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WhatsApp Image 2022 08 08 at 19.20.14 2A partir da esquerda: as professoras Flavia Vale, Mayra Goulart, Monica Stival, Sabrina Ferigato e Fernanda RodriguesA AdUFRJ e o Observatório do Conhecimento seguem firmes na tarefa de levar adiante o debate sobre a participação de mulheres na Ciência. Esta semana foi a vez de a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) receber o evento de lançamento do documentário “Ciência: luta de mulher”, produzido pelo Observatório. A exibição ocorreu no último dia 3 de agosto. O curta-metragem mostra o cotidiano de quatro mulheres cientistas de diferentes estados brasileiros e traz a mensagem de que o ambiente acadêmico é o lugar de todas aquelas que desejarem ocupar este espaço. A reitora da UFSCar, professora Ana Beatriz de Oliveira, participou da mesa que discutiu a conjuntura de cortes nas universidades federais, antes da exibição do filme.
Vice-presidente da AdUFRJ e diretora executiva do Observatório, a professora Mayra Goulart foi uma das debatedoras. “Queremos aumentar os processos de reflexão sobre a questão da pluralidade, sobre a importância de discutir a sub-representação das mulheres na ciência, na universidade, principalmente em cargos de destaque, em espaços de produção de Ciência e Tecnologia”, destacou. “Quando a gente exibe o documentário e faz rodadas de debates sobre isso, a gente cumpre o propósito que é o chamamento à reflexão sobre esses dilemas”. Até agora, já foram feitas dez exibições em universidades, escolas e museus de nove cidades.

WhatsApp Image 2022 07 30 at 15.07.57Foto: Alessandro Costa“Mulher negra, favelada, LGBTQIA+ e defensora dos Direitos Humanos. Vereadora do Rio de Janeiro, eleita com 46.502 votos, brutalmente assassinada em 14 de março de 2018 por lutar por uma sociedade mais justa”, diz a placa aos pés da estátua inaugurada quarta-feira (27) em homenagem a Marielle Franco. A obra, feita de bronze em tamanho real, fica no Buraco do Lume, na Praça Mário Lago, área do Centro onde a parlamentar costumava conversar com eleitores.

WhatsApp Image 2022 07 22 at 19.23.18DEBATE contou com Guilherme Coelho, Thais Aguiar (mediadora), Eduardo Valdoski e José Cardoso Jr. - Foto: Fernando SouzaEstela Magalhães

“Abordamos o assédio institucional como um conjunto de ameaças, constrangimentos e desqualificações operadas contra os servidores públicos e as organizações públicas”, afirmou José Celso Cardoso Jr., do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em debate realizado no IFCS, dia 18. O economista é um dos organizadores do livro “Assédio Institucional no Brasil: Avanços do Autoritarismo e Desconstrução do Estado”, lançado durante o evento realizado pelo Observatório Político e Eleitoral.
A obra reúne 20 artigos assinados por 51 pesquisadores de instituições e universidades brasileiras. “O assédio institucional não está circunscrito ao serviço público. O que está em curso é a tentativa de instauração de um governo de viés autoritário”, disse Cardoso Jr. “É o caso do Ibama, um dos órgãos mais assediados da República, que passou a não multar os casos de incêndio. Ou seja, os servidores passaram a ser orientados a fazer o contrário daquilo para o qual o órgão foi criado”, completou.
O debate também contou com a participação de Guilherme Coelho, fundador do República.org, instituto que apoia o desenvolvimento da gestão de pessoas do serviço público brasileiro. “Temos que pensar no Estado de uma nova maneira. Ele precisa ser presente e competente, e isso se dá por meio das pessoas. Os profissionais públicos precisam ser respeitados e responsivos às nossas urgências”, diz.
Eduardo Valdoski, secretário-executivo do Observatório do Conhecimento — rede de sindicatos e associações docentes (entre elas, a AdUFRJ) —, apresentou dados da pesquisa inédita da organização sobre os riscos à liberdade acadêmica no Brasil. “Mais de um terço dos pesquisadores que participaram desse trabalho já se autocensuraram, já deixaram de fazer determinado enfoque da pesquisa com medo de alguma retaliação e assédio”, disse — leia mais sobre a pesquisa AQUI

WhatsApp Image 2022 07 22 at 19.26.56Tomou posse nesta quarta-feira (20) a nova gestão do DCE Mário Prata. Eleito com mais de 7 mil votos contra 2.855 do segundo colocado, o grupo vencedor apresentou a sua plataforma política em um evento que contou com a presença de representantes de segmentos da universidade, entre eles o vice-reitor Carlos Frederico Leão Rocha, o presidente e a vice-presidente da AdUFRJ, João Torres e Mayra Goulart, e o coordenador-geral do Sintufrj, Esteban Crescente.
O vice-reitor parabenizou o grupo pela vitória, exaltou os estudantes da UFRJ pela participação nas eleições e lembrou a nova gestão da responsabilidade que eles terão depois de uma votação tão expressiva. Carlos Frederico também tratou dos cortes no orçamento da universidade, que põem em risco o funcionamento da instituição, e apontou um caminho para tentar reverter o cenário. “Estamos diante de um quadro grave, e a expectativa é que haja mais um corte ainda este ano. Vamos precisar de rua para defender a UFRJ”, disse o professor, conclamando os estudantes a se manifestar contra os cortes.
Em seu discurso, Mayra saudou especialmente as jovens mulheres e representantes de minorias, chamadas por ela de “polos importantes na luta contra o bolsonarismo”. Mayra criticou o governo e apontou uma saída para enfrentar Bolsonaro. “Se queremos derrotar esse modelo de Estado de destruição, temos que fazer nas urnas, e no primeiro turno, para que todos os eleitos em primeiro turno, governadores, senadores e deputados, não participem da farsa golpista de Bolsonaro”, defendeu a professora.
O Jornal da AdUFRJ conversou com Lucas Peruzzi, aluno da Escola de Química, nomeado coordenador-geral do DCE, e relata um pouco da agenda política do diretório dentro e fora da UFRJ.

Jornal da AdUFRJ - Internamente, quais são os principais desafios da próxima gestão do DCE?
Lucas Peruzzi
- A infraestrutura, com certeza. Não só dos prédios, mas também a estrutura para mais bandejões, por exemplo, e a questão central de tudo que eu vou listar aqui é a recomposição orçamentária. Precisamos dessa recomposição para ter mais estrutura, para ter mais acesso estudantil, mais segurança, ensino de qualidade. Enfim, a questão central é a recomposição orçamentária. E continuar travando as lutas cotidianas dentro da universidade, dentro dos conselhos, entendendo quais são as pautas e mobilizações que a gente precisa fazer

E no atual cenário político, quais lutas vocês pretendem travar fora da universidade?
Nosso maior desafio será barrar esses ataques antidemocráticos do governo Bolsonaro e garantir eleições limpas, com toda a lisura do processo. Esse é um processo que não vai se dar só nas urnas. Estamos mobilizados desde a pandemia desgastando o governo, indo às ruas para denunciar suas atrocidades, denunciar a ofensiva à democracia, às urnas eletrônicas e a todos os elementos democráticos que a gente pode pensar.

Você falou em democracia. Por que não construir unidade em torno do candidato que tem condições de derrotar Bolsonaro no primeiro turno?
Porque o projeto que temos é muito maior do que uma eleição. E, historicamente, a gente derrota o fascismo nas ruas. Precisamos aprender com a história. Mesmo que um outro candidato da oposição ou da esquerda ganhe, não vai ser o fim do fascismo. Vamos precisar continuar lidando com isso constantemente, e nesse processo, ir às ruas é fundamental para dar uma resposta. Também porque entendemos que há pontos dos programas dos quais não podemos abrir mão. Não podemos abrir mão de contrarreformas trabalhistas, de contrarreformas da previdência, e eu acho que não são todas as candidaturas, inclusive da esquerda, que estão apresentando isso. Por isso, entendemos que o debate político é muito maior do que o debate das candidaturas. O debate dos programas precisa ser maior. A discussão, de fato, precisa ser sobre os programas, e não sobre os nomes dos candidatos, como costuma acontecer.

WhatsApp Image 2022 05 05 at 14 38 18Foto: Silvana Sá/arquivo AdUFRJA UFRJ foi contemplada em uma chamada do MEC para investimentos nas universidades. Um dos critérios seria a capacidade de empenhar a verba ainda em 2022. A universidade terá R$ 2 milhões para a aquisição de elevadores do Centro de Tecnologia. “Quero colocar a equipe da PR-6 à disposição do CT para que este processo ocorra da forma mais rápida possível”, disse o pró-reitor de Governança, André Esteves. A UFRJ também conseguiu R$ 1,5 milhão para climatizar o novo prédio da Física.

Universidade propõe sete novos cursos de pós para Capes

O Consuni do dia 14 aprovou sete novos programas de pós-graduação. As propostas agora precisam passar pelo crivo da Capes. As comissões de avaliação de cada área farão a análise de mérito a partir de 17 de outubro. Diretor da Coppe, o professor Romildo Toledo comemorou as novas iniciativas. “Mesmo num período de crise tremenda que estamos vivendo, isso mostra a pujança da UFRJ”, disse. “A forma de enfrentar (a crise) é mostrando o que temos a oferecer à sociedade”.

Mudança permite realização de Consuni híbrido

Uma resolução alterou o regimento do Conselho Universitário para permitir a realização de sessões híbridas. Ou seja, com alguns representantes participando por videoconferência. A ideia é facilitar a atuação de conselheiros lotados nos campi de Duque de Caxias e de Macaé, que precisam se deslocar à capital de 15 em 15 dias. O dispositivo também poderá ser usado por quem estiver cumprindo missão de trabalho (ou institucional) fora do município do Rio de Janeiro.

Carlos Aguiar de Medeiros recebe o título de emérito

O professor Carlos Aguiar de Medeiros recebeu o título de emérito da UFRJ, no último Consuni. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, o docente liderou o processo de reestruturação da pós-graduação no Instituto de Economia, criando suas áreas, disciplinas e estrutura curricular. Carlos orientou 24 dissertações de mestrado e oito teses de doutorado, além de ser o autor de mais de 45 artigos em revistas especializadas no Brasil e no exterior, dois livros e 37 capítulos de livro,

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