciaturas — formada por representantes do Complexo de Formação de Professores, da pró-reitoria de Graduação, da Faculdade de Educação, do CAp e do CEFET — prepara um documento que vai apontar as ações relativas à implementação da reforma e à instituição de política de co-docência. A ideia é divulgar o texto até o final deste mês.
A gravação do seminário pode ser acessada no canal do Complexo de Formação de Professores no Youtube.

WhatsApp Image 2025 07 16 at 17.51.09 3CULTURA O Boi Garantido, que rivaliza com o Caprichoso no Festival de Parintins, recepcionou os 313 docentes de 83 seções sindicais de todo o país na abertura do 68º Conad - Fotos: Eline Luz/AndesAlém do forte componente ambiental e da mobilização contra a privatização da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), o 68º Conselho (Conad) do Andes certamente ficará marcado como um “case” da exaustão da metodologia de debates e decisões nos conselhos e congressos do Andes. O encontro, realizado no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus, reuniu 313 docentes de 83 seções sindicais, de 11 a 13 de julho. E gerou, de forma inédita, um consenso em torno da necessidade de mudança da metodologia que transforma conselhos e congressos do Andes em longas e cansativas provas de resistência.
As longas e exaustivas jornadas — os trabalhos começam às 9h e podem se estender até 23h59 — são uma prática recorrente do grupo que há décadas controla a direção do sindicato nacional. Mas foram alvo de severas críticas no 68º Conad. O auge se deu no sábado (12), quando a plenária da noite, que deveria ser dedicada à atualização dos planos de luta, teve de se debruçar sobre questões ainda pendentes — os chamados “cabides” — do congresso do Andes realizado em janeiro. A pauta central da plenária sequer foi apreciada.
A professora Elisa Guaraná, presidenta da Adur, chegou a apresentar uma questão de encaminhamento propondo a imediata suspensão da análise dos “cabides”, mas a sugestão não foi acatada pela mesa. A plenária chegou ao fim sem que todas as pendências do congresso fossem resolvidas. Na manhã do domingo (13), diante da insatisfação generalizada com a condução desta questão, grupos de oposição e da situação chegaram a um acordo e a análise dos “cabides” foi suspensa.
“Esse episódio expõe a exaustão desse método de trabalho dos Conads e dos congressos do Andes. Uma metodologia que não melhora a qualidade do debate e acaba virando uma prova insensata de resistência”, criticou a vice-presidenta da AdUFRJ, professora Nedir do Espirito Santo, integrante da delegação do sindicato ao 68º Conad. As críticas à metodologia dos encontros nacionais do Andes são recorrentes nos grupos de oposição à atual direção do sindicato nacional.

QUESTÕES AMBIENTAIS
Afora as críticas ao método, a defesa do meio ambiente teve destaque no 68º Conad. O principal alvo foi o chamado PL da Devastação, em tramitação no Congresso. O projeto (PL 2159/2021) altera as normas de licenciamento ambiental no Brasil e é um retrocesso. Entre as medidas propostas está o “autolicenciamento”, pelo qual empreendimentos podem obter licenças automaticamente, sem análise prévia por órgãos ambientais.
“Isso pode resultar em mais desmatamento, poluição e impactos negativos sobre comunidades tradicionais e áreas protegidas. Trazer o Conad para cá tem muito simbolismo. Devemos lutar por uma Amazônia livre do desmatamento criminoso, do genocídio dos povos indígenas, da mineração desenfreada e da brutal violência contra seus defensores”, defendeu a presidenta da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), professora Ana Lúcia Gomes.
O PL também é criticado por não considerar a emergência climática e por ignorar a necessidade de consulta prévia a comunidades indígenas e quilombolas.
O encontro de Manaus marcou a posse da nova diretoria do Andes para o biênio 2025-2027. A gestão é encabeçada pelos professores Cláudio Mendonça (presidente), da UFMA, Fernanda Vieira (secretária-geral), da UFRJ, e Sérgio Barroso (tesoureiro), da UESB. A delegação da AdUFRJ ao 68º Conad foi composta por 15 docentes, tendo à frente à presidenta Mayra Goulart (delegada).
O encontro também aprovou as contas de 2024 do Andes e decidiu que o 69º Conad será realizado em São Luís (MA).

CANTOS, RIMAS E BATUQUES MOSTRAM A FORÇA DA AMAZÔNIA

WhatsApp Image 2025 07 16 at 17.51.09 4Foi difícil resistir ao apelo da menina Yará Sateré-Mawé. Aliás, foi impossível. Jovem cantora da etnia que primeiro desenvolveu o beneficiamento do guaraná, Yará separou a plateia em grupos por região e fez todos cantarem a “Farinhada” (Watynum U’i), de pé e batendo palmas, levando à plateia do 68º Conad um clima de alegria e emoção.
“Vocês gostam de farinha, não é? Então ajudem a gente a fazer a farinha?”, disse a cantora, com voz suave e marcante. Acompanhada pelo pai Natan (ao violão) e pela mãe Iaro e a irmâ Inara (na percussão), Yará proporcionou o momento cultural mais emblemático do encontro do sindicato nacional.
Sob a organização impecável da Adua, o 68º Conad trouxe às delegações de todo o país fortes expressões da cultura amazônica. Além do grupo Porating, formado por Yará e sua família, o encontro foi brindado com apresentações de maracatu, rap e toadas.
O grupo de maracatu Pedra Encantada, fundado em 2016, arrancou aplausos da plateia. Apadrinhado pela centenária Nação do Maracatu Porto Rico, fundada em 7 de setembro de 1916, o grupo trouxe canções do chamado “maracatu de baque virado”, que tem origem nos terreiros de candomblé. A força dos atabaques, gonguês e caixas fez os docentes ficarem de pé e acompanhar com palmas as canções.
O rapper W MC também não deixou ninguém ficar sentado. Com suas rimas de improviso que falam do cotidiano de um jovem de periferia em Manaus, o cantor expôs nos versos cantados o preconceito racial e as dificuldades de sobrevivência de boa parte dos brasileiros.
Já o grupo “Wotchimaücü”, da etnia ticuna, mostrou suas tradições culturais em forma de canto. O grupo foi formado em 2005 por indígenas de Tabatinga (AM) e hoje faz apresentações por todo o país.

WhatsApp Image 2025 07 16 at 17.51.08Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, o professor Renato Janine Ribeiro reagiu à chantagem política do tarifaço de Trump. No discurso de abertura da Reunião Anual da SBPC, em Recife (PE), no último dia 13, o docente manifestou o unânime repúdio de toda a diretoria e conselho da entidade à ameaça do presidente norte-americano à soberania do Brasil.
“Evidentemente nos referimos às últimas notícias de Washington, com o presidente Donald Trump decidindo aplicar a nossas exportações para os Estados Unidos tarifas absurdamente elevadas, numa chantagem raras vezes vista nas últimas décadas e sem precedentes no século XXI – até mesmo exigindo que nossa Justiça absolva e solte autores de um crime detestável: um golpe contra o regime democrático”, disse.
Para Janine, é necessária a unidade de todo o povo e é dever da comunidade científica brasileira abraçar a defesa do país. Com duas prioridades: a proteção dos vulneráveis e a necessidade de aumento da produção de bens e serviços.
Mas nada disso adiantará sem o devido reconhecimento do governo ao papel da ciência, tecnologia e inovação, “assegurando os recursos que financiem os avanços na pesquisa que sejam cruciais para vencermos as ameaças que hoje pairam sobre nós”.
Confira abaixo os principais trechos do discurso do dirigente.

“(...) O equilíbrio dos poderes, invenção da Constituição norte-americana, funcionou melhor nos tempos recentes aqui do que lá. Assim, a defesa da democracia, da soberania, é o primeiro ponto que a SBPC, aqui, afirma, na minha voz”.
“Um segundo ponto a salientar é o do repúdio a uma taxação sobre nossas exportações decretada sob alegações mentirosas. É de todos conhecido um fato simples, elementar, inquestionável: que na balança econômica com os Estados Unidos compramos mais do que vendemos. Trump, aqui, mente.”
(...)
“Não aceitamos imposições que violem nossa dignidade, a vontade livremente expressa por nosso povo em eleições livres, a segurança garantida pelo Estado de Direito”.
(...)
“Um país digno, um povo altivo, quando vê sua soberania nacional ameaçada, se une. As divergências se calam, ante o valor superior da defesa de sua independência”.
(...)
“Somos uma sociedade científica, a maior da América Latina, uma das maiores do planeta, que hoje abre sua Reunião Anual, que é a maior de nossa parte do mundo. Entendemos que, quando nosso país está ameaçado, e com ele a ordem mundial laboriosamente construída após a II Guerra Mundial, é dever da comunidade acadêmica e científica brasileira defender nosso país.”
“(...) é a ciência que hoje mais desenvolve a produção, seja de bens, seja de serviços; é ela também que delineia as melhores estratégias de combate à fome, à miséria, à injustiça. E é por isso que entendemos ser vital o Governo brasileiro reconhecer o papel da ciência, assim como da tecnologia e inovação, para defender nossa soberania enquanto nação e enquanto povo, assegurando os recursos que financiem os avanços na pesquisa que sejam cruciais para vencermos as ameaças que hoje pairam sobre nós”.
(...)
“Alertamos assim o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, assim como os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, para a necessidade de tratar a ciência como o que ela é: hoje em dia, o fator mais poderoso para vencer ameaças à produção e, além dela, à soberania nacional e à soberania popular, que são indissolúveis. E com isso declaro aberta a 77ª Reunião Anual da SBPC, sob o signo da ciência, da democracia, do amor ao Brasil!”

96 pesquisadores desistiram de fazer doutorado sanduíche nos EUA

Os ataques do governo Trump aos cientistas produziram mais uma triste estatística, recém-divulgada pela Capes. Segundo a agência, ao menos 96 pesquisadores brasileiros desistiram de fazer parte de seus cursos de doutorado nos Estados Unidos. Eles teriam acesso a bolsas de doutorado sanduíche naquele país, mas optaram pela mudança de destino ou adiaram a pesquisa.
“Há algumas áreas de pesquisa que têm sido impedidas nos Estados Unidos, projetos que têm sido cortados”, diz a presidente da Capes, professora Denise Pires de Carvalho. A dirigente ressaltou que as desistências ocorreram antes mesmo da solicitação do visto americano.
“Com certeza, foi algum motivo relacionado ao desenvolvimento do projeto de pesquisa nos Estados Unidos. O coordenador brasileiro, o americano ou os dois decidiram que, nesse momento, é melhor não ir”, afirma.
Pelo programa de doutorado sanduíche no exterior, a Capes oferece bolsas às pós-graduações brasileiras. Cabe aos próprios programas decidirem os países de destino junto aos pesquisadores. Entre julho e agosto, a Capes começa a fazer os pagamentos para que os estudantes viajem, em setembro, e desenvolvam parte da pesquisa no país escolhido.

SEM RESTRIÇÃO OFICIAL
Segundo Denise, não há, até o momento, restrição oficial aos estudantes brasileiros nem cortes nas bolsas para os EUA por parte dos programas brasileiros. Mas, por conta do contexto internacional, essa oferta tem caído.
No ano passado, foram concedidas 880 bolsas para os Estados Unidos. Neste ano, a intenção era chegar a 1,2 mil, mas estão previstas apenas 350.
Ela faz um alerta: “Eu chamo a atenção aos alunos e orientadores, dos pós-graduandos e orientadores, que a Capes está preparada para trocar o país de destino, para que não haja prejuízo das teses desses estudantes de doutorado e, no caso do pós-doutor, para que não haja nenhum prejuízo no seu projeto de pesquisa. Para que ele possa voltar para o Brasil e implantar essa nova tecnologia no nosso país”. (Fonte: Agência Brasil. Edição: AdUFRJ)

 

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