facebook 19
twitter 19
andes3
 

filiados

WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52 8Com a disposição do governo de abrir negociações específicas com os diferentes segmentos do Serviço Público Federal — e uma das prioridades, já anunciada, será a da mesa setorial da área de Educação — cresce a importância das propostas de reestruturação da carreira docente. Neste momento, o governo tem em mãos dois projetos elaborados por entidades representativas dos trabalhadores, e o mínimo que se pode dizer é que eles são diametralmente diferentes.
Um deles é fruto de uma articulação entre o Andes e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e propõe o fim da divisão entre docentes do magistério superior e do EBTT (Ensino Básico, Técnico e Tecnológico), com a criação da carreira única de professor federal. “Superamos divergências de fundo para apresentar uma proposta unificada ao governo e esperamos que agora a negociação avance”, relata o coordenador-geral do Sinasefe, David Lobão.
Já a proposta apresentada pelo Proifes-Federação mantém a separação entre magistério superior e EBTT e prevê reajustes em 2024, 2025 e 2026, de forma que no último ano do atual governo a malha salarial cumpra com o Piso Salarial Nacional (Lei 11.378/2008). “Vamos buscar a recomposição das perdas salariais, reajuste digno e reestruturação da carreira para que os professores e professoras sejam valorizados e respeitados”, afirma o presidente do Proifes, Wellington Duarte.

PONTOS “INDISSOCIÁVEIS”
Em 21 de março passado, Andes e Sinasefe protocolaram a proposta unificada de reestruturação da carreira (tabelas ao lado) junto ao MEC e ao MGI. “Identificamos que o governo se escorou em nossas divergências para não avançar nas negociações, iniciadas ainda nas mesas temporárias de 2023. E decidimos unir forças para avançar”, recorda David Lobão. A proposta unificada tem sete pontos considerados “indissociáveis”:WhatsApp Image 2024 04 12 at 22.24.52

- Estruturação da malha salarial com 13 níveis, com exclusão das classes. A progressão para o 13º nível se dá pelos mesmos critérios dos níveis anteriores, com todos os docentes podendo progredir até o topo da carreira, independentemente da titulação. A diferença percentual entre cada nível e o imediatamente anterior, denominado STEP, será de 5% em cada regime de trabalho, sem redução salarial, contemplando a recomposição das perdas inflacionárias e a discussão sobre o piso.

- O ingresso na carreira do magistério federal (unindo magistério superior e EBTT) se dará exclusivamente por concurso público de provas e títulos, sendo que todos iniciam no nível 1 (Graduado). Quem tiver ou passar a possuir o título de especialista, mestre ou doutor terá o direito à aceleração da progressão.

- Isonomia das retribuições por titulação entre os regimes de carga horária de 20 horas, 40 horas e 40 horas com dedicação exclusiva, tendo como referência o regime de carga horária de 40 horas com dedicação exclusiva.

- Estender aos docentes da carreira do EBTT a dispensa do controle de frequência que hoje contempla apenas professores do magistério superior.

- Reabertura de janela de adesão para as demais carreiras existentes, inclusive as extintas e atípicas, para a carreira EBTT e MS (Lei nº 12.772/2012), corrigindo o tempo que o docente ficou sem progressão e ou promoção.

- Revogação de instrução normativa baixada durante o governo Bolsonaro, em 2022, que impacta as progressões nas carreiras e impede o pagamento de parcelas retroativas referentes à progressão funcional.

- Oferecer a possibilidade de migração de servidores do Ministério da Defesa que assim desejarem para outras Instituições Federais de Ensino.

- A proposta também reivindica a revogação da portaria 983/20, que estabelece o tempo mínimo de 14 horas dedicadas ao ensino para docentes de EBTT, enquanto para o magistério superior são 8 horas.

CRÍTICAS
A proposta do Andes e do Sinasefe vem recebendo críticas na área acadêmica. Para o professor Pedro Lagerblad, titular do IBqM e ex-diretor da AdUFRJ, a proposta é antiquada e ignora os avanços conquistados nas universidades federais durante décadas. “A ideia de dividir a carreira em níveis diferenciados, que com o tempo a pessoa vai galgando, não é nova. Nós já deixamos isso para trás há muito tempo quando estabelecemos referências acadêmicas de progressão, com um sistema que é baseado em avaliações qualitativas a cada período. Pode ter seus defeitos, que devem ser corrigidos, mas tem referenciais mais pontuais, como a titulação”, diz Pedro.
O professor acredita que a proposta é um retrocesso. “Eu tenho dificuldade de entender como alguém pode hoje questionar a questão da titulação na universidade, que tem como uma de suas funções precípuas exatamente a de conferir títulos às pessoas atestando a sua capacidade. Isso não é uma burocracia”, afirma. “Um título tem um conteúdo, representa uma qualificação, uma passagem de estágio”, completa.
A universidade não utilizar as titulações nas suas progressões como uma referência básica é, segundo Lagerblad, um recuo no tempo. “Um recuo a uma época em que não havia um sistema de pós-graduação estabelecido no país. Temos que olhar daqui para frente, fazer desenvolvimentos a partir desse modelo, e não jogar o modelo inteiro fora e recuar para algo que estava nos anos 1960, que não mais funciona, que era uma progressão pura e simplesmente por tempo de serviço”.

PROJETO DO PROIFES PREVÊ NOVA ‘CLASSE DE ENTRADA’

WhatsApp Image 2024 04 12 at 22.26.09As diferenças entre as propostas do Andes e do Proifes são acentuadas pelo diretor de Assuntos Educacionais do Magistério Superior do Proifes, professor Geci Silva. “A gente entende que uma carreira única do professor federal não é possível, porque temos especificidades previdenciárias diferentes para os professores do magistério superior e do ensino básico. O Andes propõe uma carreira em 13 níveis, com progressões de dois em dois anos, o que daria 26 anos no total. Essa carreira fica muito longa, prejudicando a aposentadoria dos docentes. Não há necessidade de estender a carreira por tanto tempo”, avalia o professor.
Geci também observa que o docente de magistério superior começa a trabalhar seis anos depois das outras carreiras. “Para prestar concurso público tem que fazer dois anos de mestrado e quatro de doutorado, pois os concursos exigem o doutorado. E sem direito a contagem de tempo para a aposentadoria, e isso é uma luta da ANPG. Por isso defendemos a carreira com 19 anos, como é hoje. Está muito bem”.
Ao longo das duas últimas semanas, o Jornal da AdUFRJ pediu insistentemente esclarecimentos ao Andes sobre o projeto de carreira proposto, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.

REAJUSTES
A proposta apresentada pelo Proifes projeta reajustes em 2024 (9,39%), 2025 (6,82%) e 2026 (6,82%). “Nossa proposta estipula que nossa carreira tem que cumprir o piso nacional do professor da educação básica, que hoje é de R$ 4.580,57. Mas hoje o salário do professor 40 horas graduado é de R$ 3.583,26. Ou seja, precisaríamos de um reajuste de 34,22% para que a nossa carreira atual cumprisse o piso nacional do professor. Com os reajustes propostos, em 2026 esse piso ajustado seria de R$ 4.954,34”.

Entre os principais
pontos da
proposta estão:

- Manter o tempo mínimo da carreira atual (Lei 12.772/2012) para chegar à classe E, com denominação de professor titular, em 19 anos.
- Retirar a restrição da obrigatoriedade do doutorado para promoção à classe D, com denominação de professor associado, na carreira do magistério superior.

- Extinguir as classes A/DI e B/DII e criar uma nova classe de três anos, provisoriamente chamada de “Classe de Entrada”, que passaria a ser a nova entrada nas carreiras.

- Três anos é o tempo necessário para finalizar o estágio probatório, e na carreira atual o docente doutor chega na posição C/DIII, nível 1, em três anos através da aceleração da promoção. Os docentes das carreiras que estão nas classes A/DI e B/DII serão reenquadrados na classe C/DIII, nível 1, caso já tenham finalizado o estágio probatório, e, caso contrário serão reenquadrados na “Classe de Entrada” e terão promoção à classe C/DIII, nível 1, ao finalizar o estágio probatório.

De acordo com o professor Geci Silva, o projeto de reestruturação da carreira do Proifes pode representar um novo tempo para a educação superior no país. “Achamos que é uma proposta viável, temos atuado politicamente para viabilizá-la. Apresentamos não só ao governo, mas também à Andifes. Com essa proposta nós conseguiremos reduzir nossas perdas até 2026. Vamos buscar apoio para ela na mesa específica. Hoje temos uma carreira empobrecida, incapaz de atrair e de reter a inteligência e o talento necessários para o avanço da qualidade da educação no país”, diz Geci.

WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52 4Fotos: Alessandro Costa, Fernando Souza e João LaetO clima foi tenso e o resultado, expressivo. Convocados para decidir se entravam em greve no dia 15 de abril, os professores da UFRJ disseram um sonoro não. Foi a maior assembleia do país, com 914 docentes registrados nos livros de presença. Realizada na sexta-feira, 5, durante seis horas em três campi, a votação ocorreu em urna. Ao todo, 860 professoras e professores votaram. Mais de 60% rejeitaram a paralisação por tempo indeterminado, proposta pelo Andes, com data prevista para 15 de abril.
Com placar de 546 a 272, os docentes expressaram que acham precoce iniciar um movimento grevista sem que as negociações com o governo tenham sido esgotadas. Houve, ainda, 38 votos nulos e quatro brancos.
A decisão da UFRJ foi seguida pelas outras universidades federais do Rio de Janeiro: a Rural (UFRRJ), a Fluminense (UFF) e a UniRio, que também rejeitaram a greve já em assembleias ocorridas nos últimos dias.
A assembleia da UFRJ foi multicampi. Aconteceu simultaneamente no Fundão, na Praia Vermelha e em Macaé. “O resultado demonstrou que a diretoria da AdUFRJ está alinhada à maior parte dos docentes da universidade”, resumiu a professora Mayra Goulart, presidenta da AdUFRJ, que enfrentou severas críticas pessoais e profissionais durante a condução da mesa diretora do Fundão.WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52 5
Nos informes das unidades, ficou claro que a greve pode ser um instrumento de pressão a ser avaliado em um segundo momento, mas que parar a universidade por tempo indeterminado nesse momento seria um ato precipitado, que afastaria a opinião pública e geraria prejuízos principalmente aos estudantes.
Apesar de serem contra a greve, os docentes expressaram o desejo de ampliar ações de mobilização e de defesa da universidade. “Há um ponto de consenso sobre a necessidade de mobilização dos professores de Macaé para a construção da greve”, pontuou a professora Camila Souza, do Centro Multidisciplinar.
“Fizemos reunião presencial e consulta on line aos docentes do Centro de Tecnologia. Apenas 11,3% optaram por aderir integralmente à proposta do Andes”, informou o professor Ricardo Medronho, da Escola de Química. “Entre os contrários à greve, 51% querem manter um estado de mobilização com nova assembleia em maio ou junho para reavaliar o cenário”, argumentou. O modelo de votação adotado pela diretoria foi por cédulas depositadas em urnas abertas nos três locais de assembleia, das 12h às 16h. A pergunta “Você é a favor da deflagração da greve a partir de 15 de abril, conforme proposta do Andes?” foi baseada em circular enviada pelo sindicato nacional.
WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52 6Os primeiros momentos da assembleia multicampi foram marcados por falhas no som da Praia Vermelha – por cerca de uma hora os docentes de lá não ouviam os outros campi – e por grande tumulto gerado por um grupo de professores que exigia que a votação em urna amplamente divulgada pela diretoria aos sindicalizados e não sindicalizados, fosse mudada para votação em plenário ao fim dos debates. A diretoria garantiu que o processo não fosse modificado.
“A votação ter começado na hora foi o que garantiu a maior votação do Brasil e um grupo de docentes infelizmente tentou fazer com que dois terços dos professores não tivessem possibilidade de expressar sua opinião”, critica o professor Pedro Lagerblad, do Instituto de Bioquímica Médica.
“Eu esperava que a diretoria não conduzisse a discussão com esse reducionismo, com cédula”, rebate a professora Selene Alves, do Instituto de Matemática. Não é uma questão de ‘sim ou não’.”WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52 7

Tensão. Esse é o substantivo que resume as seis horas de assembleia da AdUFRJ na sexta-feira, 5. Na Praia Vermelha, problemas técnicos no áudio potencializaram as desevenças políticas. Parte dos docentes favoráveis à greve tentou reagendar a assembleia ao perceber que não ganharia a votação. O microfone chegou a ser retirado da mesa conduzida pelas professoras Nedir do Espirito Santo e Verônica Damasceno.
O mesmo grupo, depois, exortou os colegas ao voto nulo diante dos problemas de som e por discordarem da pergunta da cédula. No Fundão, sucessivas questões de ordem citando o regimento da AdUFRJ, gritos e agressões verbais atrasaram o início do debate. Os fatores somados fizeram muitos docentes abandonarem o encontro antes do começo da votação.
“Mas conseguimos dois pontos positivos: conseguimos garantir o direito ao voto dos docentes e fizemos a maior assembleia do país, com mais de 900 assinaturas nos livros de presença e 860 votos”, resume Rodrigo Fonseca, diretor da AdUFRJ e coordenador da Mesa da Assembleia em Macaé, local em que assembleia transcorreu com menos tensão.

DEBATE
O ambiente só acalmou após duas horas do início da reunião, após as falas dos representantes do Andes, do Sintufrj e do DCE Mário Prata. Em seguida, falaram os docentes sorteados para o debate.
Vice-presidente da seção sindical, Antonio Solé argumentou que a greve atinge sobretudo os estudantes. “Tivemos greves que nos permitiram ganhos, mas outras num contexto político que gerou muitos prejuízos”, disse, ao lembrar da greve de 2015.
Alessandra Nicodemos, da Faculdade de Educação, protestou contra a pergunta da cédula. “Não concordamos com a pergunta, mas queremos contribuir de fato com um processo de mobilização. Nós votaremos nulo’”
Docente do Instituto de Economia, Marta Castilhho se posicionou contra a greve. “Minha fala se baseia numa experiência de que as últimas greves da UFRJ foram de esvaziamento, e isso tem forte impacto sobre nossos estudantes”, disse. “Nossos alunos, hoje, dependem mais da universidade”, afirmou.
Cristina Miranda, aposentada do Colégio de Aplicação, reconheceu que a UFRJ não tem condição de deflagrar greve em 15 de abril. “Infelizmente não temos mobilização suficiente para uma greve, mas poderíamos aprovar um dia de paralisação das atividades no dia 15, para marcar a mobilização nacional”, sugeriu.
Do Instituto de Física, o professor Felipe Rosa destacou a pujança da UFRJ neste início de ano letivo. “A universidade está cheia como não a víamos desde 2019. Vamos esvaziar a universidade de novo? Não vamos parar de forma açodada”, pediu Felipe, ex-vice presidente da AdUFRJ.

WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52 10RODRIGO
FONSECA
Diretor da AdUFRJ e professor do NUPEM/Macaé

Para os professores de Macaé, a assembleia foi muito importante. Cerca de 20% do corpo docente de Macaé teve oportunidade de participar das discussões. Foi a primeira assembleia multicampi desta diretoria e tivemos alguns problemas técnicos que serão trabalhados para que não se repitam em outras ocasiões. Apesar dos problemas, o saldo com certeza foi positivo. Tivemos uma assembleia bastante representativa. Em Macaé, todos que se inscreveram tiveram fala e se expressaram livremente. No país, as universidades estão divididas sobre a greve, o que demonstra que a nossa avaliação, de que a greve neste momento é precipitada, está correta. Seguiremos em mobilização.

WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52 11SELENE
ALVES
Professora do
Instituto de Matemática

Falo como professora que exerce a docência há 47 anos nesta instituição. Essa era uma assembleia vital para que discutíssemos nossas condições de trabalho, de carreira, infraestrutura e o que fazer diante desse cenário. Ao invés disso, a diretoria optou por uma cédula. Quando vi aquele cenário de desunião, de fragmentação, eu fiquei consternada e pedi que a discussão fosse restabelecida dentro de parâmetros republicanos. Faltou muita tolerância. Houve truculência por parte da diretoria e também da oposição. O antagonismo existe, a luta política é legítima, mas não foi isso que aconteceu ali. Vimos comportamentos inomináveis em que todos perdem.

WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52 12PEDRO
LAGERBLAD
Professor do
Instituto de
Bioquímica Médica

Fizemos a maior assembleia do país em números absolutos e em percentual de votantes em relação à categoria. Precisamos pensar que dois terços dos professores se recusaram a entrar no debate, mas tinham posição e foram votar. Houve estratégia coordenada de um grupo para apresentar uma série de questões de ordem. Uma orquestração com objetivo de tumultuar a assembleia. Houve profunda misoginia por parte de quem atacou a mesa e que foi normalizada por muitos dos presentes. Uma postura inaceitável. Aquilo não pode se repetir. Lamento não termos discutido encaminhamentos e me parece que isto se deu por conta da dinâmica da assembleia, o que é um prejuízo.

WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52 13MARTHA
WERNECK
Professora da
Escola de Belas Artes

Meu curso de Pintura vive situação muito precária. Estou em péssimas condições de trabalho. Eu fui até a assembleia para ouvir, para entender sobre as negociações, para discutir se é realmente o momento de parar ou se a greve pode fortalecer o discurso da extrema direita. Mas eu saí ainda confusa, pois não deram o espaço necessário à representante no Andes.
A mesa não informou nada aos sindicalizados. Houve questionamentos por conta de desrespeitos ao regimento. Percebi autoritarismo da mesa, que inviabilizou outras construções da luta. Não admito ser chamada de golpista. Saí triste, sem vontade de voltar. Me senti desrespeitada.

WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52 14BRUNO SOUZA DE PAULA
Professor do
Instituto de Física

Houve muita agressividade das pessoas, muitos ataques graves à mesa, que acabou respondendo de forma também ruim. A questão das falhas do som acabou contribuindo para acirrar os ânimos. Decidi ir embora e voltar depois só para votar porque minha opinião já estava formada e aquela discussão não geraria nenhuma informação nova para mim. Aquele clima me afastou e com certeza afastou outros colegas. A assembleia multicampi é uma ideia legal, mas para assuntos delicados como esse talvez fosse melhor ser virtual, porque dá possibilidade de mais pessoas participarem e menos espaço para o clima agressivo. Desrespeito não fortalece o coletivo.


GREVE PELO BRASIL: 23 FEDERAIS APROVAM; 43 REJEITAM OU ENTRAM EM MOBILIZAÇÃO

Aprovaram greve a partir do dia 15

UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA - UNIR

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA - UFRAM

INSTITUTO FEDERAL DO PIAUÍ

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC

UNIV. FED. DE CAMPINA GRANDE – UFCG - CAJAZEIRAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA

UNIVERSIDADE FEDERAL
DO SUL DA BAHIA - UFSB

UNIVERSIDADE DE
BRASÍLIA - UNB

CEFET MG

CEFET RJ

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - UFES

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ – UNIFEI

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA - UFJF
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO – UFOP

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA - UFU

UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - UFV

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - UFPR

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS – UFPEL

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

 

Rejeitaram greve a partir do dia 15

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS - UFAM

UNIVERSIDADE FED. DE CAMPINA GRANDE – UFCG – PATOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE – UFCG

UNIVERSIDADE FED. RURAL DE PERNAMBUCO - UFRPE

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - UFPI

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO – UFERSA

UNIVERSIDADE FED. DO VALE DO S.FRANCISCO – UNIVASP

UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO - UFMT

UNIVERSIDADE FED. DE MATO GROSSO DO SUL - UFMS

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - UFF

UNIVERSIDADE FEDERAL DE S. PAULO - UNIFESP

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UNIRIO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC

UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL – UFFS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS

Indicativo sem data /mobilização/ estado de greve

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ – UNIFAP

UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA - UFRR

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA

UNIVERSIDADE
FEDERAL DE JATAÍ

UNIVERSIDADE
FEDERAL DO ABC

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO R. DE JANEIRO
UFRRJ

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL REI – UFSJR

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO – UFTM

UNIVERSIDADE FEDERAL DA INT. LATINOAMER. - UNILA

UNIVERSIDADE FEDERAL
DO PAMPA - UNIPAMPA

UNIVERSIDADE FEDERAL
DE GOIÁS

UNIVERSIDADE FEDERAL
DO OESTE DA BAHIA

UNILAB – UNIVERSIDADE DA INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL DA LUSOFONIA
AFRO-BRASILEIRA
CAMPUS DOS MALÊS

UNIVERSIDADE FEDERAL
DA BAHIA

Indicativo de greve para maio

UNIVERSIDADE FEDERAL
DO ACRE – UFAC

UNIVERSIDADE FEDERAL
DE SERGIPE – UFS

Irão realizar assembleias:

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE - UFRN (16/04)

UNIVERSIDADE FEDERAL
DE TOCANTINS - UFT
(17/04)

UNIVERSIDADE FEDERAL
DE PERNAMBUCO - UFPE
(17/04)

UNIVERSIDADE FEDERAL
DE ALAGOAS - UFAL
(26/04)

A AdUFRJ participou nesta sexta-feira (12) de uma reunião com o secretário de Educação Superior (SESu) do MEC, professor Alexandre Brasil, para discutir formas de acelerar e aperfeiçoar a liberação dos recursos próprios das universidades federais. A presidenta da AdUFRJ, professora Mayra Goulart, ponderou que esses recursos são fundamentais no momento em que a UFRJ enfrenta sérios problemas de infraestrutura em várias de suas unidades. “Os professores estão enfrentando muitas dificuldades em suas rotinas de trabalho”, pontuou Mayra.

O secretário Alexandre Brasil se comprometeu a tentar reduzir o tempo do trâmite burocrático nas esferas de governo para a liberação desses recursos. “Hoje, entre a análise orçamentária e a liberação financeira, esse trâmite é de seis meses, em média. Vamos tentar acelerar o processo, tanto aqui no MEC quanto na área econômica”, prometeu o secretário.

Por sugestão da AdUFRJ, a SESu também se comprometeu a fomentar a criação de um grupo de trabalho, com participação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), do Ministério da Fazenda e da Andifes, para debater formas de superar obstáculos normativos no processo de liberação dos recursos próprios. SESu e AdUFRJ também encaminharam a elaboração conjunta de um seminário, previsto para maio, sobre o mesmo tema.

WhatsApp Image 2024 04 12 at 21.59.52Como parte da estratégia de mobilização da categoria para a campanha salarial unificada dos servidores federais e pela recomposição do orçamento da UFRJ, a AdUFRJ marcou para o próximo dia 19, às 10h, o ato “Eu amo a UFRJ”. A manifestação terá como foco a luta por mais verbas para a universidade, que vem enfrentando sérios problemas de estrutura em algumas de suas unidades, por melhores salários, condições dignas de trabalho e mais bolsas. O ato será nas escadarias da sede regional do Ministério da Fazenda, na Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio.
“O fato de termos rejeitado a greve em nossa última assembleia não significa que estejamos desmobilizados. Muito pelo contrário, estamos empenhados em mobilizar nossa categoria e todo o corpo social da UFRJ em defesa da universidade e de nossos direitos”, disse a presidente da AdUFRJ, professora Mayra Goulart, na abertura do Conselho de Representantes do sindicato, nesta quinta-feira (11). Ela apresentou as propostas de engajamento para o ato do dia 19, que será unificado. O Sintufrj já foi convidado e a assembleia do DCE Mário Prata de terça-feira (9) aprovou a participação dos estudantes na manifestação.WhatsApp Image 2024 04 12 at 22.21.03
Para divulgar o ato e garantir a maior presença possível de docentes, técnicos e estudantes, a AdUFRJ criou uma campanha de comunicação com o mote “Eu amo a UFRJ” em suas plataformas e redes sociais. Foram confeccionados adesivos, plásticos para veículos, panfletos, bottons e camisetas. De 15 a 18 de abril estão previstas panfletagens nos restaurantes universitários e nas unidades da UFRJ. Todo o material da campanha pode ser solicitado pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
WhatsApp Image 2024 04 12 at 22.22.33O sindicato também estimula a instalação de comitês locais para mobilização dos docentes. No CR, foram sistematizadas algumas propostas, como a realização de um debate multicampi, em maio, sobre a situação orçamentária da UFRJ e das IFES. O professor Luiz Wagner Biscainho, representante da Politécnica, sugeriu uma agenda de encontros, dentro e fora da UFRJ, nos quais as várias unidades possam mostrar à população o que é produzido de conhecimento na universidade. “Precisamos reconquistar a sociedade e mostrar a importância da UFRJ”, defendeu o professor. 

WhatsApp Image 2024 04 09 at 12.06.33Vamos juntos e juntas lutar pela universidade pública, por financiamento e por melhores condições de trabalho, infraestrutura e salários. Vem com a gente para o ato no dia 19 de abril, às 10h, nas escadarias do Ministério da Fazenda - Av. Antônio Carlos, 375 (Centro).

Por que se manifestar?

Por mais verbas – A UFRJ está sufocada por um orçamento que não cobre o cotidiano dos campi. Salários de terceirizados estão atrasados, serviços de manutenção e limpeza estão precários e obras estão paradas.

Por salários melhores – Jovens professores da universidade estão com salários defasados. Os aposentados não conseguem arcar com as despesas de saúde. Sem professores bem remunerados, o Brasil perde talentos e futuro.

Por condições de trabalho dignas – As salas de aula, laboratórios e corredores da UFRJ pedem socorro. As instalações sofrem problemas graves de manutenção, riscos de queda, perigos elétricos e insegurança.

Por mais bolsas – A universidade muda a vida e as cotas transformam destinos. Precisamos garantir que os estudantes consigam permanecer nos cursos. Queremos mais bolsas, bandejões abertos e alojamentos ampliados.

Como eu posso ajudar?

Vá ao ato no dia 19 – Só o nosso engajamento e mobilização podem alterar o atual quadro pelo qual passa a UFRJ e as universidades públicas. Sua presença é fundamental. A UFRJ precisa de nós!

Dialogue e convide seus alunos – Essa é uma luta de toda a comunidade acadêmica. Conversar e envolver nossos alunos sobre o quadro atual é muito importante. Tire alguns minutos da sua aula para apresentar a situação e convidar para o ato do dia 19. A ADUFRJ terá ônibus saindo do Fundão e da Praia Vermelha para o ato. Você e seus alunos podem solicitar vagas (responda a esse e-mail ou fale por whatsapp clicando aqui).

Avise os colegas do seu departamento e unidade – Nem sempre as mensagens chegam para todos, repasse para os colegas do seu departamento e unidade. Ajude a circular as informações.

Divulgue por whatsapp e nas redes sociais – A UFRJ é um patrimônio de toda a população. Precisamos do apoio da sociedade para que as nossas reivindicações tenham mais peso. A ADUFRJ disponibilizou um drive que é atualizado diariamente com materiais. Acesse: https://bit.ly/euamoaufrj

Mostre que você está engajado – Temos camisetas, bottons, adesivos e panfletos. Vista a camisa, use o botton, distribua para seus alunos adesivos e panfletos.

A ADUFRJ leva o material até você – Solicite o material de divulgação do ato enviando mensagem pelo whatsapp clicando aqui

 

PEÇA MATERIAL PELO WHATSAPP
ACESSE O DRIVE COM MATERIAIS PARA AS REDES
RESERVE VAGA NO ÔNIBUS
Topo