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A UFRJ passou exatamente um mês sob a angústia de iniciar 2026 com um orçamento mais apertado do que esperava. No dia 19 de dezembro, o Congresso cortou R$ 488 milhões do custeio das universidades, sendo R$ 25,3 milhões da instituição. Na noite de 19 de janeiro, o alívio veio com a notícia de recomposição das verbas pelo governo Lula.
“Traz um ótimo alento para nós”, comemorou o reitor Roberto Medronho. “Entretanto, teremos ainda a necessidade de suplementação orçamentária ao longo do ano para que possamos desempenhar melhor nossas atribuições”.
“Mas, assim como em 2025, posso assegurar que não haverá corte de nenhum item essencial. Vamos manter a universidade aberta, pois é isso que a sociedade espera da gente”, completou o dirigente.
A “tesourada” na UFRJ fez parte de uma manobra do Legislativo para turbinar emendas parlamentares e o Fundo Eleitoral em mais de R$ 11 bilhões, o que deixou o reitor indignado.
“Estavam cortando a Educação para fazer a política de varejo. Emendas parlamentares podem até existir — o ideal seria que nem existissem — mas em um nível muito menor do que estamos vendo hoje”, disse Medronho. “Isso é muito ruim para a sociedade. O governo foi eleito para implantar suas políticas públicas, mas precisa de dinheiro”.
O reitor apontou resultados de ações da UFRJ — como a pesquisa de apoio à exploração do pré-sal e o medicamento polilaminina para reversão de lesões medulares (leia mais em entrevista na página 8) — para justificar a importância do investimento na educação superior. “Se a gente faz o que faz com um orçamento muito aquém das nossas necessidades, imagine se a gente estivesse recebendo recursos adequados ao nosso funcionamento”, completou.
AINDA FALTA
Por enquanto, a recomposição aconteceu na rubrica voltada para o funcionamento da universidade: R$ 19,2 milhões, já divulgada no Diário Oficial de terça-feira (20). A administração central aguarda outras publicações do governo com o restante das verbas retiradas pelo Congresso. Em especial, na assistência estudantil, que sofreu uma redução de R$ 4,6 milhões. “Estamos esperando que saia uma nova portaria com esses itens que são muito importantes para o nosso funcionamento”, afirmou Medronho.
Enquanto isso não acontece, a universidade faz contas para fechar o ano: as chamadas receitas próprias (de R$ 61,3 milhões) não sofreram alteração entre a proposta do governo e a aprovação do Congresso. Mas, como o próprio nome indica, são recursos que dependem da arrecadação da universidade a partir de aluguéis de terrenos, entre outras fontes.
Sobre estes valores, porém, haverá uma perda gradativa ao longo do exercício fiscal. Desde o ano passado, entrou em vigor um dispositivo que ampliou o alcance da Desvinculação das Receitas da União (DRU) para as verbas patrimoniais das universidades.
No caso da UFRJ, a medida representou um recolhimento ao Tesouro de aproximadamente R$ 18 milhões em 2025. E a expectativa da pró-reitoria de Finanças (PR-3) é que o valor seja um pouco maior este ano, em função do reajuste dos contratos de aluguel.
A conta da UFRJ é ainda mais complexa por carregar um passivo de exercícios anteriores. A PR-3 estimava um déficit acumulado de R$ 64 milhões desde 2016 até o fim do ano passado, sendo R$ 25,5 milhões o total até 2024 . O déficit preciso de 2025 ainda não foi calculado pois a maioria das notas fiscais de dezembro ainda não chegou.
SOLUÇÕES INOVADORAS
Apesar de todas as dificuldades, as despesas consideradas principais estão em dia ou dentro do prazo que as empresas devem entregar o serviço sem suspensão do serviço, pela legislação federal. “Contratualmente, as empresas se obrigam a ter dois meses no caixa delas para fazer frente às oscilações do orçamento do poder público. O problema é que certas empresas não têm esse capital de giro”, afirmou o pró-reitor de Gestão e Governança, Fernando Peregrino.
Um caso recente que circulou nas redes sociais foi o da firma responsável pelos restaurantes universitários, atrasando o pagamento de salários dos funcionários terceirizados. “Nós não temos dívida com eles. Ela que não pagou aos funcionários”, disse Peregrino.
Em paralelo à demanda por mais orçamento, a administração central vai lançar ainda este ano uma iniciativa inédita em busca de respostas para os problemas da UFRJ. O 1º Concurso de Soluções Inovadoras convocará a própria comunidade acadêmica a pensar ideias que poderão ser contratadas pela instituição em um futuro próximo, com potencial de redução das despesas.
“Vamos eleger alguns problemas. Por exemplo, reduzir custo de água na universidade. Eu descrevo este problema. As pessoas apresentam suas propostas e, após as filtragens, chegamos a um vencedor. Vamos poder comprar aquela solução sem fazer uma licitação tradicional”, disse Peregrino.
“O poder público só pode comprar alguma coisa de mercado. Neste caso, ele vai comprar algo que não existe: uma ideia. E poderemos financiar o desenvolvimento dessa ideia”, explicou.
A tarefa de dirigir a pró-reitoria de Finanças (PR-3) em um ano tão delicado caberá à professora Gisele Viana Pires, da Faculdade de Medicina. Ela foi nomeada pro tempore, no lugar do professor Helios Malebranche. A indicação precisa ser aprovada pelo Consuni, que está em recesso.
“Agradeço muito a dedicação do professor neste período todo. Já a professora Gisele agrega à nossa equipe uma experiência fantástica. Ela foi diretora de graduação da Faculdade de Medicina, pró-reitora de graduação da UFRJ (2019 a 2023) e trabalhou os últimos anos na SESu (Secretaria de Educação Superior). Estou muito feliz com a chegada dela”, afirmou o reitor Roberto Medronho. “Eu a nomeei em caráter temporário. O nome será colocado em votação na primeira sessão do Conselho Universitário do ano”, completou. O colegiado retorna aos trabalhos em fevereiro.
OBSERVATÓRIO DO CONHECIMENTO DENUNCIA INTERFERÊNCIA DE
EMENDAS PARLAMENTARES NA EXECUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
A crescente influência das emendas parlamentares no orçamento da União não é objeto de indignação apenas do reitor da UFRJ. Em nota divulgada esta semana, o Observatório do Conhecimento — rede de associações docentes que defendem a universidade pública — critica que esse tipo de execução das verbas não permite previsibilidade às políticas públicas, “uma vez que as emendas dependem da configuração política e prioridades parlamentares, ressaltando seu caráter altamente instável e dissipativo”.
“As emendas parlamentares, enquanto fontes de financiamento, são precárias, instáveis e erráticas”, analisa a professora Mayra Goulart, coordenadora do Observatório do Conhecimento. “As emendas dificultam a programação e a previsibilidade das instituições de ensino e pesquisa”, analisa a docente.
Dados extraídos em 20 de janeiro do Painel do Orçamento Federal mostram que as receitas das universidades de 2026 serão suplementadas em R$ 506 milhões por emendas parlamentares (R$ 242 milhões, individuais, e R$ 263 milhões, de bancada). Um valor que supera a atual recomposição feita pelo governo Lula nas instituições federais de educação superior. Só a UFRJ terá R$ 21,1 milhões deste montante.
Enquanto as emendas ganham espaço, o orçamento geral continua muito abaixo das necessidades e do montante já destinado, no passado, às universidades federais. O Observatório aponta que o montante de recursos de 2026 equivale a 45,9% do orçamento de 2014, em valores corrigidos pela inflação.
“Embora tenhamos tido importantes recomposições, especialmente no atual governo, o orçamento ainda está aquém daquilo que já foi. Então, muitos parlamentares tentam contribuir de alguma maneira com o orçamento dessas instituições”, explica Mayra. (colaborou Silvana Sá)
A primeira segunda-feira de 2026 teve ares de festa para a pesquisadora Tatiana Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Logo às seis da manhã, ela confirmou pelo Diário Oficial da União o que dezenas de ligações para o seu celular já tentavam informar: a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do início da primeira fase de estudos clínicos com humanos da polilaminina, medicamento experimental para tratamento de lesões da medula ao qual ela se dedica há mais de duas décadas.
"Foi uma felicidade acordar com a notícia da aprovação do estudo clínico. Saiu no Diário Oficial logo cedo. E ela veio junto com a aprovação pelo Comitê de Inovação, uma instância nova criada pela Anvisa para avaliar os casos mais urgentes e com maior impacto para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. A aprovação do estudo clínico da polilaminina foi a primeira decisão desse novo comitê", comemorou Tatiana, recebida no ano passado pelo presidente Lula, que entrou na "campanha" pela aprovação do estudo clínico pela Anvisa.
O objetivo da primeira fase de estudos é avaliar a segurança da polilaminina, observando potenciais riscos e efeitos colaterais da aplicação. "É importante dizer que esse estudo clínico inicial é pequeno, apenas para cinco pacientes, e deve evoluir rapidamente. Acredito que ele comece daqui a um mês, e que possamos logo ter a comprovação da segurança em um estudo regulatório. Isso vai abrir as portas não apenas para a fase 2, para lesões recentes, a próxima etapa que já está programada, mas também nós vamos poder pedir outros estudos, inclusive para testar o efeito da polilaminina em lesões crônicas, de meses ou anos", se entusiasma a pesquisadora.
Nessa primeira fase do estudo clínico, o medicamento será aplicado em cinco pacientes de 18 a 72 anos, com lesões da medula entre as vértebras T2 e T10, ocorridas até 72 horas antes. Até agora, a polilaminina tem se mostrado altamente promissora para o tratamento desse tipo de lesão. Um caso de evolução notável já registrado com a droga foi o do bancário Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, que foi diagnosticado com tetraplegia depois de um acidente de carro em 2018. Graças ao uso da polilaminina, ele recuperou parte dos movimentos.
Foto: Fernando Souza/Arquivo AdUFRJ
Divulgação/Oga MitáA ADUFRJ acaba de ampliar sua cartela de convênios com benefícios aos professores sindicalizados e seus dependentes. A escola Oga Mitá, tradicional instituição da Zona Norte da cidade, está com matrículas abertas em uma parceria inédita com o sindicato. Dependentes de filiados têm 30% de desconto na matrícula e 15% nas mensalidades, desde que pagas até o dia 3 de cada mês. A escola atende da Educação Infantil ao Ensino Médio e tem unidades na Tijuca e em Vila Isabel.
No setor privado de ensino, a escola Oga Mitá se destaca pela atuação e cultura democráticas. Fundada em 1978, seus processos pedagógicos e administrativos têm como base a atuação coletiva. O calendário acadêmico é definido pela equipe escolar, pais e estudantes. Os valores de mensalidade também. “A gente tem um processo de gestão democrática. Semestralmente, a gente faz o planejamento participativo. Esse grupo fez o planejamento para 2026 e definiu o valor da mensalidade. Eu acho que no Rio temos exclusividade nessa metodologia. Chama-se Processo-Projeto Oga Mitá. Não conheço outra escola particular com essa perspectiva”, orgulha-se o diretor e fundador do colégio, Aristeo Leite Filho.
“A gente fez uma escola diferente da que a gente teve. A gente não quer uma escola impostora, impositiva, punitiva”, avalia o diretor. “Se um aluno quebra a vidraça, ele vai para a biblioteca fazer um trabalho sobre quais consequências aquele ato gerou, o que poderia ter acontecido de pior e o que ele fará pra arrumar o que fez. É a conscientização dos atos e a responsabilização na cooperação, na solidariedade”, defende.
A escola resiste a um modelo predatório de ensino, imposto por grandes conglomerados internacionais de educação. “Trabalhamos a consciência ambiental, a educação pela paz, a antiviolência, o antirracismo. Normalmente, são elementos que não aparecem na proposta pedagógica das escolas. A gente integra essas questões sociais e humanitárias na grade curricular”, afirma o diretor.
Aristeo é professor do Departamento de Estudos da Infância, da Faculdade de Educação da UERJ, e professor do curso de Especialização em Educação Infantil da PUC-Rio. A atuação diária na formação de professores e no desenvolvimento de pesquisas sobre educação demonstra que o setor privado tem sucumbido a uma lógica predatória de ensino. “A gente tem visto barbaridades no setor. A qualidade passa pelo equilíbrio pedagógico-financeiro. É isso que norteia esses conglomerados de educação. Não há um compromisso com a formação cidadã”, avalia. “Esses conglomerados compraram as instituições de ensino e as editoras de livro didático”.
DIRETOR: “A gente não quer uma escola impositiva, punitiva” - Foto: acervo pessoal
O diretor conta que manter uma escola independente é um processo difícil, mas necessário. “Resistir é uma luta diária, que passa pelos resultados que a gente tem tido com a formação dos nossos estudantes. Nossos ex-alunos, que retornam com seus filhos e já com seus netos, são resultados desse processo”, acredita Aristeo. “São pessoas que compreenderam que educar crianças é um processo coletivo. A escola não é um prédio. A escola são pessoas. A escola não pode ser encarcerada, não pode ser punitiva. Oga Mitá busca o equilíbrio entre ensinar e educar. Escola boa é onde a gente aprende com relações comunitárias e participativas”.
AFETO E
RESPONSABILIDADE SOCIAL
A escola trabalha três princípios: cooperação, afetividade e autonomia. “A cooperação vai na contramão de escolas que preparam para a competição; a afetividade trabalha o acolhimento e as amizades. Já a autonomia permite a livre expressão dos alunos. Os nossos quadros murais expressam através do registro quem é aquela turma, o que eles gostam, do que têm medo, o que estão fazendo”, conta Aristeo. “É uma escola que expressa essa vivência. A Oga Mitá tem vida”.
O nome Oga Mitá significa, em tupi, oca curumim, a casa da criança. “Esse nome é para reforçar a importância da cultura brasileira, da cultura de quem estava aqui antes de os portugueses chegarem. O nosso nome é um posicionamento crítico e político”, reforça o diretor. “Não formamos o aluno só para passar no Enem. Isso faz parte, mas o cerne é formar o cidadão que respeite o outro, que melhore o mundo, que compreenda que não dá para viver sozinho”, conclui.
A fotógrafa Fabíola Lima, mãe do Antônio, de 7 anos, escolheu a escola justamente pela sua posição político-pedagógica. “O que me faz acreditar no Oga e ter esse encantamento pelo colégio é testemunhar a forma como eles veem a infância. Eles respeitam a criança, ela é ouvida, trabalham sua individualidade”, avalia Fabíola. “A maneira que a escola se posiciona politicamente é outro diferencial. Não há eventos de dia das mães, dia dos pais. A escola consegue fugir da influência do mercado”, conta. “Há forte valorização da cultura afro-brasileira, dos povos originários, e eu vejo o quanto o Antônio se apropria mesmo desses conteúdos”, atesta.
Antônio vai completar cinco anos no colégio. Chegou aos dois anos de idade. “Minha formação inicial é em licenciatura”, conta a mãe. “Quando conheci Oga Mitá, não tive dúvidas de que um dia meu filho estudaria lá. Eu admiro muito como eles conduzem o dia a dia da escola. Confio muito. Trabalham valores inegociáveis de cidadania”.
CARTELA DE CONVÊNIOS AMPLA
A ADUFRJ também possui convênios com outros colégios do Rio e de Macaé, como Meaple Bear Tijuca, Centro Educacional da Lagoa, Creche Escola Amanhecendo, Creche Escola Recriar, Jardim Botânico Educação Infantil e Escola Alpha. Ainda há parcerias com cursos de idiomas, academias, farmácias, home care e outros serviços. Mais informações podem ser obtidas pelo nosso site adufrj.org.br/servicos/convenios. Para solicitar o desconto com algum dos parceiros do sindicato, é necessário enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com o assunto “solicitação de convênio”.
Magno Junqueira
Professor Associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Coordenador do Laboratório de Espectrometria de Massa Translacional e Neuroproteômica - LEMTEN
A universidade pública brasileira vive hoje um conflito profundo entre seu papel social, suas ambições científicas e a realidade do financiamento. De um lado, espera-se que ela seja inclusiva, garanta permanência estudantil por meio de políticas como o restaurante universitário, bolsas e moradia. De outro, cobra-se produtividade científica de padrão internacional, inovação, patentes, empreendedorismo e impacto econômico. O problema central é que essas duas missões vêm sendo exigidas sem o financiamento compatível com nenhuma delas. Desde 2018, o orçamento discricionário das universidades federais, que sustenta laboratórios, contratos de limpeza, segurança, energia, insumos e assistência estudantil, sofreu cortes severos em termos reais. Em vários períodos, as perdas ultrapassaram 40%. Embora tenha havido recomposições parciais recentes, a instabilidade orçamentária tornou o planejamento de médio e longo prazo praticamente inviável. Não se faz ciência de fronteira com orçamento intermitente.
O debate sobre o “bandejão” é emblemático. Ele consome parcela visível do orçamento, mas não é um luxo: é política de permanência. Sem alimentação subsidiada, estudantes de baixa renda simplesmente abandonam a universidade. Cortar o RU não gera eficiência; gera exclusão social. Ao mesmo tempo, enquanto se financia corretamente o acesso, falta investimento estrutural em infraestrutura científica, manutenção predial, atualização tecnológica e pessoal técnico.
Sobre o professor universitário, a contradição é ainda mais aguda. Além de ensinar e pesquisar, passou a ser pressionado a fazer extensão, ser empreendedor, captar recursos, gerar patentes e criar startups. Porém, grande parte das universidades não dispõe de escritórios de inovação estruturados, núcleos de patentes eficientes, apoio jurídico ou administrativo. Exige-se produtividade de “Harvard” com condições de país em austeridade permanente.
Isso nos leva à pergunta central: afinal, que universidade a sociedade quer? Um modelo altamente seletivo, caro, competitivo e globalizado? Ou uma universidade massificada, inclusiva, com forte função social? O erro histórico do Brasil foi tentar impor simultaneamente os dois modelos sem financiar adequadamente nenhum deles.
A universidade é, ao mesmo tempo, instrumento de mobilidade social, produtora de conhecimento estratégico, formadora de profissionais e motor de inovação. Seu retorno para a sociedade não é apenas econômico: é sanitário, tecnológico, cultural, democrático e civilizatório. Cada real investido retorna em forma de médicos, engenheiros, professores, vacinas, tecnologia, pensamento crítico e soberania nacional.
Sem um pacto real de financiamento estável, com previsibilidade orçamentária, proteção das políticas de permanência e investimento em infraestrutura e inovação, a política pública atual empurra a universidade para o sucateamento: nem plenamente inclusiva, nem verdadeiramente excelente.
O dilema não é “comida ou ciência”. O dilema é se o Brasil escolhe, de fato, ter uma universidade pública forte, ou apenas mantê-la funcionando no limite da sobrevivência.
A ADUFRJ organiza uma super colônia de férias no Fundão para os dependentes de professoras e professores. Serão dez dias de atividades lúdicas e esportivas: de 19 a 23 e de 26 a 30 de janeiro. As inscrições — antes até esta quarta (14) — foram prorrogadas até domingo (18).
Os custos serão subsidiados pela AdUFRJ para sindicalizados, que arcarão com 30% do valor por criança. Ou seja, eles pagarão R$ 621,15 para os dez dias, ou R$ 62,11 ao dia. Não filiados pagarão o valor integral (veja tabela abaixo). No preço, também estão incluídas duas blusas para cada participante. O custo pode ser parcelado em duas vezes.
A colônia atenderá a crianças e adolescentes, de 5 a 16 anos. Funcionará em horário integral, das 8h30 às 17h, no Clube dos Funcionários da Petrobras (Cepe). Mas há a opção de meio turno (8h30 às12h ou 13h30 às 17h). Haverá almoço para os participantes.
Dentre as atividades estão: recreação na água, jogos de cooperação, atividades artísticas e folclóricas, caça ao tesouro, apresentação de mágica e muitas outras surpresas. “A gente trabalha para que elas desenvolvam a autonomia ao longo da colônia de férias. E isso passa também por elas terem um momento para escolher suas atividades”, revela o professor André Coutinho, responsável pela colônia.
As crianças e adolescentes serão divididos em quatro faixas etárias: de 5 a 7 anos; de 8 a 10; de 11 a 13; e de 14 a 16. “Assim cada grupo realizará atividades voltadas à sua idade, interesses e necessidades”, explica André. O docente é formado em Educação Física, com especialização em Natação e em Inclusão. Junto dele estarão outros cinco professores e dois auxiliares. “Todos formados e pós-graduados”, garante. Também haverá uma enfermeira disponível ao longo de todos os dias de atividades.
Valores – Associados(as) à AdUFRJ
Turno integral (8h30 às 17h):
* Duas semanas: R$ 621,15
* Uma semana: R$ 310,55
Meio turno (manhã - 8h30 às12h - ou tarde - 13h30 às 17h):
* Duas semanas: R$ 310,55
* Uma semana: R$ 155,28
Almoço incluído em todas as opções.
Valores – Não associados(as)
Turno integral:
* Duas semanas: R$ 1.770,50
* Uma semana: R$ 885,25
Meio turno:
* Duas semanas: R$ 885,25
* Uma semana: R$ 442,63
Para crianças não associadas, a AdUFRJ subsidiará o almoço diário, que não está incluído nos valores acima.
Inscrições: até 14/01/2026. Atualização: até 18/01/2026
Pagamento: em até 2 parcelas (14/01 e 14/02/2026)
CLIQUE AQUI PARA CONFERIR A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA COLÔNIA
INSCRIÇÕES AQUI. Mas corra! As vagas são limitadas!
